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Resposta direta: Sexta de mercado meia-boca por conta do feriado de Independência nos EUA (04/07, celebrado com bolsas fechadas na véspera e no dia), mas o roteiro brasileiro seguiu quente: o gringo continua saindo da Bolsa (R$ 7,78 bi só em junho), a queda de braço tarifária com Washington esquentou e a balança co…
Sexta de mercado meia-boca por conta do feriado de Independência nos EUA (04/07, celebrado com bolsas fechadas na véspera e no dia), mas o roteiro brasileiro seguiu quente: o gringo continua saindo da Bolsa (R$ 7,78 bi só em junho), a queda de braço tarifária com Washington esquentou e a balança comercial entregou mais um superávit gordo. Quando o exterior tira o pé, sobra o Brasil pra contar história.
A boa de hoje
- Gringo na saída: Estrangeiros tiraram R$ 7,78 bi da Bolsa em junho, a 2ª saída mensal seguida.
- Tarifaço EUA-Brasil: Itamaraty rebate a Seção 301 e Flávio pede a Trump para adiar a taxa de 37,5%.
- Superávit gordo: Balança comercial fecha junho com US$ 9,8 bi no azul e MDIC projeta US$ 90 bi no ano.
- IA abrindo o cofre: OpenAI oferece 5% ao governo dos EUA e Microsoft crava US$ 2,5 bi em nova unidade.
- Guerra recrudesce: Rússia faz o ataque mais letal do ano contra Kiev, com mais de 30 mortos.
Resultados do mercado
- Dólar: Real depreciado (pressão local)
- Ibovespa (+6,76%): ~171 mil pontos no fechamento do semestre
- S&P 500: Fechado por feriado de Independência nos EUA
- Nasdaq: Fechado por feriado de Independência nos EUA
- Dow Jones: Recorde na véspera
Feriado nos EUA seca a liquidez, mas o Dow deixou recorde na mesa
Mercado Global
Com Wall Street de folga pelo 250º aniversário da independência americana, o mundo girou em marcha lenta. Foi uma sessão de baixa liquidez clássica, daquelas em que qualquer ordem maior mexe o ponteiro mais do que deveria. Antes de baixar as portas, porém, o Dow Jones cravou mais um recorde histórico na véspera, e o clima positivo respingou na Ásia, que fechou no azul. O FTSE 100 britânico segue rondando máximas de quatro meses. A tese do "excepcionalismo americano" voltou ao debate: mesmo com dúvidas, os índices dos EUA seguiram como o destaque das bolsas globais no semestre. Sem o fluxo lá fora, o pregão local virou refém de fatores domésticos.
O gringo continua com um pé na porta: R$ 7,78 bi fora em junho
Fluxo & Câmbio
Segunda saída mensal seguida acende alerta sobre o apetite externo pela Bolsa. Os dados da B3 confirmaram que os estrangeiros retiraram R$ 7,78 bilhões da Bolsa em junho (mercado secundário), a segunda saída mensal consecutiva. O Ibovespa fechou o 1º semestre com alta de apenas 6,76%, aos 171 mil pontos. No acumulado do ano o saldo estrangeiro ainda está positivo em R$ 33,8 bilhões. O que empurra o estrangeiro para fora: prêmio de risco local elevado, ruído político e a briga comercial com os EUA. O real segue depreciado, rondando os R$ 5,20.
Tarifaço à vista: Brasil corre para escapar da taxa de 37,5%
Comércio Exterior
O Itamaraty enviou resposta formal ao governo Trump argumentando que a investigação da Seção 301 extrapola a própria legislação americana. A tarifa em discussão pode chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros. O ministro Durigan rebateu críticas dos EUA ao Pix, dizendo que "carecem de base técnica", e o senador Flávio Bolsonaro pediu ao governo Trump para adiar as tarifas até depois das eleições brasileiras. O risco tarifário é o principal fator de risco de curto prazo para o Brasil.
Balança comercial entrega mais um superávit e o ano pode fechar com US$ 90 bi
Balança Comercial
A balança comercial registrou superávit de US$ 9,8 bilhões em junho. O MDIC estima um superávit de US$ 90 bilhões em 2026, a segunda maior marca da série histórica. As exportações para os EUA subiram 3,7% em junho (primeira alta desde julho de 2025), embora no acumulado do semestre as vendas aos EUA ainda estejam 13% abaixo do mesmo período do ano passado, somando US$ 17,4 bilhões. O superávit comercial robusto segue como colchão da conta externa.
IA abre o cofre: OpenAI oferece fatia ao governo e Microsoft crava US$ 2,5 bi
Tecnologia / IA
A OpenAI propôs ao governo dos EUA uma fatia de 5% no seu capital, uma jogada inédita sobre relação público-privada em IA. A Microsoft anunciou US$ 2,5 bilhões numa nova unidade operacional (Frontier Company, comandada por um brasileiro). No hardware, a Apple planeja cinco novos modelos de iPhone em meio a crise no fornecimento de memórias. A geopolítica dos chips segue tensa, com boom de semicondutores na Coreia do Sul.
Guerra na Ucrânia recrudesce com o ataque mais letal do ano
Geopolítica
A Rússia lançou contra Kiev o ataque mais mortal do ano, com mísseis e drones que deixaram mais de 30 vítimas. O episódio marca um recrudescimento do conflito. O mundo está gastando mais com armas e voltando à lógica de confrontação, com orçamentos militares em alta. Um think tank afirmou que Putin estaria empurrando a Rússia para um "abismo econômico, político e militar".
Giro pelo Mercado — Brasil
Giro Brasil
Natura: o fundo Advent montou posição e vai indicar dois conselheiros; Natura venderá Avon na Shopee com apoio de consultoras "influencers". CVM: STF homologou plano de reestruturação da autarquia. Leilão de transmissão: Axia Energia e Alupar venceram. BNDES: prevê contratar R$ 20 bilhões em projetos florestais. Dividendos: PetroRecôncavo liderou a distribuição no 1º semestre. Política: Moraes prorrogou a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinou apreensão de celulares.
Giro pelo Mercado — Exterior
Giro Exterior
Carros chineses superaram os japoneses na Europa pela 1ª vez, mesmo com tarifas sobre elétricos. M&A atingiu recorde de US$ 2,8 trilhões em megaoperações. Gymshark: fundador Ben Francis negocia recomprar parte da fatia vendida a um PE. Argentina: Milei tenta reaquecer o crédito imobiliário. Zona do euro: atividade estabilizou em 50,0 em junho; Lagarde não descartou deixar o BCE para entrar na política francesa.
Snapshot do Dia
Snapshot
R$ 7,78 bilhões saíram da Bolsa pelas mãos dos estrangeiros só em junho. Foi a segunda saída mensal seguida e ajuda a explicar por que o Ibovespa fechou o semestre em modo morno, com +6,76%. O consolo é que o saldo do gringo no ano ainda está positivo em R$ 33,8 bilhões: ele está seletivo, não fugindo. Enquanto o risco tarifário e o prêmio local não cederem, o fluxo externo segue sendo o fiel da balança para a Bolsa.
Snapshot do dia
R$ 7,78 bilhões Saíram da Bolsa pelas mãos dos estrangeiros só em junho — segunda saída mensal seguida — ajudando a explicar o Ibovespa morno no semestre (+6,76%). Saldo anual do gringo ainda positivo em R$ 33,8 bi.
Giro pelo mercado
Brasil
- Natura: O fundo Advent montou posição e vai indicar dois conselheiros; Natura também vai vender Avon na Shopee com consultoras 'influencers'.
- CVM: STF homologou o plano de reestruturação da autarquia, com recomposição de pessoal e metas de julgamento.
- Axia Energia / Alupar: Venceram o leilão de transmissão, garantindo novos ativos de infraestrutura energética.
- BNDES: Prevê contratar R$ 20 bilhões em apoio a projetos florestais.
- PetroRecôncavo: Liderou a distribuição de proventos no 1º semestre entre as maiores pagadoras.
- Política: Moraes prorrogou a prisão domiciliar de Bolsonaro e determinou apreensão de celulares.
Exterior
- Carros chineses: Pela 1ª vez superaram as montadoras japonesas no mercado europeu, mesmo com tarifas sobre elétricos.
- M&A: Mercado de fusões e aquisições atingiu recorde de US$ 2,8 trilhões.
- Gymshark: Fundador Ben Francis negocia recomprar parte da fatia vendida a um fundo de private equity.
- Argentina: Milei tenta reaquecer o crédito imobiliário em ambiente de inflação mais controlada.
- Zona do euro: Atividade estabilizou em 50,0 em junho, interrompendo dois meses de contração; Lagarde não descartou saída do BCE.
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