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Equity News — Qui · 09 Jul 2026

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Resposta direta: O mercado passou o dia refém da geopolítica: Trump declarou o cessar-fogo com o Irã 'acabado', o petróleo disparou 5% e a alta do Brent acima de US$ 80 reforça a pressão inflacionária global, dando munição a um Fed mais duro. A conta chega ao Brasil via dólar mais forte e curva de juros mais tensio…

O mercado passou o dia refém da geopolítica: Trump declarou o cessar-fogo com o Irã 'acabado', o petróleo disparou 5% e a alta do Brent acima de US$ 80 reforça a pressão inflacionária global, dando munição a um Fed mais duro. A conta chega ao Brasil via dólar mais forte e curva de juros mais tensionada.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Petróleo e Irã: a manchete que dominou o dia

Geopolítica e Commodities

Trump declarou na cúpula da Otan que o cessar-fogo com o Irã 'acabou', ameaçou novos bombardeios e, segundo relatos, ataques teriam ocorrido horas depois. O petróleo saltou cerca de 5%, com o Brent voltando a rondar US$ 80/barril. O Irã voltou a ameaçar fechar o Estreito de Ormuz, elevando o risco de aperto na oferta. A escalada do petróleo pressiona a inflação global e reforça apostas de um Fed mais duro, com efeitos em dólar forte e ativos de risco mais penalizados, inclusive emergentes. No Brasil, o governo pode adiar o fim da subvenção à gasolina para evitar repasse imediato ao consumidor.

Fed de Warsh estreia falcão: até alta de juros voltou à mesa

Política Monetária (EUA)

A ata da primeira reunião do Fed sob o comando de Kevin Warsh (junho) trouxe tom mais duro que o esperado: 'alguns' diretores defenderam que havia argumento para uma alta de juros. Somado ao choque do petróleo, o documento elevou a probabilidade de aperto monetário nos EUA neste ano. Para o Brasil, a leitura é direta: menos folga para o câmbio e mais pressão sobre a curva de juros doméstica. O BTG Pactual reagiu elevando a projeção do dólar para o fim de 2026 de R$ 4,90 para R$ 5,40.

Dólar e Ibovespa: dia volátil, mas sem catástrofe

Câmbio e Bolsa (Brasil)

Apesar da tensão geopolítica, o dólar comercial fechou praticamente estável em R$ 5,14 (variação de -0,11%), resultado da briga entre o dólar de refúgio e o real beneficiado por commodities em alta. O Ibovespa caiu em meio à aversão a risco global, mas a forte alta da Petrobras (PETR4) e de outras petroleiras limitou as perdas. O minério de ferro em Dalian subiu 0,87%, ajudando a defesa do índice.

Natura decepciona e o consumo brasileiro acende alerta

Empresas (Brasil)

A Natura (NTCO3) sinalizou que a receita do 2º trimestre deve cair até 10%, com faturamento consolidado estimado entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões, refletindo um ambiente de consumo desafiador no Brasil e desafios operacionais internos. O sinal é relevante porque, em um cenário de juros altos, o consumo discricionário é o primeiro a sofrer. Outro destaque negativo foi a Cury (CURY3), cujas ações recuaram 5% após prévia operacional do 2T26 decepcionar. No indicador de inflação, o IPC-S subiu 0,31% na primeira quadrissemana de julho, acumulando 4,26% em 12 meses.

Giro pelo Mercado (08/07/2026)

Giro pelo Mercado

Resumo das notícias relevantes do dia: Nvidia perdeu US$ 1 trilhão em valor de mercado e ficou 'mais barata' que o S&P 500; B3 avançou em julgamento bilionário no Carf sobre IRPJ e CSLL da variação cambial na venda da participação na CME; Tesouro admitiu que pode rever a tributação de LCIs e LCAs; B3 funcionará normalmente na quinta (09/07) apesar do feriado em São Paulo. No exterior, Meta ultrapassou Tesla em valor de mercado (as duas caem pelo menos 8% no ano); Paramount adiou a conclusão da compra da Warner Bros (US$ 110 bi) para não antes de 22 de julho; a indústria automotiva alemã alerta para colapso de empregos com concorrência chinesa e a VW cogita até 100 mil cortes; cacau atingiu máxima de 7 meses em Londres e açúcar bruto máxima de quase 2 meses, com mercados precificando um El Niño forte que já dobra preços de tomate, batata e cenoura.

Snapshot do dia

Petróleo +5% | Brent ~US$ 80 | Dólar R$ 5,14 Petróleo +5%, Brent perto de US$ 80 e a projeção do dólar subindo para R$ 5,40. A engrenagem é simples e perversa: petróleo caro empurra inflação, inflação empurra o Fed para o lado duro, Fed duro fortalece o dólar. O investidor brasileiro sente tudo isso na curva de juros e no câmbio, mesmo sem nenhuma notícia nova vinda de Brasília.

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Equipe Equit
Equit Capital · Safra Invest

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