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Resposta direta: Quando o mercado lá fora vende chip, o Brasil vira refúgio. O dólar bateu o maior nível desde março (R$ 5,20), mas o Ibovespa subiu na contramão, abastecido pela fuga das techs americanas.
Quando o mercado lá fora vende chip, o Brasil vira refúgio. O dólar bateu o maior nível desde março (R$ 5,20), mas o Ibovespa subiu na contramão, abastecido pela fuga das techs americanas.
A boa de hoje
- Dólar perto de R$ 5,20: Maior patamar desde março com aversão a risco global.
- Selloff de chips: Techs americanas desabam e jogam capital pro Brasil.
- Copom sob fogo: Ata endurece tom e mercado cobra credibilidade do Banco Central.
- Petrobras e Bradesco: Produção em alta na estatal e R$ 3,5 bilhões em proventos aprovados pelo banco.
- Operação Miragem: PF mira o Digimais e acende alerta no FGC sobre possível intervenção.
Resultados do mercado
- Dólar: em alta (maior nível desde março, encostou em R$ 5,20)
- Ibovespa: em alta apesar do mau humor externo, impulsionado por rotação global de carteiras
- S&P 500: em queda devido ao selloff de chips e techs americanas
- Selic: mantida em 14,25% a.a.
Dólar encosta em R$ 5,20 e marca pico de quase três meses
Câmbio
O dólar comercial avançou hoje (24/06) e encostou na marca dos R$ 5,20, o maior patamar desde o fim de março. A força global da divisa americana veio da perspectiva de política monetária mais apertada nos EUA e da aversão a risco disparada pela queda das ações de tecnologia. O descompasso doméstico chamou atenção: enquanto o câmbio disparava, o Ibovespa subiu, explicado pela rotação global de carteiras para mercados de valor. O dólar caro pressiona inflação de importados e despesas dolarizadas.
Ata do Copom endurece o tom e abre temporada de cobrança
Política Monetária
A ata da última reunião do Copom endureceu a comunicação após ruídos recentes, sinalizando que a taxa atual é contracionista o suficiente para levar a inflação à meta de 3%, mesmo dentro de um ciclo de cortes com pausas para 'calibragem'. A Selic segue em 14,25% ao ano. A postura gerou críticas, como a coluna de Nilson Teixeira que afirmou que o Copom 'erra e perde credibilidade', reabrindo o debate sobre a capacidade do BC de ancorar expectativas. O cenário mantém a renda fixa como alternativa atrativa para investidores.
Petrobras turbina produção e Bradesco distribui R$ 3,5 bilhões
Empresas BR
A Petrobras reportou alta de produção de petróleo de cerca de 10% a 14% em maio na comparação anual (YoY), após ter somado 2,62 milhões de barris por dia em abril. No setor financeiro, o Bradesco (BBDC4) aprovou a distribuição de R$ 3,5 bilhões em proventos. Também entraram na lista de distribuições B3, BB Seguridade e ABC Brasil. A produção em alta reforça a tese de geração de caixa robusta da estatal, sustentando a política de dividendos.
Operação Miragem mira Digimais e acende sinal amarelo no FGC
Sistema Financeiro
A Operação Miragem da Polícia Federal colocou o Digimais (banco ligado a Edir Macedo) no centro do noticiário. A possibilidade de liquidação ou intervenção pelo Banco Central cresceu, o que elevaria a conta para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O banco já estava na mira do regulador desde 2023 por problemas de capital e manobras questionáveis no balanço. O episódio reforça a importância do limite de R$ 250 mil por CPF por instituição e da diversificação de emissores para investidores de renda fixa.
A disputa que está redesenhando custos e estratégias
Inteligência Artificial
A Microsoft avalia trocar Claude e ChatGPT por um modelo chinês no Copilot, sinalizando a guerra de custos e soberania tecnológica. A Broadcom estaria costurando chip customizado para a OpenAI, enquanto a Getty Images fechou acordo com a mesma OpenAI. No Brasil, há quase 2,8 mil bolsas e projetos de pesquisa relacionados a IA pelo CNPq. Nos EUA, a FAA firmou contrato de US$ 875 milhões para usar IA na redução de atrasos de voos. Um estudo alertou que 80% dos data centers do mundo estão expostos a riscos climáticos extremos, um risco operacional físico para a cadeia de IA.
Resumo Brasil
Giro pelo Mercado - Brasil
Proventos em série com Bradesco, B3, BB Seguridade e ABC Brasil aprovando distribuições. Classes D e E caíram para 19,4% da população em 2025, o menor nível desde 2012 (quando eram 31,6%). No varejo, o St Marche entrou em recuperação judicial e a Amazon Basics estreou no Brasil, pressionando margens.
Resumo Exterior
Giro pelo Mercado - Exterior
Micron superou expectativas no setor de memórias, em meio ao selloff de chips. A AbbVie reforçou aposta em imunologia, amortecendo perdas em Wall Street. Nos EUA, os três candidatos apoiados pela ala progressista (Mamdani) venceram primárias democratas, derrubando incumbentes.
Snapshot do dia
19,4% Classes D e E caíram para 19,4% da população em 2025, o menor nível desde o início da série em 2012 (quando eram 31,6%). Em pouco mais de uma década, quase um terço dos brasileiros que estava na base da pirâmide migrou para cima, sinalizando mais consumo, bancarização e demanda por crédito.
Giro pelo mercado
Brasil
- BBDC4: Bradesco aprovou distribuição de R$ 3,5 bilhões em proventos.
- B3: Aprovou distribuição de proventos a acionistas.
- BBSE3: BB Seguridade aprovou distribuição de proventos a acionistas.
- ABC Brasil: Aprovou distribuição de proventos a acionistas.
- PETR4: Petrobras reportou alta de produção de 10% a 14% em maio na comparação anual.
- DIGIMAIS: Operação Miragem da PF mira o banco Digimais, elevando risco de intervenção pelo BC e impacto no FGC.
Exterior
- MSFT: Microsoft avalia trocar Claude e ChatGPT por um modelo chinês no Copilot.
- AVGO: Broadcom estaria costurando chip customizado para a OpenAI.
- MU: Micron superou expectativas no trimestre, num respiro para o setor de chips.
- ABBV: AbbVie reforçou aposta em imunologia, atuando como amortecedor nas perdas de Wall Street.
- S&P 500: Índice em queda com o selloff das ações de tecnologia e semicondutores.
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