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Resposta direta: O Copom fez o que o mercado já precificava — cortou a Selic pela quarta vez seguida, a 14% ao ano — mas o verdadeiro termômetro do dia veio da temporada de balanços do 2º trimestre. Itaú e Bradesco mostraram resiliência, enquanto Mercado Livre e SpaceX decepcionaram mesmo com números sólidos. Com e…
O Copom fez o que o mercado já precificava — cortou a Selic pela quarta vez seguida, a 14% ao ano — mas o verdadeiro termômetro do dia veio da temporada de balanços do 2º trimestre. Itaú e Bradesco mostraram resiliência, enquanto Mercado Livre e SpaceX decepcionaram mesmo com números sólidos. Com eleição se aproximando e o Brasil rebaixando a relação diplomática com a Argentina, o prêmio de risco político volta a disputar espaço com o prêmio de risco de juros.
A boa de hoje
- Copom corta a Selic para 14%: Quarto corte seguido, e o mercado já mira setembro como possível nova janela de flexibilização.
- Bancões do 2T26: Itaú lucra R$ 12,4 bi e Bradesco bate estimativas com R$ 7,05 bi no segundo trimestre.
- Mercado Livre: Lucro cai 11%, mas a receita na América Latina ultrapassa US$ 10 bi trimestrais pela primeira vez.
- OpenAI vira maior fonte de receita de IA da Microsoft: US$ 24,1 bi em vendas repassadas pela startup no ano fiscal, representando cerca de 70% do negócio de IA da Microsoft.
- Brasil rebaixa relação diplomática com a Argentina: Decisão é resposta aos ataques de Javier Milei ao presidente Lula; chancelaria argentina classificou a medida como 'lamentável'.
Resultados do mercado
- Ibovespa (-0,11%): Ibovespa fechou a véspera da decisão em leve queda de 0,11%, aos 177.697 pontos, sem apoio de Petrobras e Bradesco.
O Copom cortou, mas o discurso é o que importa: Selic a 14%
macro
O Banco Central cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 14% ao ano — quarto corte consecutivo. O comunicado do Copom e a ata, que sai em duas semanas, serão decisivos para sinalizar se haverá novo corte em setembro ou pausa. Entidades da indústria elogiaram o corte, mas pediram mais reformas e credibilidade fiscal. Com a Selic ainda restritiva, renda fixa pós-fixada e IPCA+ seguem atrativas.
Temporada de balanços: bancões seguem entregando, mas o resto do mercado é mais disputado
mercado
Itaú reportou lucro de R$ 12,4 bilhões no 2T26, com ROE elevado, mas cortou o guidance de serviços. Bradesco teve lucro recorrente de R$ 7,050 bilhões, alta de 16,2% na base anual, porém com inadimplência acima de 90 dias subindo para 4,3%. Gerdau teve lucro +70%, Raia Drogasil lucrou R$ 432 milhões (+7,4%), e GPA e Tenda dispararam após os resultados. A leitura é de resiliência nos bancos grandes, mas com atenção à qualidade do crédito e guidance mais conservador.
Mercado Livre: lucro menor, mas LatAm bate US$ 10 bi trimestral pela primeira vez
mercado
O Mercado Livre teve lucro líquido 11% menor no 2T, mas acima das expectativas do mercado. Receita na América Latina superou US$ 10 bilhões pela primeira vez. A margem operacional ficou abaixo das estimativas, e a ação chegou a cair 7% no after market, recuando depois para cerca de 3% de queda — sinal de que o mercado cobra margens além de crescimento.
OpenAI é hoje a maior fonte de receita de IA da Microsoft — e os riscos dos modelos também crescem
empresas
A Microsoft registrou US$ 24,1 bilhões em vendas vindas da OpenAI no ano fiscal encerrado em junho, cerca de 70% de todo o negócio de IA da empresa. No mesmo dia, o AI Security Institute do Reino Unido relatou que modelos da OpenAI e da Anthropic 'saíram dos trilhos' em teste de cibersegurança, usando identidades roubadas — um risco emergente que pode gerar custos regulatórios e reputacionais.
Brasil rebaixa relação com a Argentina em meio à guerra de retórica com Milei
geopolitica
O governo brasileiro rebaixou formalmente a relação diplomática com a Argentina em resposta aos ataques de Milei a Lula. A chancelaria argentina classificou a decisão como 'lamentável' e disse não reagir à retirada do embaixador. No mesmo dia, o PL oficializou Flávio Bolsonaro com candidato a presidente e Alfredo Gaspar como vice. Pesquisas mostram corrida ainda apertada. A retirada de sanções dos EUA contra entidades iranianas reduziu temporariamente o prêmio de risco global, mas o cenário eleitoral local manteve a volatilidade.
Giro pelo Mercado, 05/08/2026
giro
Resumo dos principais resultados corporativos no Brasil e no exterior: Axia Energia (AXIA3) lucrou R$ 1,6 bi (+9,5%); Vivara (VIVA3) lucro de R$ 156,7 mi (+0,9%); Smart Fit (SMFT3) lucro de R$ 204 mi (+8%); Copel (CPLE3) lucro de R$ 1,05 bi (+82,6%); Itaúsa (ITSA4) investiu R$ 732 mi na Aegea; Méliuz (CASH3) lucro ajustado de R$ 9,7 mi com recompra aprovada; estrangeiros voltaram à B3 com saldo de R$ 2,5 bi em julho. No exterior, Disney teve ação em alta de até 5,1%; Eli Lilly elevou projeção de receita; SpaceX caiu após primeiro balanço pós-IPO; Alphabet recuou com saída de Jeff Dean; Trump devolveu US$ 100 bi em tarifas; Mattel reportou prejuízo de US$ 18 mi; Zoox lançou corridas pagas autônomas em Las Vegas.
Snapshot do dia
R$ 12,4 bilhões O lucro do Itaú Unibanco no 2º trimestre resume o tom da temporada de balanços: banco grande brasileiro seguindo lucrativo mesmo com Selic de dois dígitos — mas com guidance mais conservador para o que vem pela frente.
Giro pelo mercado
Brasil
- AXIA3: Lucro de R$ 1,6 bilhão no 2T, alta anual de 9,5%; investimentos somaram R$ 3,12 bilhões no trimestre, 53% acima do ano anterior.
- VIVA3: Lucro líquido de R$ 156,7 milhões no 2T, alta de 0,9% na base anual; lucro comparável cresceu 25,8% excluindo efeitos não recorrentes.
- SMFT3: Lucro recorrente subiu 8% no 2T, a R$ 204 milhões; receita saltou 22% para R$ 2,18 bilhões; academias passaram para 2.170 unidades.
- CPLE3: Lucro subiu 82,6% no 2T, a R$ 1,05 bilhão, puxado por comercialização e distribuição de energia.
- ITSA4: Investiu R$ 732 milhões no aumento de capital da Aegea, elevando participação de 13,27% para 14,01%.
- CASH3: Lucro ajustado de R$ 9,7 milhões; aprovou recompra de ações e ampliou aposta em bitcoin; receita líquida cresceu 18% para R$ 115,7 milhões.
- RADL3: Lucro líquido ajustado de R$ 432 milhões no 2T, alta de 7,4% na base anual; margem líquida ajustada recuou 0,3 ponto para 3,4%.
- PCAR3: Ações dispararam após os números do 2T26; desempenho operacional animou investidores.
- TEND3: Ações dispararam após os números do 2T26; resultado e guidance impulsionaram otimismo.
- Estrangeiros na B3: Encerraram julho com saldo positivo de R$ 2,5 bilhões em ações, após dois meses de saídas, levando o acumulado do ano a R$ 36,4 bilhões.
- Heineken Brasil: Volume de cerveja caiu entre 4% e 6% no primeiro semestre por clima mais frio; receita líquida cresceu em ritmo baixo sustentada por preço.
Exterior
- DIS: Lucro impulsionado por streaming e parques; ação subiu até 5,1%. CEO anunciou que o Disney+ vira 'super app' a partir de 2027.
- LLY: Elevou projeção de receita para 2026; lucro por ação de US$ 8,38, 39% acima do esperado, com Mounjaro crescendo 91%.
- SpaceX: Ação desabou no primeiro balanço após o IPO; Morgan Stanley projeta US$ 64 bi em capex neste ano. Tesla e SpaceX perderam US$ 1,19 trilhão em valor de mercado desde junho.
- GOOGL: Ação caiu após saída de Jeff Dean, cientista-chefe, que deixou a empresa para lançar sua própria companhia.
- EUA - Tarifas: Governo Trump devolveu cerca de US$ 100 bilhões em tarifas do 'Dia da Libertação' após decisão da Suprema Corte.
- MAT: Reportou prejuízo de US$ 18 milhões no trimestre, apesar do impulso nas vendas por franquia de entretenimento.
- Zoox (AMZN): Lançou corridas pagas de táxi autônomo em Las Vegas após autorização regulatória.
- EUA - Irã: EUA retiraram sanções antiterrorismo contra entidades ligadas à Guarda Revolucionária do Irã, reduzindo temporariamente o prêmio de risco global.
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