Bull Market Silencioso: Por que o Ibovespa sobe 29% e quase ninguém está comemorando

Compartilhar

Ibovespa +29% no ano. Quase +50% em dólares.

E o clima no mercado? Neutro. Sem euforia. Sem sentimento de “agora vai”.

Parece estranho? É exatamente isso que está acontecendo.

João Braga, fundador da Encore, resumiu bem: “Este é o bull market menos comemorado que já vi.”

Saiu essa matéria no Brazil Journal e bateu direto com o que venho falando aqui. São gestores sérios, gente boa de cabeça, sem agenda escondida. E todos concordam: o movimento está acontecendo, mas o investidor brasileiro ficou de fora.


Os números que ninguém está celebrando

Vamos aos fatos:

📊 Ibovespa acumula:

  • +29% no ano em reais
  • Quase +50% em dólares
  • 14 pregões consecutivos de alta (a maior sequência em décadas)

🌎 América Latina inteira em alta:

  • Chile e México: ~45% em dólares
  • Colômbia e Peru: ~60% em dólares

Não é “história do Brasil”. É um trade de América Latina inteira.

E a explicação? Fluxo global. Ponto.

Como disse João Braga: “Não tem nada a ver com Lula, Tarcísio ou juro. É fluxo global.”


O estrangeiro comprou. O brasileiro ficou de fora.

Entraram cerca de R$ 20 bilhões de capital estrangeiro no ano.

Não é um volume gigantesco, mas foi o suficiente. Por quê?

Porque o mercado estava vazio:

→ Investidor brasileiro com baixíssima exposição em Bolsa
→ Liquidez doméstica menor
→ Quando o gringo compra nesse cenário, mexe preço

Fernando Ferreira, estrategista-chefe da XP, foi cirúrgico: esses recursos vieram de fundos quantitativos e macro, não de investidores dedicados a emergentes. “É um trade global.”

Ou seja: não é convicção sobre o Brasil. É estratégia de alocação.


Duas visões sobre o que vem pela frente

Agora o mercado se divide em dois grupos:

1. Quem vê espaço para mais alta

Para esse grupo, a Bolsa brasileira ainda não precificou:

✓ Queda estrutural de juros a partir de 2026
✓ Resultados corporativos melhores do que se esperava
✓ Bolsa barata em termos históricos
✓ Trade eleição mal precificado

João Braga faz uma conta interessante: o mercado está dando 60% de chance de Lula ganhar em 2026 e quase 100% de chance de ele ser candidato.

“Se os investidores considerarem a possibilidade de ele não se candidatar e uma chance real de vitória de 50%, somado ao corte de juros e aos fundamentos das empresas, as ações ainda podem subir muito.”

2. Quem prefere apostar lá fora

André Bannwart, head da família de fundos UBS Evolution (R$ 24 bilhões de AUM), está otimista com ações. Mas não aqui.

Para ele, os maiores retornos estão onde tecnologia e IA estão transformando resultados — Estados Unidos e Ásia.

“O Brasil oferece um retorno de commodity, não tem um diferencial, e vai só seguir a onda até as eleições.”


O ponto central: quem ficou de fora vai ter que comprar mais caro

Aqui está a questão que importa:

O rali começou sem o investidor local.

Se ele resolver entrar agora, não tem oferta suficiente no preço atual. E aí o movimento acelera.

É simples:
→ Quem está fora vai ter que pagar mais caro
→ Quem está posicionado pode surfar a onda

O problema? O cenário eleitoral ainda está bagunçado.

E esse é o gatilho mais importante de 2026.


O que fazer com isso tudo?

Não vou fingir que tenho bola de cristal. Ninguém tem.

Mas os dados mostram uma coisa clara: existe um descolamento entre preço e posicionamento.

A Bolsa subiu forte. O brasileiro não entrou. O estrangeiro comprou.

Se você está esperando “o momento certo” para entrar, saiba de uma coisa: o mercado não avisa quando vai acelerar. E quando avisa, já é tarde.

A alta não veio com narrativa política. Não veio com euforia. Veio com fluxo.

E fluxo, meu amigo, é o que move preço.

Veja mais

Faça um pré cadastro agora mesmo.

Contate um assessor

A Equit Capital utiliza cookies e outras tecnologias para melhorar a sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a utilização dessas tecnologias, como também, concorda com os termos da nossa política de privacidade.

Quero Investir