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Resposta direta: WEG e Bradsaúde abrem a fila; bancos vêm aí
A temporada do 3T26 começa tímida. A WEG lucrou R$ 1,67 bilhão, alta de apenas 0,9% sobre o mesmo período de 2025. O vice-presidente financeiro, André Luís Rodrigues, apontou que as tarifas americanas e a alta de matérias-primas, com destaque para o cobre, pressionaram os custos, e disse que seria "muito positivo" retomar o diálogo sobre tarifas depois das eleições. A Bradsaúde (ativos de saúde do Bradesco) fez melhor: lucro líquido de R$ 1,1 bilhão, alta de 14,4% na comparação anual.
O pano de fundo é menos animador. Para a XP, o 3T26 deve ser fraco para as companhias brasileiras entre as cerca de 140 que cobre. O Valor fala em resultados mais mornos por causa de juros altos, famílias endividadas e encarecimento da estrutura de capital, com o foco do investidor migrando dos números para a visão dos executivos para os próximos trimestres, o que pode abrir espaço para correções e realização de lucros em ações que acumularam alta. Na lista do Santander, Embraer é possível surpresa positiva e CSN Mineração pode vir fraca; o Morgan elege Natura como possível decepção. Os bancos (Santander, Bradesco, Itaú e Banco do Brasil) entram no radar com o foco em inadimplência, qualidade de ativos e provisões após o forte rali do setor impulsionado pelo cenário eleitoral.
Um respiro: estudo citado pelo InfoMoney mapeou que uma queda de juros pode adicionar R$ 4,9 bilhões aos lucros da Bolsa, com utilities liderando os ganhos. A inadimplência do aluguel também recuou para 2,93% em setembro, menor nível em 3 anos (Superlógica).
Esta análise faz parte do resumo do mercado de 21/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.
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