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Eleição: O mercado já escolheu um lado, mas a pesquisa ainda não

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Resposta direta: Juros futuros caem, bancos puxam a Bolsa e a campanha entra na semana mais tensa do 2º turno

Ontem (20/10) o roteiro foi claro nos preços, pelo que mostram as manchetes do Valor e do InfoMoney: o Ibovespa subiu com apoio de Petrobras e da queda dos juros futuros, com o otimismo eleitoral sobre uma possível alternância de poder derrubando as taxas e colocando os papéis ligados à economia doméstica na liderança do pregão. Em paralelo, as taxas dos DIs caíram com a percepção de que Flávio segue à frente de Lula, movimento em sintonia com a queda dos rendimentos dos Treasuries longos.

O problema de apostar tudo nessa leitura é que a corrida está apertada. Segundo coluna do Valor, a rodada BTG/Nexus estreitou a diferença entre os finalistas para 0,6 ponto, o que equivaleria a uma vantagem inferior a 1 milhão de votos para Flávio. A mesma coluna lembra a subestimativa histórica do voto da direita, em média 1,4 ponto; se ela se repetir, Lula ficaria em desvantagem um pouco acima de 2 milhões de votos, a mesma do 1º turno. Ou seja: é "se a eleição fosse hoje", e até domingo (25/10) cada dia é um round.

O front fiscal também esquentou. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou ontem (20/10) a proposta da campanha de Flávio de congelar dívidas por 6 meses (pessoas físicas) e 1 ano (pessoas jurídicas), dizendo que "nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito". Flávio também prometeu restabelecer o benefício fiscal do Perse, programa encerrado no governo Lula. Do lado de Lula, o pedido ao TSE e ao STF para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio faça o mesmo, tem, segundo juristas ouvidos pelo Valor, mais efeito político do que jurídico.

Para o investidor brasileiro, o ponto prático: os multimercados renderam até 17% com a eleição, segundo o InfoMoney, e se armam para a incerteza da reta final; para o UBS, a classe pode ser alternativa mais segura em caso de vitória de Lula. O calendário a acompanhar: novas pesquisas (a Quaest vai medir o que o eleitor busca no próximo presidente e a rejeição dos candidatos), o debate da TV Globo na sexta-feira (23/10) e a possível votação da PEC da Segurança antes do 2º turno, pedido feito ontem (20/10) por Camilo Santana a Davi Alcolumbre.

Esta análise faz parte do resumo do mercado de 20/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.

EQ
Equit Capital
Assessoria de investimentos · Safra Invest

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