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Resposta direta: O Ibovespa subiu 1,55% impulsionado por grandes fundos apostando em desfecho market-friendly nas eleições via opções de EWZ para novembro — é rali de expectativa, não de fundamento. No contraponto, o Morgan Stanley alertou que sem sinalização fiscal clara no pós-eleição, o dólar pode ir a R$6, os j…
O Ibovespa subiu 1,55% impulsionado por grandes fundos apostando em desfecho market-friendly nas eleições via opções de EWZ para novembro — é rali de expectativa, não de fundamento. No contraponto, o Morgan Stanley alertou que sem sinalização fiscal clara no pós-eleição, o dólar pode ir a R$6, os juros longos a 18% e o Ibovespa cair 25% dos níveis atuais.
A boa de hoje
- Ibovespa dispara com aposta eleitoral: Fluxo bilionário em opções de EWZ empurra o índice a 174.577 pontos.
- Morgan Stanley manda o recado chato: Dólar a R$6 e Ibovespa a 130 mil pontos se a disciplina fiscal não aparecer após as eleições.
- Vale mira Carajás e cobre: Potencial de mais minério de ferro e capacidade de produção de cobre pode dobrar, segundo o CEO.
- Bitcoin cruza US$ 80 mil: Primeira vez desde maio, embalado pelo 'debasement trade'.
- Irã-EUA em compasso de tensão e trégua: Trump e Teerã trocam ameaças, mas dólar cai com rumor de acordo de paz.
Resultados do mercado
- Ibovespa (+1,55%): Fechou aos 174.577 pontos, impulsionado por fluxo bilionário em opções de EWZ com vencimento em novembro, apostando em desfecho eleitoral favorável.
- Dólar: Dólar à vista fechou em queda ontem (25/08), com o mercado precificando menor risco geopolítico após rumores de acordo de paz entre EUA e Irã. No cenário pessimista do Morgan Stanley, sem sinalização fiscal, o dólar pode voltar a R$6.
- Dow Jones (+0,30%): Fechou aos 53.577,40 pontos, com a Nvidia interrompendo sequência de quedas às vésperas do balanço.
- Bitcoin: Cruzou a marca de US$ 80.000 pela primeira vez desde maio, impulsionado pelo 'debasement trade'.
Ibovespa dispara 1,55% com fundos apostando na eleição — mas o Morgan Stanley não está comprando essa festa
MERCADO
Dois relatórios, duas leituras opostas do mesmo país. O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 1,55%, aos 174.577 pontos, puxado por fluxo relevante de opções de compra de EWZ com vencimento em novembro. Fundos grandes apostam que o resultado de outubro será favorável aos ativos brasileiros. Porém, o Morgan Stanley publicou relatório alertando que sem sinalização fiscal firme, o dólar pode ir a R$6, os juros de 10 anos a 18% e o Ibovespa cair a 130 mil pontos (queda de 25%). O rali é de expectativa, não de revisão de fundamentos. Juros futuros também caíram forte, e o IPCA-15 de agosto sai hoje com expectativa de deflação.
Vale mira Carajás e quer dobrar produção de cobre — e um estudo aponta R$ 1,3 trilhão em arrecadação até 2035
EMPRESAS
O CEO da Vale, Gustavo Pimenta, vê potencial para até 50 milhões de toneladas adicionais de minério de ferro por ano em Carajás, condicionado a reformas regulatórias. O cobre já respondeu por quase um terço do resultado da companhia e há espaço para dobrar a capacidade de produção de cobre no Brasil. Estudo da Vale com a Accenture estima arrecadação de impostos saltando de R$ 750 bilhões para R$ 1,3 trilhão até 2035, com geração de empregos indo de 2,3 milhões para 5,3 milhões de postos.
Bitcoin cruza US$ 80 mil pela primeira vez desde maio
CRIPTO
O Bitcoin ultrapassou US$ 80.000 ontem, maior valor desde meados de maio, puxado pelo 'debasement trade' — tese de que a intervenção do Tesouro americano nos mercados de títulos empurra investidores para ativos de proteção contra desvalorização da moeda. O Dow Jones fechou em alta de 0,30% (53.577,40 pontos). O mercado também está de olho no resultado da Marvell como potencial catalisador para a reanimação da aposta em IA.
Irã e EUA alternam ameaça e trégua no Estreito de Ormuz — e isso já mexeu com o dólar
GEOPOLÍTICA
O Irã prometeu retaliar países que aderirem a sanções e reforçar controle sobre Ormuz, ameaçando agir contra 45 navios. Trump, por sua vez, ameaçou destruir embarcações iranianas que instalem minas. Apesar da retórica, o dólar à vista fechou em queda com notícias de que EUA e Irã estariam próximos de um acordo de paz. Ormuz é rota de grande parte do petróleo mundial, então qualquer escalada real pode impactar preços de energia, Petrobras e inflação doméstica.
Bancos cobram compromisso fiscal dos candidatos, e as primeiras pesquisas estaduais da Quaest começam a sair
POLÍTICA
CEOs dos grandes bancos privados elevaram o tom na Febraban Tech 2026: Milton Maluhy (Itaú) e Marcelo Noronha (Bradesco) cobraram que os candidatos apresentem planos econômicos concretos, não apenas discursos. A Quaest divulgou pesquisas estaduais: no Rio, Paes lidera com 37%; no DF, Michelle Bolsonaro lidera corrida ao Senado com 25%, e Celina Leão lidera governo com 34%. O mercado segue atento ao impacto fiscal do resultado presidencial.
Snapshot do dia
174.577 pontos Foi onde o Ibovespa fechou ontem (25/08), alta de 1,55% impulsionada por um fluxo bilionário de opções de EWZ para novembro — a aposta de grandes fundos em um desfecho eleitoral favorável em outubro. No mesmo dia, o Morgan Stanley publicou a leitura oposta: sem compromisso fiscal do próximo governo, o índice pode cair 25% desse patamar.
Giro pelo mercado
Brasil
- PETR4: Óleo descoberto no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, deve levar cerca de três semanas para chegar ao Rio e ser analisado no Cenpes. O Ibama determinou transferência imediata de nove peixes-boi do Amapá e Pará como condicionante ambiental do licenciamento.
- BRKM5: A Braskem ganhou fôlego com a recuperação extrajudicial, mas a disputa segue: a Petrobras quer dar prazo sem aumentar exposição, enquanto credores pressionam por conversão de dívida em ações nos próximos 90 dias.
- MGLU3: Casas Bahia: o mercado já identificava sinais vermelhos antes do pedido de recuperação judicial; as debêntures da varejista sofreram 'apagão' de preços.
- UGPA3: Ação acumula alta de 66% no ano e negocia acima das médias móveis, preservando tendência de alta nos gráficos diário e semanal.
- DESK3: A provedora comprou a fatia restante da Fasternet por R$ 98 milhões, absorvendo os 30% que ainda não controlava.
- ANGLO: AngloGold Ashanti retomou a Planta 2 do Complexo do Queiroz, em Nova Lima (MG), após investir cerca de R$ 105 milhões, voltando a processar toda a produção de ouro extraída no Brasil.
- SOJA3: Boa Safra aprovou financiamento de até R$ 332,5 milhões junto à Finep para projetos de inovação — valor equivalente a cerca de um terço do valor de mercado da companhia.
- ANIM3: Educação: Goldman Sachs reduziu projeções de receita para Ânima, Yduqs e Cogna após resultados do 2T26, mas vê mérito numa eventual fusão entre Yduqs e Afya.
- SERRA: A americana USA Rare Earth (Nasdaq: USAR) concluiu capitalização de US$ 1,5 bilhão, com participação de agências dos EUA, para comprar a fase 1 de produção de terras raras da Serra Verde em Goiás.
Exterior
- AAPL: Apple lançou o M6, seu primeiro chip em 2 nanômetros, equipando o novo Mac mini; o Mac Studio ganhou o M5 Ultra, descrito como o chip mais potente já criado pela empresa.
- GOOG: Google lançou o Gemini Enterprise voltado a escritórios de advocacia, com integração a plataformas como Thomson Reuters, Harvey e LexisNexis.
- META: Meta mira início de setembro para lançar o Hatch, seu agente de IA para consumidores; analistas apontam que a escassez de capacidade computacional pode permitir à empresa vender capacidade excedente com prêmio, sustentando potencial de alta de até 50% na ação.
- TSLA: Tesla aumentou os preços do Cybertruck, que segue com vendas fracas — a ação enfrenta um teste importante nos próximos dias.
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