Mercado

Eleições: o último sprint antes das urnas

Voltar para Publicações

Resposta direta: Pesquisa não decide, mas deixa o mercado de cabelo em pé

A véspera do 2º turno virou um festival de pesquisas, e todas dizem a mesma coisa em tom diferente: disputa apertadíssima. O Datafolha final traz Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49% dos votos válidos, empate técnico. A AtlasIntel mede 49,9% x 48,4%, diferença de 1,6 ponto percentual, com Lula oscilando para cima na reta final enquanto a aprovação do governo sobe e a desaprovação recua. A Quaest tem Flávio com 46% e Lula com 45%, e 92% dos eleitores dizem que o voto já é definitivo. A CNT/MDA mostra 46,3% x 45% (diferença de 1,3 ponto, com brancos, nulos e indecisos somando 8,7%), e o Gerp registra 49% x 46%, com redução da vantagem do senador em relação à pesquisa de quarta-feira.

O detalhe que o investidor deveria ler com lupa está no Datafolha: no recorte por probabilidade de comparecimento, Flávio lidera entre os mais propensos a votar e Lula entre os menos propensos. Ou seja, a eleição pode ser decidida por quem de fato aparece, não por quem responde a pesquisa. E a abstenção, aqui, é variável de mercado.

Para o bolso: entre o 1º e o 2º turno, o Ibovespa subiu 6,9% e o dólar caiu 4,4%. Isso significa que parte do resultado já está no preço, e qualquer surpresa nas urnas hoje (25/10), com votação das 8h às 17h (horário de Brasília) e divulgação dos votos pelo TSE a partir das 17h, tende a ser precificada na abertura de segunda (26/10). O que acompanhar: a diferença final de votos, o comparecimento e a reação do câmbio na primeira sessão após o resultado.

Esta análise faz parte do resumo do mercado de 24/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.

EQ
Equit Capital
Assessoria de investimentos · Safra Invest

Quer aplicar isso ao seu caso?

Faça nosso diagnóstico em 4 minutos ou converse com um consultor Equit. Análise inicial sem compromisso.

Fazer diagnóstico Falar com consultor
Voltar para Publicações