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Resposta direta: O Brasil elegeu o tema do fim de semana pré-eleitoral: crédito caro. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro trocam farpas na estreia do horário eleitoral e prometem o fim da escala 6×1 pra semana que vem, a Porto Asset lembra que tem empresa por aí gastando mais com juro do que consegue gerar de caixa. L…
O Brasil elegeu o tema do fim de semana pré-eleitoral: crédito caro. Enquanto Lula e Flávio Bolsonaro trocam farpas na estreia do horário eleitoral e prometem o fim da escala 6×1 pra semana que vem, a Porto Asset lembra que tem empresa por aí gastando mais com juro do que consegue gerar de caixa. Lá fora, o pano de fundo é um Irã cada vez mais sufocado por sanções, com Trump apostando todas as fichas num "Dia D econômico" — e o mercado ainda não sabe se aplaude ou se prepara pro próximo susto.
A boa de hoje
- Eleições e mercado: horário eleitoral estreia com Lula e Flávio às turras — e o fim da 6×1 pode sair já semana que vem
- Crédito no aperto: Porto Asset acende alerta amarelo pras empresas high yield
- Selic e IPCA-15: deflação pega o mercado de surpresa, assessores recuam de ações
- Varejo: Mercado Livre dispara, C&A é a exceção que confirma a regra do trimestre difícil
- Irã na corda bamba: Trump aposta no "Dia D econômico" enquanto Xi, Putin e Modi se reúnem com o país na mesa
Resultados do mercado
- Ibovespa (^BVSP): Cotações indisponíveis nesta edição devido a falha de conectividade com o webhook de preços (bloqueio HTTP 403 pelo proxy).
- Dólar (USD/BRL): Cotações indisponíveis nesta edição devido a falha de conectividade com o webhook de preços (bloqueio HTTP 403 pelo proxy).
- S&P 500 (^GSPC): Cotações indisponíveis nesta edição devido a falha de conectividade com o webhook de preços (bloqueio HTTP 403 pelo proxy).
- Nasdaq Composite (^IXIC): Cotações indisponíveis nesta edição devido a falha de conectividade com o webhook de preços (bloqueio HTTP 403 pelo proxy).
- Dow Jones (^DJI): Cotações indisponíveis nesta edição devido a falha de conectividade com o webhook de preços (bloqueio HTTP 403 pelo proxy).
Horário eleitoral estreia com Lula e Flávio às turras — e o fim da 6×1 pode sair já semana que vem
Eleições 2026 e o Prêmio de Risco Brasil
Ontem (29/08) foi a estreia do horário eleitoral gratuito na TV e no rádio pra candidatos à Presidência, e os dois nomes que lideram tecnicamente empatados as pesquisas de intenção de voto — Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) — dedicaram a maior parte do tempo às próprias biografias, mas não resistiram a trocar ataques. Lula reproduziu um áudio endereçado a Flávio sobre o caso Vorcaro, enquanto o senador criticou o endividamento público e a segurança do governo atual. Antes disso, no primeiro ato de campanha na Bahia, os dois já haviam declarado, cada um a seu modo, que vencerão a eleição presidencial ainda no primeiro turno. Em Belo Horizonte, no evento "Mulheres com Lula", o presidente afirmou que "nenhum governo estrangeiro vai meter o bedelho" no Brasil e prometeu que o Congresso aprovará o fim da escala de trabalho 6×1 — em um discurso disse "na próxima semana", em outro reforçou o mesmo prazo curto. Do lado de Flávio Bolsonaro, o anúncio do dia foi a indicação do médico Claudio Lottenberg como futuro ministro da Saúde em um eventual governo, com convite "realizado e aceito", segundo o senador. Tarcísio de Freitas confirmou que Flávio já esclareceu o episódio apelidado de "Dark Horse". Em agenda separada, em Angra dos Reis, Flávio defendeu o desenvolvimento do Nordeste e disse buscar apoio da iniciativa privada para concluir as obras da usina nuclear de Angra 3, caso eleito. Pra quem investe: o mercado já precifica a campanha como fator de risco desde que a corrida ficou tecnicamente empatada, e promessas como o fim da 6×1 (custo trabalhista pras empresas) e a retomada de Angra 3 com capital privado (potencial ativo de infraestrutura/energia) são os pontos concretos a monitorar por trás do ruído eleitoral. Detalhe fiscal do dia: a Receita estima quase R$ 1 bilhão em compensações fiscais às emissoras de TV e rádio por causa do horário eleitoral gratuito em 2026.
Juro alto começa a cobrar a conta — e a Porto Asset já aponta pra onde olhar
Crédito Corporativo Sob Pressão, com Selic e IPCA-15 na Mira
A Porto Asset chamou atenção pro fato de que, em parte do universo de crédito privado, a dívida das empresas já supera a geração de caixa — vulnerabilidade concentrada sobretudo entre companhias high yield. A recomendação da casa é seletividade, mesmo com a perspectiva de novos cortes na Selic no radar. No mesmo pacote de destaques da semana, o mercado foi pego de surpresa por uma deflação, o que levou assessores de investimento a reduzir aposta em ações — enquanto as atenções também se voltam pras projeções de Selic e IPCA-15 e pra recuperação da Braskem. Pra quem investe: o combo é contraintuitivo à primeira vista — juro em rota de queda deveria aliviar o crédito, mas o estoque de dívida acumulado em anos de Selic elevada ainda está sendo digerido, e nem todo emissor aguenta a travessia. Vale reforçar a seletividade em crédito privado, especialmente em papéis high yield, e acompanhar de perto a leitura do IPCA-15 como termômetro de curto prazo pra trajetória da Selic.
Mercado Livre Dispara, o Resto Sofre
Varejo Brasileiro
Segundo relatório do Morgan Stanley, o varejo brasileiro enfrenta um trimestre difícil, mas a C&A se destaca como exceção positiva em meio ao cenário adverso. Do outro lado do movimento, o Mercado Livre ampliou sua liderança no e-commerce nacional, enquanto concorrentes locais seguem enfrentando dificuldades pra acompanhar o ritmo. Pra quem investe: o recado é de divergência dentro do próprio setor — escala, logística e execução estão separando vencedores de sobreviventes no varejo brasileiro, e o investidor que olha o setor de forma genérica corre o risco de misturar teses muito diferentes num único balaio.
Sanções ao Irã Escalam, e Trump Aposta no "Dia D Econômico"
Geopolítica e Sanções
Os EUA intensificaram sanções contra o Irã, e Teerã, segundo o noticiário de ontem (29/08), não deu sinais de recuo, prometendo resistir à pressão americana. Trump compartilhou nas redes uma análise do New York Post que aponta "vitória" dos EUA no conflito com Teerã, argumentando que a tentativa iraniana de bloquear uma via estratégica perdeu força e destacando o impacto das sanções financeiras na economia do país. Em paralelo, Xi Jinping, Vladimir Putin e Narendra Modi se encontraram em reunião de cúpula com presença do Irã, em meio a um "tímido degelo" nas relações entre China e Índia depois de anos de tensão na fronteira. Já os Emirados Árabes Unidos abriram investigação urgente sobre o banco egípcio Banque Misr, depois que o Tesouro americano anunciou medidas pra impedir suas filiais nos Emirados de operar em dólar por causa de negócios com o Irã. Análises do Financial Times replicadas pelo Valor questionam se a imagem de Trump como "grande estrategista" sobrevive ao episódio iraniano, e se o chamado "Dia D econômico" prometido pelo presidente americano — o "mais alto nível" de sanções pra forçar Teerã a um novo acordo nuclear — de fato consegue levar o país à capitulação. Pra quem investe: escalada de sanções e reposicionamento geopolítico (Rússia-China-Índia-Irã de um lado, EUA-aliados do outro) tendem a alimentar volatilidade em ativos de risco e fluxo pra proteção — vale ficar de olho em ativos ligados a energia e câmbio nos próximos dias, mesmo sem cotação de commodities disponível nesta edição.
Fortuna do "Rei do Ovo" avança 79,08% em um ano
Snapshot do Dia
Um novo nome entrou na lista dos 10 maiores bilionários brasileiros: o empresário conhecido como "Rei do Ovo" viu sua fortuna saltar de R$ 19,6 bilhões, em 2025, para R$ 35,1 bilhões neste ano — alta de 79,08%. Num fim de semana de eleição e juro alto, é o lembrete de que ainda existe fortuna sendo feita fora do noticiário político.
Snapshot do dia
79,08% Fortuna do "Rei do Ovo" avança 79,08% em um ano, saltando de R$ 19,6 bi para R$ 35,1 bi.
Giro pelo mercado
Brasil
- Correios: o governo vai incluir aporte de R$ 6 bilhões nos Correios na proposta de Lei Orçamentária Anual de 2027, confirmado ontem (29/08) pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O valor está atrelado ao contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões que a estatal tomou no ano passado com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional.
- Desenrola: o programa de renegociação de dívidas pra quem tem renda de até cinco salários mínimos termina nesta segunda-feira (31/08) — quem ainda não entrou, tem pouco tempo.
- Receita Federal: Tribunais Regionais Federais de todo o país (TRFs 1 a 6) vêm condenando a Receita Federal por barrar ilegalmente a compensação de débitos tributários com créditos judiciais de terceiros, decisões que reforçam a segurança jurídica pra empresas e consultorias afetadas pelos entraves burocráticos do Fisco.
- Ex-assessor de Trump: Gabriel Perez pagou US$ 170 mil — multa de US$ 65 mil à Commodity Futures Trading Commission (CFTC) mais devolução de mais de US$ 107 mil em lucros ilícitos — em investigação sobre uso de informação privilegiada nos EUA.
Exterior
- NVDA: bancos de Wall Street começaram a estruturar contratos futuros lastreados nos chips de IA da Nvidia, segundo reportagem do Yahoo Finance — sinal de que a demanda por IA já é tratada como classe de ativo à parte.
- NFLX: lucro em nível recorde, mas ação 35% abaixo da máxima histórica — o Yahoo Finance questiona se é hora de comprar o papel.
- OPENAI: Sam Altman disse à revista Time que "é um bom momento pra desacelerar" o desenvolvimento de modelos de IA depois de falhas recentes de segurança — declaração que pesa justo quando a empresa se prepara pra um IPO. Além disso, a OpenAI cortou o acesso do Cursor à sua API depois que a ferramenta foi comprada por Elon Musk.
- Fed: análise do Federal Reserve aponta que o boom de investimento em IA está pressionando os preços ao consumidor quase tanto quanto as tarifas de Trump.
- CXMT: a maior fabricante chinesa de chips de memória entrou na Justiça americana depois de ser incluída numa lista dos EUA de empresas que supostamente ajudam o exército chinês.
- AAPL: reportagem do MarketWatch revisita como Tim Cook construiu sua gestão na Apple em cima do domínio da cadeia de suprimentos, não de inovação de produto.
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