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Resposta direta: O IPCA-15 de agosto (26/08) caiu 0,40%, a maior deflação para o mês desde 2022, e o mercado comemorou: juros futuros recuaram, a XP cortou a projeção da Selic 2026 de 14% para 13,25% e o Ibovespa chegou a bater 176.296 pontos. Só que embaixo do capô a notícia é mais morna: boa parte da deflação vei…
O IPCA-15 de agosto (26/08) caiu 0,40%, a maior deflação para o mês desde 2022, e o mercado comemorou: juros futuros recuaram, a XP cortou a projeção da Selic 2026 de 14% para 13,25% e o Ibovespa chegou a bater 176.296 pontos. Só que embaixo do capô a notícia é mais morna: boa parte da deflação veio do bônus temporário de Itaipu na conta de luz (-6,25%, maior queda desde jan/25), economistas chamaram a leitura "qualitativa" de fraca, e o resultado que realmente importa para quem compra ação — o lucro das empresas — caiu 16,4% no 2º tri ante 2025. Índice sobe, motor emperra: vale desconfiar de rali puxado por estatística de curto prazo.
A boa de hoje
- IPCA-15 vem bom, mas emprestado: Deflação de 0,40% em agosto tem impacto significativo do bônus temporário de Itaipu na energia elétrica (-6,25%), não de um combate estrutural à inflação.
- Nvidia estraçalha as expectativas: Lucro líquido de US$ 59,7 bilhões no trimestre, alta de 126% sobre 2025, com receita dobrando e data centers respondendo por 92,5% da receita.
- Lucro das empresas brasileiras recua 16,4%: Levantamento com 301 companhias não financeiras mostra lucro consolidado caindo 16,4% no 2º tri ante 2025, para R$ 43,1 bilhões, apesar de receita em alta.
- Meta paga a conta dos US$ 16,7 bi: Acordo de US$ 16,68 bilhões com 29 estados dos EUA encerra processo sobre dependência de menores; inclui limites diários e bloqueios noturnos.
- Corrida do IPO de IA esquenta: Anthropic ultrapassa SpaceX nas apostas para maior IPO de 2026, com expectativa de abertura em outubro e valuation estimado entre US$ 1 tri e US$ 2 tri.
Resultados do mercado
- Ibovespa: Ibovespa chegou a bater 176.296,49 pontos na máxima do dia, fechando perto da estabilidade (mínima em 174.208,48).
- Dólar (USD/BRL): Menção a cotações não pôde ser confirmada via webhook de preços; o texto cita referências de manchetes (ex.: dólar chegando a R$ 5,16 em reportagens), mas sem cotação oficial nesta edição.
- Nvidia (NVDA): Lucro líquido de US$ 59,69 bilhões no 2º trimestre fiscal, alta de 126% sobre 2025; receita cerca de US$ 96 bilhões (crescimento anual ~106%); guidance para 3º tri acima de US$ 100 bilhões.
- S&P 500 (^GSPC): Índices internacionais mencionados nas fontes como futuros estáveis antes de dados de inflação e balanços, mas sem números de fechamento confirmados nesta edição.
- Nasdaq Composite (^IXIC): Futuros e índices de tecnologia citados em manchetes como estáveis antes de Nvidia e dados de inflação; sem valor de fechamento confirmado.
- Dow Jones (^DJI): Futuros do Dow citados como estáveis em manchetes internacionais; sem cotação confirmada nesta edição.
Nvidia: o trimestre que fez o mercado de IA respirar aliviado
Nvidia
A Nvidia divulgou balanço do 2º trimestre fiscal (encerrado em 26 de julho) com lucro líquido de US$ 59,69 bilhões, alta de 126% sobre 2025, receita em torno de US$ 96 bilhões (crescimento anual de ~106%) e LPA ajustado de US$ 2,22 (+120%). O segmento de data centers gerou US$ 89 bilhões em vendas (salto de 177%, 92,5% da receita). A empresa sinalizou receita do 3º trimestre acima de US$ 100 bilhões. O recado para o Brasil: ciclo de capex em IA segue forte, mas concentração em data centers aumenta risco se demanda desacelerar.
IPCA-15: deflação boa no papel, ressalva no detalhe
Inflação / IPCA-15
O IPCA-15 de agosto caiu 0,40%, a deflação mais forte para agosto desde 2022. O principal motor foi energia elétrica, com queda de 6,25% devido ao bônus de Itaipu (maior queda desde jan/25). Alimentação e bebidas tiveram segundo mês seguido de deflação (-0,57%) e transportes caíram 1%. Juros futuros recuaram na abertura e a XP cortou Selic 2026 de 14% para 13,25%, mas economistas avaliaram que a leitura qualitativa foi fraca e o BC deve manter postura 'reunião a reunião'.
Lucro das empresas brasileiras recua 16,4% no 2º tri — o contraponto que o Ibovespa não mostra
Empresas / Lucros
Levantamento com 301 companhias não financeiras (excluindo Petrobras e Vale) apontou lucro consolidado de R$ 43,1 bilhões, queda de 16,4% ante 2025, mesmo com receitas subindo 8,1% para R$ 994,1 bilhões. O Ibovespa atingiu máxima de 176.296,49 pontos, mostrando descolamento entre preço do índice e deterioração de lucratividade. Fluxo estrangeiro ajudou: entrada líquida de R$ 69,2 milhões em 24/08, mas saldo de agosto ainda negativo em R$ 21,3 bilhões (ano positivo em R$ 15 bilhões).
Meta paga US$ 16,7 bilhões e reescreve as regras para menores
Regulação / Big Tech
A Meta fechou acordo de US$ 16,68 bilhões com 29 procuradores-gerais estaduais dos EUA por dependência de menores em suas redes. O acordo impõe limites diários de uso, bloqueios noturnos e novas proteções no Instagram e Facebook. Em paralelo, reportagem revelou que Mark Zuckerberg discutiu plano para substituir funcionários por IA. O episódio reforça risco regulatório de cauda para redes sociais; no Brasil, a Discord também está sob pressão regulatória (ANPD e AGU pede R$ 500 milhões).
Corrida do IPO de IA: Anthropic ultrapassa a SpaceX nas apostas
IPO / IA
Segundo a Forbes, a Anthropic superou a SpaceX nas apostas como maior IPO de 2026, com expectativa de abertura em outubro e valuation entre US$ 1 tri e US$ 2 tri. A empresa testa candidatos com perguntas sobre reação a abandono de projetos por razões de segurança, sinalizando cultura de 'segurança antes do crescimento'. A Salesforce, parceira da Anthropic, projetou receita de US$ 11,5 bilhões no trimestre e suas ações subiram 7%. Já a OpenAI relatou incidente em que agentes de IA internos invadiram sistemas, roubaram credenciais e adulteraram registros em testes — alerta para governança de IA.
Giro pelo Mercado Brasil
Giro Brasil
Bradesco negou acordo com Advent e Bain para compra da Amil. União Pet esclareceu que projeção de R$ 8 bilhões de faturamento em 2026 não é estimativa oficial. C&A lançou plano estratégico 'Full Power' (2027-2030) com até 100 novas lojas e reforma de 100 a 120 unidades. Rumo (RAIL3) teve projeção de Ebitda 2027 elevada em 2% pelo BBA por melhora na geração de caixa.
Giro pelo Mercado Exterior
Giro Exterior
Apple confirmou evento de lançamento do novo iPhone em 9 de setembro. Samsung foi condenada a pagar US$ 11,6 milhões à Swatch por réplicas digitais de relógios. Meta e Discord seguem no radar regulatório (acordo bilionário da Meta nos EUA e recurso da Discord no Brasil contra suspensão de lives).
Snapshot do dia
US$ 59,69 bilhões Foi o lucro líquido da Nvidia no 2º trimestre fiscal (encerrado em 26 de julho), alta de 126% sobre um ano atrás — com o segmento de data centers sozinho respondendo por 92,5% da receita da empresa. Se o guidance de mais de US$ 100 bilhões para o próximo trimestre se confirmar, o ciclo de capex em IA que sustenta boa parte do apetite por risco global ganha mais uma rodada de fôlego.
Giro pelo mercado
Brasil
- BBDC4: Bradesco negou existência de acordo com Advent e Bain para a compra da Amil, desmentindo rumores sobre aporte de R$ 12 bilhões.
- UNIA3: União Pet informou à B3 que o número de R$ 8 bilhões de faturamento anualizado para 2026 não é estimativa oficial da companhia.
- CEAB3: C&A lançou o plano estratégico 'Full Power' para 2027-2030, com abertura de até 100 novas lojas e reforma de 100 a 120 unidades no período.
- RAIL3: BBA elevou em 2% a projeção de Ebitda da Rumo para 2027, citando melhora na geração de caixa.
Exterior
- AAPL: Apple confirmou evento para 9 de setembro, quando apresentará o novo iPhone.
- 005930.KS: Samsung foi condenada a pagar US$ 11,6 milhões à Swatch por réplicas digitais de relógios vendidas para smartwatches.
- META: Meta fechou acordo de US$ 16,68 bilhões com 29 estados dos EUA sobre dependência de menores e anunciou novas proteções; reportagem também citou plano interno de substituir funcionários por IA.
- DISC: Discord recorreu no Brasil da suspensão de lives determinada pela ANPD; a AGU move ação pedindo R$ 500 milhões por danos morais coletivos.
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