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Resposta direta: Enquanto Brasília sonha com corte de Selic embalada por um IPCA-15 quase zero, Washington bateu o pé: o Fed manteve os juros e o novo chair Kevin Warsh avisou que não tem "tolerância" com inflação teimosa. O Dow amargou o pior dia do ano (29/07). Moral da história pro investidor brasileiro: o vento…
Enquanto Brasília sonha com corte de Selic embalada por um IPCA-15 quase zero, Washington bateu o pé: o Fed manteve os juros e o novo chair Kevin Warsh avisou que não tem "tolerância" com inflação teimosa. O Dow amargou o pior dia do ano (29/07). Moral da história pro investidor brasileiro: o vento macro doméstico está a favor, mas o lá de fora acabou de virar de frente. Prepare o casaco.
A boa de hoje
- Fed manteve juros: O Fed manteve a taxa na faixa de 3,75% e o novo chair Kevin Warsh endureceu o discurso, sem tolerância com inflação persistente. O Dow teve o pior dia do ano.
- IPCA-15 a 0,06%: A prévia de julho ficou em 0,06%, a menor para o mês desde 2023, fortalecendo as apostas de corte da Selic em agosto.
- Temporada de balanços 2T26: Meta decepcionou com queda de 14% no lucro; Microsoft disparou com alta de 31%; Motiva saltou 67% no Brasil; Petrobras e Vale com sinais operacionais fortes.
- Bradesco pede R$ 10 bi: Banco anunciou aumento de capital de até R$ 10 bilhões por subscrição privada, com controladores bancando até R$ 8 bi e antecipação de R$ 6,5 bi em JCP.
- Tarifaço e barraco diplomático: Trump prorrogou ordem com tarifas de 50% (sem efeito prático), enquanto a relação entre Brasil e Argentina (Milei) ficou tensa.
Resultados do mercado
- Fed: Manteve a taxa básica na faixa de 3,75%; novo chair Kevin Warsh afirmou "tolerância zero para inflação persistentemente elevada".
- Dow Jones: Amargou o pior pregão de 2026 após a decisão do Fed e o tom hawkish do novo chair.
- IPCA-15: Prévia da inflação de julho subiu apenas 0,06%, menor leitura para o mês desde 2023 e abaixo de todas as projeções do mercado.
- Ibovespa: Foi impulsionado pelo IPCA-15 fraco e pela expectativa de corte da Selic; rondava os 175 mil pontos durante a sessão.
FED SEGURA OS JUROS — E O DOW LEVA A PIOR DO ANO
Macro Global
O Federal Reserve manteve a taxa básica na faixa de 3,75% e o novo presidente Kevin Warsh cravou "tolerância zero para inflação persistentemente elevada". O Dow Jones amargou o pior pregão de 2026, com os índices americanos em queda ao longo do dia. A postura hawkish do Fed tende a segurar o real e encarecer o capital global, reduzindo o apetite por emergentes justamente quando o Ibovespa rondava os 175 mil pontos. O que acompanhar: a ata do Fed e sinais de dissidência interna, além do comportamento do câmbio nos próximos pregões.
IPCA-15 A 0,06%: A INFLAÇÃO SUMIU E O MERCADO JÁ PRECIFICA CORTE
Macro Brasil
O IPCA-15 de julho subiu apenas 0,06%, a menor variação para o mês desde 2023 e abaixo de todo o intervalo de projeções do mercado. O dado impulsionou o Ibovespa e derrubou os juros futuros, reforçando a aposta em corte da Selic em agosto (a taxa atual é de 14,25%). Há divergência: o Citi defende manutenção da Selic em 14,25%, interrompendo o ciclo de cortes. O ex-BC Bruno Serra alerta que inflação baixa pode corroer ganhos de NTN-Bs. A geração de 145,2 mil vagas no CAGED em junho superou estimativas, mas analistas falam em desaceleração à frente.
TEMPORADA DE BALANÇOS 2T26: META TROPEÇA, MICROSOFT VOA
Empresas / Balanços
Meta reportou lucro líquido de US$ 15,85 bilhões, queda de 14% ante 2025, com LPA abaixo do esperado (US$ 6,18 vs US$ 7,19 estimados), pressionado por custos com IA. Microsoft teve lucro de US$ 35,8 bilhões, alta de 31%, com LPA ajustado de US$ 4,74, mostrando monetização eficiente da IA. Entre coadjuvantes, Airbus e Eni mais que dobraram o lucro (Eni para 2,33 bilhões de euros), Campari confirmou guidance, e Qualcomm decepcionou com queda de 23% no LPA ajustado para US$ 1,87. No Brasil, Motiva (MOTV3) teve lucro de R$ 663 milhões, salto de 67%; Petrobras subiu mais de 2% com produção 14% maior; Santander Brasil teve lucro em queda de 17,6%. Citi cortou preço-alvo de 3tentos (de R$ 20 para R$ 17) e Magazine Luiza (de R$ 6,50 para R$ 6). Vale deve ter receita e Ebitda em alta; Ambev é aguardada.
BRADESCO PASSA O CHAPÉU: R$ 10 BILHÕES DE AUMENTO DE CAPITAL
Empresas / Capital
O Bradesco anunciou aumento de capital de até R$ 10 bilhões por subscrição privada. Controladores se comprometeram com aporte de até R$ 8 bilhões. O banco também antecipará R$ 6,5 bilhões em JCP que poderão ser usados na subscrição. A operação reforça o colchão regulatório e o apetite para crescer a carteira num ambiente de Selic ainda alta. Aegea também aprovou aumento de capital com Itaúsa podendo aportar até R$ 1,5 bilhão, e OceanPact adquiriu a Dock Brasil por R$ 119 milhões.
GIRO PELO MERCADO — BRASIL (29/07/2026)
Giro Brasil
Hypera recebeu sinal verde da Anvisa para caneta de semaglutida, eliminando risco regulatório e abrindo espaço para revisão positiva de receitas. Investidores estrangeiros aportaram R$ 454,8 milhões na B3 em 27/07, com saldo mensal positivo de R$ 2,9 bilhões e superávit de R$ 36,7 bilhões no ano. A dívida pública atingiu R$ 9,3 trilhões em junho, alta de 2,61% (R$ 235 bi) no mês, puxada por títulos atrelados à Selic. A fase de testes da reforma tributária começa dia 3, com empresas informando CBS e IBS nas notas fiscais.
GIRO PELO MERCADO — EXTERIOR (29/07/2026)
Giro Exterior
A FTC processou Hims & Hers por repassar dados de saúde de usuários à Meta e Snap, ampliando o ruído regulatório sobre big techs. Reportagens indicam que Alphabet e Tesla já sentiram o peso dos gastos com IA, e o mercado questiona se Microsoft, Meta e Amazon serão os próximos. As ações da Circle caíram após o anúncio da iniciativa Open Standard de stablecoin, apoiada por Visa, Mastercard, Itaú, Bradesco e Fireblocks.
TARIFAÇO E BARRACO DIPLOMÁTICO
Geopolítica
O governo dos EUA (Trump) prorrogou ordem executiva prevendo tarifas de 50%, embora sem efeito prático imediato; o Brasil repudiou a medida. A relação Brasil–Argentina ficou tensa após declarações de Javier Milei, embora o chanceler argentino tenha dito que "não há chance" de rompimento. No Oriente Médio, sauditas buscam coalizão para proteger navegação no Mar Vermelho e os EUA podem exigir que parte das tropas entregue celulares.
Snapshot do dia
IPCA-15 0,06% | Selic 14,25% | Fed 3,75% Brasil e EUA andando em direções opostas na política monetária. Enquanto o IPCA-15 desabou para 0,06% e o mercado brasileiro precifica corte da Selic (hoje em 14,25%), o Fed manteve os juros e o novo chair prometeu tolerância zero com inflação. Raramente a divergência entre os dois lados fica tão nítida num único pregão — e é justamente nessa fenda que o investidor precisa decidir onde põe o dinheiro nos próximos meses.
Giro pelo mercado
Brasil
- Hypera: Anvisa aprovou a caneta de semaglutida, destravando o principal risco regulatório para entrada no mercado de GLP-1; bancos veem espaço para revisão positiva de lucro e receita.
- Fluxo: Investidores estrangeiros aportaram R$ 454,8 milhões na B3 em 27/07; saldo mensal positivo de R$ 2,9 bilhões e superávit de R$ 36,7 bilhões no ano.
- Dívida Pública: Estoque atingiu R$ 9,3 trilhões em junho, alta de 2,61% (R$ 235 bi) no mês, puxada por títulos atrelados à Selic.
- Reforma Tributária: Fase de testes começa dia 3: empresas passarão a informar CBS e IBS nas notas fiscais.
- Bradesco: Anunciou aumento de capital de até R$ 10 bilhões por subscrição privada; controladores podem aportar até R$ 8 bi e banco antecipará R$ 6,5 bi em JCP.
- Aegea: Aprovou aumento de capital com Itaúsa podendo aportar até R$ 1,5 bilhão (emissão a R$ 55,29 por ação).
- OceanPact: Subsidiária fechou aquisição da Dock Brasil por R$ 119 milhões.
Exterior
- Meta: Lucro líquido de US$ 15,85 bilhões, queda de 14% ante 2025; LPA de US$ 6,18 ficou abaixo dos US$ 7,19 esperados. FTC também processou Hims & Hers por compartilhar dados de saúde com Meta e Snap.
- Microsoft: Lucro líquido de US$ 35,8 bilhões no quarto trimestre fiscal, alta de 31%; LPA ajustado de US$ 4,74. Opções precificaram swing de US$ 190 bilhões em valor de mercado.
- Airbus: Lucro mais que dobrou no 2º trimestre, impulsionado por aceleração de entregas.
- Eni: Lucro mais que dobrou no 2º tri, para 2,33 bilhões de euros; ampliou recompra de ações.
- Qualcomm: Lucro ajustado por ação recuou 23%, para US$ 1,87, pressionado por aumento de custos com memória.
- Circle: Ações caíram com o anúncio da iniciativa Open Standard de stablecoin, apoiada por Visa, Mastercard, Itaú, Bradesco e Fireblocks.
- Fed: Manteve juros na faixa de 3,75% e novo chair Kevin Warsh adotou tom hawkish, sinalizando tolerância zero com inflação persistente.
- Dow Jones: Teve o pior dia do ano em 29/07 após a decisão e o tom do Fed.
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