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Resposta direta: Ontem (19/08) o Ibovespa disparou mais de 2% surfando um alívio que veio de fora — o Tesouro americano anunciou reforço na recompra de títulos longos e os juros futuros derreteram — mas o desconto doméstico não sumiu, só foi para debaixo do tapete: o J.P. Morgan já embute dólar a R$5,50 se a eleiçã…
Ontem (19/08) o Ibovespa disparou mais de 2% surfando um alívio que veio de fora — o Tesouro americano anunciou reforço na recompra de títulos longos e os juros futuros derreteram — mas o desconto doméstico não sumiu, só foi para debaixo do tapete: o J.P. Morgan já embute dólar a R$5,50 se a eleição de 2026 azedar no fiscal, e estrangeiros fizeram o maior saque semanal da B3 desde 2008. Rali de curto prazo, ressaca precificada para o médio.
A boa de hoje
- Ibovespa dispara mais de 2%: Tesouro dos EUA socorre os juros longos e a Bolsa brasileira agradece com alta superior a 2%, liderada por Petrobras e Vale.
- Eleição já pesa no câmbio: J.P. Morgan vê real frágil e projeta dólar a R$5,50 se o cenário fiscal se deteriorar com a corrida eleitoral de 2026.
- Bitcoin sobe quase 7%: Cripto embala com juros em queda nos EUA e aceno de Trump ao marco regulatório, encostando em US$ 69 mil.
- Casas Bahia ganha fôlego: Proteção temporária contra credores na Justiça tira a varejista da faca no pescoço, por ora, após pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões.
- OpenAI mira a bolsa em 2027: Mas a empresa pisa no freio do desenvolvimento de novos modelos de IA para reformular a casa; receita anualizada já supera US$ 40 bilhões.
Resultados do mercado
- Ibovespa (+2,13%): Fechou em 169.870,48 pontos, impulsionado por anúncio do Tesouro dos EUA de reforço nas recompras de títulos longos e queda dos juros futuros. Petrobras e Vale lideraram o movimento.
- Dólar (USD/BRL): J.P. Morgan projeta dólar na região de R$ 5,50 em cenário eleitoral desfavorável ao fiscal. Não houve cotação real disponível nesta edição devido a falha no webhook de preços.
- S&P 500 / Wall Street: Wall Street abriu em alta com o rendimento do título de 10 anos recuando para 4,6506% ante 4,706% na véspera. Movimento de alívio nos juros longos impulsionou bolsas globais.
- Título do Tesouro dos EUA 10 anos: Rendimento recuou para 4,6506% ante 4,706% na véspera após anúncio de recompra de títulos longos pelo Tesouro americano.
- Título do Tesouro dos EUA 30 anos: Rendimento rompeu a barreira dos 5,30%, o maior nível desde junho de 2007, sinalizando alerta estrutural nos juros longos globais.
- Bitcoin (BTC-USD) (+quase 7%): Subiu quase 7% e atingiu US$ 69 mil, impulsionado pela queda dos juros longos nos EUA, enfraquecimento do dólar e apoio público de Donald Trump ao projeto Clarity Act de regulação cripto.
Ibovespa dispara mais de 2%: o alívio veio dos EUA, não daqui
Mercado
Ontem (19/08) o Ibovespa fechou em 169.870,48 pontos, avanço de mais de 2% no dia, puxado por anúncio do Tesouro dos EUA de aumento nas operações de recompra de títulos de longo prazo, que derrubou os juros futuros. Petrobras e Vale lideraram o rali. O rendimento do título de 10 anos dos EUA recuou para 4,6506%. Porém, o título de 30 anos rompeu 5,30% — nível visto pela última vez em junho de 2007 — e a dívida pública americana superou US$ 40 trilhões, sinalizando pressão estrutural nos juros longos globais.
Eleição 2026 já entra na conta do dólar: J.P. Morgan mira R$5,50
Câmbio / Política
Com 13 candidaturas à Presidência oficializadas, o J.P. Morgan revisou sua projeção cambial e vê dólar na região de R$ 5,50 em cenário eleitoral desfavorável ao fiscal. O banco aponta que há poucas posições vendidas contra o real e praticamente nenhum prêmio de risco eleitoral embutido nos preços atuais. Recomenda-se proteção cambial e preferência por títulos pós-fixados enquanto o prêmio eleitoral não estiver precificado.
Bitcoin sobe quase 7% e encosta em US$ 69 mil
Cripto
O bitcoin subiu quase 7% e atingiu US$ 69 mil, impulsionado pela queda dos juros longos nos EUA, enfraquecimento do dólar e apoio explícito de Donald Trump ao projeto Clarity Act de regulação cripto. O rali reflete apetite renovado por ativos de risco, mas o projeto ainda não foi aprovado pelo Congresso americano.
Casas Bahia consegue proteção temporária contra credores
Empresas / Varejo
A Casas Bahia obteve proteção temporária na Justiça após pedido de recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões. Lojas, centros de distribuição e documentos passarão por perícia judicial. Funcionários demitidos voltaram à folha por liminar, mas a decisão não obriga reabertura de lojas nem impede novos cortes. Bancos brasileiros relatam inadimplência em nível recorde na pessoa física, segundo o CEO do Itaú.
OpenAI mira abrir capital em 2027 — mas pisa no freio dos modelos de IA
Tecnologia / IA
A CFO Sarah Friar afirmou que a OpenAI pode chegar à bolsa até 2027, com receita anualizada acima de US$ 40 bilhões. Em contrapartida, a empresa reduziu o ritmo de desenvolvimento de seus modelos de IA para reformular sistemas de pesquisa e treinamento. Em paralelo, a SK Hynix anunciou recompra recorde de US$ 28 bilhões em ações.
Resumo Brasil
Giro pelo Mercado - Brasil
Itaú Asset selou aliança com a Vanguard (US$ 12 tri sob gestão) para remodelar ETFs; ex-CFO Alexsandro Broedel condenado a indenizar Itaú em R$ 2,8 milhões por rebates. B3 suspendeu negociação das ações da Refit após ANP suspender registro. Vale busca estrutura sem desembolso de caixa para disputar Porto Sudeste; I Squared também ofertou. TIM aprovou novo programa de recompra de ações. JBS subiu 2% após oferta para assumir 100% da Pilgrim's Pride.
Resumo Exterior
Giro pelo Mercado - Exterior
SK Hynix anunciou recompra recorde de US$ 28 bilhões (3,3% dos papéis). Meta enfrenta julgamento por segurança infantil com risco de multa de até US$ 200 bilhões. Amazon planeja expandir entrega por drones para quase 500 cidades nos EUA até o fim do ano.
Snapshot do dia
169.870,48 O alívio nos juros globais, puxado pelo anúncio de recompra de títulos longos do Tesouro dos EUA, fez a Bolsa brasileira engatar a maior alta do dia entre os principais ativos de risco monitorados, com Petrobras e Vale na liderança do movimento.
Giro pelo mercado
Brasil
- ITUB: Itaú Asset Management fechou aliança estratégica com a Vanguard para remodelar ETF e ampliar diversificação internacional. Ex-CFO Alexsandro Broedel condenado a indenizar o banco em R$ 2,8 milhões por rebates.
- REFIT: B3 suspendeu negociação das ações após ANP suspender registro de atividades da Refinaria de Manguinhos.
- VALE: Busca estrutura sem desembolso direto de caixa para disputar o Porto Sudeste, possivelmente via contrato take-or-pay; I Squared também apresentou oferta.
- TIMS3: Aprovou novo programa de recompra de ações para incremento de valor aos acionistas.
- JBSS3: Ações subiram 2% após oferta para assumir 100% da Pilgrim's Pride; analistas veem transação positiva estrategicamente.
Exterior
- SKY: SK Hynix anunciou recompra recorde de US$ 28 bilhões em ações, equivalente a 3,3% dos papéis em circulação.
- META: Enfrenta julgamento por segurança infantil nos EUA com risco de multa de até US$ 200 bilhões movido por estados americanos.
- AMZN: Planeja expandir entrega por drones para quase 500 cidades nos EUA até o fim do ano, ampliando presença do serviço em seis vezes.
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