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Resposta direta: Último pregão do semestre e o mercado brasileiro escolheu fechar as contas no vermelho. Caged fraco, juros futuros balançando e dívida pública furando expectativa lembraram que, enquanto lá fora Wall Street comemora o melhor primeiro semestre em 5 anos, aqui o risco fiscal continua sendo o preço qu…
Último pregão do semestre e o mercado brasileiro escolheu fechar as contas no vermelho. Caged fraco, juros futuros balançando e dívida pública furando expectativa lembraram que, enquanto lá fora Wall Street comemora o melhor primeiro semestre em 5 anos, aqui o risco fiscal continua sendo o preço que todo investidor paga na conta.
A boa de hoje
- Semestre fecha no vermelho: Ibovespa e dólar caem no pregão (30/06) com Caged fraco e juros futuros no radar.
- Grupo Mateus na mira do Leão: Segunda autuação bilionária da Receita (R$ 1,28 bi) reacende o risco fiscal da varejista.
- Petróleo despenca no mês: Barril caminha para encerrar junho com queda de cerca de 20%, com Ormuz ainda no jogo.
- SpaceX vira novela: Bonds já tratados como 'junk', corretora fica sem ações por gafe de e-mail e o 'pré-IPO' vira febre.
- Dólar perde fãs: Pela primeira vez em 3 anos, bancos centrais planejam reduzir a exposição à moeda americana.
Resultados do mercado
- Ibovespa: em queda (recuou mais de 1% no intradia)
- Dólar: em queda no fechamento; perto de R$ 5,20 na máxima intradia
- S&P 500: em alta (fechou o melhor 1º semestre em 5 anos)
Caged Fraco Derruba Bolsa e Dólar no Último Pregão
Fechamento de Semestre
O Brasil terminou o primeiro semestre reprecificando juros e olhando para a conta fiscal, na contramão da festa de Wall Street. O Ibovespa recuou mais de 1% no intradia, pressionado por Vale, Petrobras e bancos, e fechou em queda junto com o dólar após um relatório fraco de ocupação do Caged. Os juros futuros, que subiam pela manhã, passaram a recuar no fechamento. No câmbio, o dólar chegou a encostar em R$ 5,20 no intradia antes de arrefecer. A dívida líquida do setor público subiu para 67,9% do PIB em maio (R$ 8,898 trilhões), e a dívida bruta avançou para 81,1% do PIB, acima do esperado. Enquanto isso, as bolsas americanas fecham o melhor primeiro semestre em 5 anos.
Grupo Mateus (GMAT3): O Leão Volta e Traz uma Conta de R$ 1,28 Bilhão
Empresas
O Grupo Mateus (GMAT3) recebeu um auto de infração da Receita Federal contra o Armazém Mateus no valor de R$ 1,28 bilhão, relacionado a créditos presumidos de ICMS. Trata-se da segunda autuação bilionária da Receita contra o grupo, elevando o risco fiscal e ameaçando a tese da varejista. O mercado reprecifica o impacto no caixa e na previsibilidade dos resultados futuros.
Petróleo Fecha Junho com Baque de 20%: Ormuz Ainda Manda no Jogo
Commodities / Geopolítica
O petróleo caiu cerca de 1% no pregão (30/06) e caminhava para encerrar junho com queda de aproximadamente 20%. A Shell alertou que a oferta global de GNL pode encolher se interrupções em Ormuz persistirem. A ONU (Unctad) e o Pnud destacaram impactos duradouros sobre economias vulneráveis e o esgotamento da margem fiscal por subsídios a combustíveis fósseis. Para o Brasil, a queda do petróleo alivia inflação e câmbio, mas pressiona Petrobras e o setor de energia, que pesaram no Ibovespa.
SpaceX: O IPO de US$ 86 Bilhões que Virou Aula de Como Não Fazer
Mercado Global
O IPO da SpaceX, avaliado em US$ 86 bilhões com 23 coordenadoras, foi marcado por constrangimentos: a Mirae Asset Securities ficou sem alocação na oferta por uma gafe em e-mail e os bonds da empresa já são tratados como 'junk', com spreads encostando em 7% em alguns vencimentos. Cresce também o mercado de papéis 'pré-IPO' de gigantes de tecnologia, exigindo cautela do investidor.
Dólar Perde Fãs: Bancos Centrais Planejam Cortar Exposição à Moeda
Câmbio / Macro Global
Pela primeira vez em três anos, bancos centrais planejam reduzir sua exposição ao dólar americano no longo prazo, segundo pesquisa de um think tank britânico. O movimento dialoga com o iene japonês rondando a mínima em 40 anos e investidores de varejo do Japão com cerca de US$ 99 bilhões parados em corretoras. Para o Brasil, desdolarização tende a favorecer emergentes estruturalmente, mas no curto prazo o real segue refém do diferencial de juros e do humor fiscal doméstico.
Snapshot do dia
-20% O petróleo caminhou para fechar junho com queda de cerca de 20%. Em um único mês, o barril devolveu quase todo o prêmio de guerra que Ormuz havia embutido nos preços. Para o Brasil, é alívio na inflação importada e no câmbio, mas dor de cabeça para Petrobras e para o setor de energia, que pesaram no Ibovespa no encerramento do semestre (30/06).
Giro pelo mercado
Brasil
- ENGI11: Fechou acordo de investimento com o Itaú para aporte de R$ 1,4 bilhão em holding de energia, tornando o banco investidor minoritário.
- EMBJ3: Liderou as altas do Ibovespa (avanço de cerca de 1,3% por volta das 11h15) após a certificação tripla do jato Praetor 500E.
- : Amil: rumores de venda ganharam corpo com interesse de fundos como Advent e Bain Capital, sinalizando reestruturação societária.
- : Imposto de Renda: a Receita pagou o maior lote de restituição da história, com R$ 16 bilhões a mais de 9,5 milhões de contribuintes; somados os dois primeiros lotes, são R$ 32 bilhões a 18,3 milhões de pessoas.
- : Fluxo estrangeiro: estrangeiros aportaram apenas R$ 34,7 milhões na B3 em 26 de junho, e a categoria acumula saldo negativo de R$ 8,7 bilhões.
Exterior
- NKE: Nike: divulgou resultados do 4º trimestre fiscal com queda de vendas esperada e lucro projetado em torno de US$ 0,12 por ação.
- : Luxshare: fornecedora da Apple prepara listagem em Hong Kong de US$ 3,1 bilhões, a maior da cidade no ano.
- MSFT: Microsoft fechou contrato de 20 anos com Chevron (CVX) para abastecer um data center de IA.
- CVX: Chevron fechou contrato de 20 anos com Microsoft para fornecer energia a data center de IA.
- : China x Canadá: Pequim impôs tarifa preliminar de 73,5% sobre o amido de ervilha canadense a partir de 1º de julho.
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