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Resposta direta: Sábado é dia de bolsa fechada, mas o cenário externo dominou: petróleo furou os US$ 90 com tensão EUA-Irã, Petrobras entregou produção recorde no 2º tri e as big techs começam a expor o custo bilionário da IA, com retorno projetado para 2 a 3 anos. Para o Brasil, o pano de fundo é petro-positivo, m…
Sábado é dia de bolsa fechada, mas o cenário externo dominou: petróleo furou os US$ 90 com tensão EUA-Irã, Petrobras entregou produção recorde no 2º tri e as big techs começam a expor o custo bilionário da IA, com retorno projetado para 2 a 3 anos. Para o Brasil, o pano de fundo é petro-positivo, mas a inflação importada pode estragar a festa.
A boa de hoje
- Petrobras (PETR4): produção recorde de 3,34 mi boed no 2º tri, +14,1% na comparação anual
- Guerra do petróleo: Brent acima de US$ 90 com Trump ameaçando o Irã de novo
- Santander (SANB11): a conta da saída da bolsa: €1,9 bi para virar 100% espanhol via OPA voluntária de permuta
- Big techs e a ressaca da IA: capex bilionário em IA já derrete o caixa de Google, Meta, Amazon e Microsoft; retorno esperado em 2 a 3 anos
- Convenções 2026: largada oficial da corrida presidencial: Tarcísio favorito, Flávio no ataque e Michelle rumo ao Senado
Resultados do mercado
- Ibovespa (+2,27%): fechamento de 31/07: 177.999 pts | +2,27% na semana / +3,47% em julho
Petrobras — A estatal entrega o melhor 2º trimestre operacional da história
Empresas / Commodities
A Petrobras cravou seu maior número operacional já registrado no segundo trimestre de 2026: produção média total de óleo, LGN e gás natural de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). É um salto de +14,1% na comparação anual e de +3,4% frente ao 1º trimestre. O que puxou o recorde foi o FPSO P-79, que entrou em operação em maio adiantado, somado ao ramp-up das plataformas Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78 e a entrada de 10 novos poços produtores nas bacias de Santos e Campos. O contexto de Brent acima de US$ 90 reforça a perspectiva de geração de caixa robusta e dividendos sustentáveis, mas o resultado financeiro completo do 2T (receita, Ebitda, lucro e política de proventos) é o que vai ditar quanto vira dinheiro para o acionista.
Petróleo e Geopolítica — Brent fura os US$ 90 e o Oriente Médio volta ao radar
Macro Global / Geopolítica
Embaixadas dos EUA emitiram alertas depois de Donald Trump ameaçar novos ataques ao Irã, e Teerã respondeu acenando com possível fechamento de pontos críticos de escoamento de petróleo. O Brent ultrapassou os US$ 90. No fim de semana, Israel bombardeou um hospital em Gaza e uma explosão em Moscou deixou mortos e feridos, ampliando o mapa de tensões. Para o Brasil, Brent acima de US$ 90 é faca de dois gumes: beneficia Petrobras e o setor de óleo e gás, mas pressiona combustíveis, inflação importada e a trajetória de juros. O que acompanhar é se o Brent se consolida acima desse patamar ou se é um susto de curto prazo.
Big Techs — A ressaca do capex de IA começa a aparecer no caixa
Tecnologia / Mercados
O ritmo acelerado de gastos de capital em infraestrutura de IA já está pesando no fluxo de caixa livre de Alphabet (Google), Amazon, Meta e Microsoft. A construção de data centers, aquisição de chips e expansão de capacidade computacional reduziram o caixa disponível, e analistas projetam que o retorno desses investimentos deve aparecer em um horizonte de dois a três anos. O setor de data centers já sofre com atrasos em projetos, escassez de mão de obra e mercados de capital mais restritivos, o que eleva o pessimismo entre executivos. Esse nervosismo contaminou bolsas como o KOSPI, da Coreia do Sul, que oscilou fortemente. Se o mercado migrar de 'quanto você investe em IA' para 'quanto você já ganha com IA', pode haver rotação para ações de valor e dividendos — nicho em que o Brasil se encaixa.
Santander — A conta da despedida da bolsa brasileira
Empresas / Financeiro
O Santander Brasil (SANB11) está de saída da B3 por meio de uma OPA voluntária de permuta: acionistas do braço brasileiro recebem ações da matriz espanhola. O grupo desembolsará até €1,908 bilhão para comprar a fatia que ainda não detém. A escolha pela permuta em vez de OPA de fechamento em caixa preserva liquidez do grupo e mantém o acionista brasileiro atrelado ao papel na Espanha. O movimento se soma ao aumento de capital do Bradesco e a outros desinvestimentos de bancões, aumentando a concentração do setor. O que acompanhar são os termos finais da permuta e a decisão dos minoritários em aceitar ou sair antes.
Convenções 2026 — A largada oficial da corrida presidencial
Política / Eleições
As convenções partidárias de 01/08 marcaram a largada oficial de 2026. Tarcísio de Freitas confirmou candidatura à reeleição em SP com apoio de 12 partidos e favoritismo para vitória no 1º turno. Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, prometeu o 'maior corte de carga tributária da história' e subiu o tom contra Lula. Michelle Bolsonaro será candidata ao Senado pelo DF. Lula participou de convenções estaduais e prepara a oficialização de sua candidatura na convenção nacional do PT (02/08). Renan Santos foi lançado pelo Missão como alternativa outsider. Para o mercado, o foco é quando promessas fiscais ganharão números concretos — isso sim pode mover Ibovespa e dólar.
Snapshot do dia
US$ 90 o barril de Brent, 3,34 milhões de boed de produção Petrobras Dois números que, juntos, resumem o sábado: petróleo caro num mundo geopoliticamente tenso e uma Petrobras operando em nível recorde. É o cenário dos sonhos para o setor de óleo e gás nacional — e o risco concreto de inflação importada que pode afetar a decisão do Copom. Enquanto isso, as big techs descobrem que a IA custa caro hoje e paga só depois de amanhã.
Giro pelo mercado
Brasil
- Desenrola: Governo publicou MP permitindo aportes de até R$ 2,75 bilhões em fundos garantidores (FGI e FGO) para bancar extensão do Novo Desenrola e Desenrola Adimplentes.
- Tesouro Direto: Junho bateu recorde histórico com vendas líquidas de R$ 10,1 bilhões (R$ 14,7 bi em aplicações, R$ 4,6 bi em resgates), impulsionado pelo Tesouro IPCA+. O app do Tesouro Direto será desativado a partir de 17/08.
- Crédito privado: Itaú BBA avalia que a abertura de spreads no 1º semestre criou janela de entrada em debêntures, tratando o movimento como mais técnico do que sinal de deterioração de crédito.
- BBAS3: Gestor César Paiva (o 'Buffett de Londrina') aponta Banco do Brasil entre os papéis descontados e diz ter 'vontade zero de ficar com caixa'.
- SUZB3: Suzano também citada por gestores como ação descontada; Terra Investimentos manteve SUZB3 na carteira semanal.
- SBSP3: Terra Investimentos incluiu SBSP3 na carteira semanal recomendada.
- MBRF3: MBRF3 aparece entre destaques da semana segundo análises de mercado.
- IGTI11: IGTI11 consta na carteira semanal da Terra Investimentos.
Exterior
- EMBR3: The Economist publicou análise otimista afirmando que 'Esqueça a Airbus e a Boeing. A Embraer está decolando', destacando crescimento acelerado e inclusão de peças aeroespaciais na lista de produtos brasileiros isentos das novas tarifas dos EUA.
- MSFT: Microsoft tem sinais positivos: push em cibersegurança com IA apontado como potencial driver de crescimento; ação já 26% acima da mínima de 52 semanas.
- BYDDF: BYD acelera vendas internacionais com demanda no exterior e tecnologia de carregamento ultrarrápido, pressionando a Tesla.
- JPY: Vazou a 'lista de tarefas' de Bessent (Tesouro dos EUA): comprar US$ 5 a 10 bilhões em ienes; autoridades japonesas já intervêm para sustentar a moeda.
- KOSPI: Bolsa da Coreia do Sul oscilou fortemente com a euforia e o nervosismo em torno do boom de IA, sendo comparada a um 'Round 6' pelos analistas.
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