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Resposta direta: Sábado de bolsa fechada não significa mundo parado. Enquanto o Brasil discutia se a Selic a 14,25% está sufocando a indústria, o mercado global de memória virou de cabeça para baixo (a Micron passou a valer mais que a Meta), o bitcoin afundou para US$ 60 mil e um petroleiro foi atingido no Estreito…
Sábado de bolsa fechada não significa mundo parado. Enquanto o Brasil discutia se a Selic a 14,25% está sufocando a indústria, o mercado global de memória virou de cabeça para baixo (a Micron passou a valer mais que a Meta), o bitcoin afundou para US$ 60 mil e um petroleiro foi atingido no Estreito de Ormuz. A renda fixa segue ganhando essa queda de braço, e o investidor brasileiro acordou hoje (27/06) com mais motivos para entender por que o dinheiro está parado no CDI.
A boa de hoje
- Selic trava a indústria: Juro a 14,25% asfixia a indústria de transformação e seca o investimento em inovação.
- Crise dos chips de memória: Boom de IA encarece RAM, Micron ultrapassa Meta em valor e iPad e Xbox ficam mais caros.
- Bitcoin em queda livre: BTC testa suporte crítico de longo prazo com tombo de quase 35% no ano.
- Ormuz pega fogo de novo: Petro-leiro atingido na pior escalada entre Irã e EUA desde o acordo de paz.
- Fôlego para o MEI: Governo abre renegociação de dívidas com até 70% de desconto para 3,5 milhões de microempreendedores.
Resultados do mercado
- Selic (meta) (mantida em patamar alto): 14,25%
- Bitcoin (BTC) (+1,7%): US$ 60,2 mil (24h)
- Bitcoin (BTC) (-5,3%): US$ 60,2 mil (semana)
- Bitcoin (BTC) (aprox. -35%): US$ 60,2 mil (ano)
- Ibovespa: Sem pregão em 27/06 (sábado)
- Dólar: Sem pregão em 27/06 (sábado)
- S&P 500: Sem fechamento reportado para 27/06 (sábado)
Selic a 14,25%: o juro que está estrangulando a indústria
Análise
Renda fixa atrai o capital que deveria virar fábrica e pesquisa. Com a Selic em 14,25%, a indústria de transformação perde espaço no PIB e o investimento em pesquisa seca. Juro alto encarece crédito para investimento, comprime margens e empurra o setor produtivo para baixo na fatia do PIB. Para o investidor, a Selic alta torna o CDI irresistível, mas freia as empresas da carteira de ações. O que acompanhar: trajetória da inflação e sinalização do Copom sobre quando o aperto pode ceder.
A crise dos chips de memória: a IA cobra a conta
Tecnologia / Mercado Global
O boom da infraestrutura de IA, puxado pelos chips gráficos da Nvidia, virou o mercado de memória de cabeça para baixo. A demanda por memória para data centers está drenando oferta e estourando preços, com efeito no bolso do consumidor (iPads e Xbox mais caros). A Micron (MU) ultrapassou o valor de mercado da Meta e brevemente o da Tesla. A Nvidia anunciou a nova plataforma Vera Rubin. A TSMC fechou parceria de 10 anos com a Amkor para empacotamento avançado no Arizona. Para o investidor brasileiro: memória mais cara encarece eletrônicos importados e pressiona inflação de bens duráveis. O que acompanhar: se o ciclo de preços de memória vira tendência longa ou pico de demanda.
Bitcoin testa o fundo: queda de 35% no ano acende o alerta técnico
Cripto
O bitcoin negociou na casa dos US$ 60,2 mil, com alta de 1,7% em 24 horas, mas acumula queda de 5,3% na semana, perdas próximas de 20% no mês e quase 35% no ano. Analistas do BTG Pactual alertam que o BTC testa um suporte crítico de longo prazo. Com renda fixa pagando dois dígitos no Brasil, o custo de oportunidade de segurar um ativo em queda fica difícil de justificar. O que acompanhar: se o suporte segura ou rompe, pois isso deve ditar o tom do segundo semestre da cripto.
Ormuz pega fogo de novo: petroleiro atingido reacende risco do petróleo
Geopolítica / Energia
Um navio-tanque foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz, em meio à pior escalada entre Irã e EUA desde o acordo preliminar de paz. Ormuz é ponto sensível do mapa do petróleo; qualquer faísca vira prêmio de risco no barril. Em paralelo, a Ucrânia atacou uma fábrica de defesa em Volgogrado e drones miraram centro logístico de petróleo em Vladimir. Para o Brasil, petróleo em alta beneficia Petrobras e dividendos, mas pressiona combustíveis e inflação, mantendo a Selic elevada. O que acompanhar: se a escalada em Ormuz se contém ou vira interrupção real de fluxo.
Fed de Warsh: a era do silêncio e da incerteza
Macro Global
Kevin Warsh, novo presidente do Fed, estreou estratégia de falar o mínimo possível, inaugurando era de menos orientação e mais incerteza. O fim do 'forward guidance' tradicional aumenta a volatilidade e o espaço para o mercado errar a leitura. Para o Brasil, um Fed silencioso torna o fluxo de capital para emergentes mais oscilante, o dólar mais nervoso e reduz a margem do Banco Central brasileiro para cortar Selic. O que acompanhar: próxima decisão de juros nos EUA e a reação do mercado sem roteiro prévio.
Giro pelo Mercado Brasil (27/06/2026)
Giro Brasil
Caso Master: escândalo que perdeu apetite político em Brasília. Renegociação de MEIs: governo abrirá edital com até 70% de desconto e parcelamento em até 145 meses para 3,5 milhões de MEIs, mirando negociar R$ 12,4 bilhões. Digitalização bancária: 78% das operações financeiras já são feitas pelo celular e 83% das transações em canais digitais; bancos planejam investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026. Refit: governo do Rio suspendeu parcialmente licença ambiental após encontrar nafta em tanques que deveriam conter etanol. Banco do Brasil (BBAS3): dividendos encolheram em relação ao passado, segundo a Empiricus.
Giro pelo Mercado Exterior (27/06/2026)
Giro Exterior
Anthropic: desativou abruptamente os modelos Mythos 5 e Fable 5 após diretiva de controle de exportação dos EUA. Trump x Europa: ameaça tarifa de 100% sobre países europeus que taxem serviços digitais dos EUA. Amazon (AMZN): investirá US$ 13 bilhões adicionais na Índia até 2030; Prime Day vira teste para o consumo americano. Tesla (TSLA): elevará em 20% a produção na fábrica de Berlim. Eli Lilly: ações dispararam e ajudaram a colocar o mercado americano em ponto de inflexão, com foco nos dados de emprego.
Snapshot do dia
Micron vale mais que a Meta Uma fabricante de chips de memória, o segmento mais cíclico e historicamente menos glamouroso dos semicondutores, ultrapassou em valor de mercado uma das gigantes do Vale do Silício e brevemente também a Tesla. É a prova mais clara de que o boom de IA não enriquece só quem desenha o cérebro (a Nvidia), mas toda a cadeia que faz esse cérebro funcionar, e de que a memória virou o novo gargalo, e o novo ativo, da era da inteligência artificial.
Giro pelo mercado
Brasil
- Caso Master: Escândalo que poderia virar arma política perdeu apetite de exploração em Brasília; analistas atribuem à capilaridade das relações do banco.
- MEI: Governo abrirá renegociação de dívidas com até 70% de desconto e parcelamento em até 145 meses, alvo de 3,5 milhões de MEIs e expectativa de negociar R$ 12,4 bilhões.
- Digitalização: 78% das operações financeiras já são feitas pelo celular e 83% das transações em canais digitais; bancos planejam investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia em 2026.
- Refit: Governo do Rio suspendeu parcialmente licença ambiental da Refit após encontrar nafta em tanques que deveriam conter etanol; segunda punição na semana.
- BBAS3: Banco do Brasil paga menos dividendos do que no passado, segundo a Empiricus, perdendo protagonismo na carteira de dividendos.
Exterior
- Anthropic: Desativou os modelos Mythos 5 e Fable 5 para todos os usuários após diretiva de controle de exportação do governo dos EUA.
- Trump: Ameaçou impor tarifa de 100% sobre qualquer país europeu que taxe serviços digitais de empresas dos EUA.
- AMZN: Amazon vai investir US$ 13 bilhões adicionais na Índia até 2030; Prime Day será teste para o consumo americano.
- TSLA: Tesla vai elevar em 20% a produção na fábrica de Berlim, sinalizando aposta na demanda europeia.
- Eli Lilly: Ações dispararam e ajudaram a colocar o mercado americano em ponto de inflexão; foco nos dados de emprego nos EUA.
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