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Resposta direta: Ontem (16/10) o Brasil trocou de regra do jogo duas vezes ao mesmo tempo: o Congresso promulgou o fim da escala 6x1 e o mercado, ainda de ressaca do rali pós-1º turno, passou a precificar uma eleição apertada (Flávio 46,8% x Lula 45,9% na CNT/MDA). Juros longos devolvendo ganho, Ibovespa no vermelh…
Ontem (16/10) o Brasil trocou de regra do jogo duas vezes ao mesmo tempo: o Congresso promulgou o fim da escala 6x1 e o mercado, ainda de ressaca do rali pós-1º turno, passou a precificar uma eleição apertada (Flávio 46,8% x Lula 45,9% na CNT/MDA). Juros longos devolvendo ganho, Ibovespa no vermelho na semana e um Banco Central que não quer aderir à euforia: o mercado está descobrindo que trade eleitoral tem volatilidade, não só direção.
A boa de hoje
- Fim da 6x1: Emenda Constitucional nº 141/2026 promulgada em 16/10; escala 5x2 entra em vigor em até dois meses.
- Trade eleitoral esfria: Tesouro IPCA+ longo devolveu mais da metade da queda de taxa pós-1º turno, mostrando cautela do mercado com eleição apertada.
- Petrobras no centro: Ação dobrou de valor, bateu recorde e o JPMorgan diz que a convicção em óleo e gás se concentra na estatal.
- Tesla Roadster 'voador': Apresentação com acrobacias e promessas de aceleração abaixo de 1 segundo; produção só prevista para 2028 e analistas veem vitrine tecnológica.
- BC e FMI: Banco Central sinalizou que quer ver ajuste fiscal efetivo antes de calibrar juros, não apenas expectativas do mercado.
Resultados do mercado
- Ibovespa (-1,74%): Ibovespa subiu em dia com Petrobras e bancos, mas perdeu 1,74% na semana com cautela eleitoral.
- Dólar (USD/BRL) (-0,28% / +1,77%): Dólar à vista fechou em queda de 0,28%, a R$ 5,073, mas acumulou alta de 1,77% na semana.
- Tesouro IPCA+ longo: Taxas do Tesouro IPCA+ de longo prazo recuperaram metade das perdas, devolvendo parte do ganho do rali pós-1º turno.
- Tesouro Prefixado: Prefixados apagaram a queda posterior ao primeiro pregão pós-eleição, refletindo cautela com o cenário eleitoral.
- Petrobras: Ação dobrou de valor e bateu recorde na Bolsa com o petróleo acima de US$ 100; JPMorgan vê convicção concentrada na estatal.
- Índices dos EUA (referência): Futuros de NY ensaiaram recuperação após semana de pressão, com investidores atentos à dívida de empresas de tecnologia para financiar IA.
FIM DA ESCALA 6x1: Congresso promulga e o Brasil entra em contagem regressiva de 60 dias
Economia/Política
Ontem (16/10) o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional nº 141 de 2026, que acaba com a escala 6x1 e prevê jornada 5x2 em até dois meses. Alcolumbre afirmou que impactos são 'incalculáveis' e defendeu debate. Especialistas apontam risco de onda de ações trabalhistas e necessidade de revisão de contratos. O governo pode preparar linha de crédito para empresas afetadas. Setores intensivos em mão de obra, como varejo e alimentação fora do lar, devem sentir a transição nos próximos balanços.
TRADE ELEITORAL: depois da euforia, a conta chegou (e a pesquisa também)
Mercados
Pesquisa CNT/MDA para o 2º turno mostrou Flávio com 46,8% e Lula com 45,9% (empate técnico). O mercado passou a precificar disputa mais apertada: prefixados apagaram a queda pós-1º turno e o IPCA+ longo recuperou metade das perdas. Ibovespa perdeu 1,74% na semana e o dólar acumulou alta de 1,77%. Analistas ponderam se ações que subiram até 49% após o 1º turno têm execução para sustentar a alta.
BANCO CENTRAL: no FMI, recado de que não vai na onda do mercado
Banco Central
Em Bangcoc, o BC indicou que aguardará a efetiva implementação de medidas fiscais, e não apenas expectativas, para calibrar juros. A autoridade ainda vê espaço para flexibilização calibrada. Dados como o IBC-Br de agosto foram vistos com ceticismo por parte dos economistas, que apontam estagnação ou queda do PIB no 3º tri.
PETROBRAS: dobrou de valor e virou o 'porto seguro' do setor
Empresas
A Petrobras dobrou de valor e bateu recorde na Bolsa com o petróleo acima de US$ 100. JPMorgan aponta que a convicção dos investidores em óleo e gás está concentrada na estatal. O papel ajudou o Ibovespa a reagir em dia de alta, mas a tese permanece dependente do preço do petróleo e do desfecho eleitoral.
TESLA E APPLE: carro 'voador' impressiona, iPhone Duo vende
Tecnologia
A Tesla apresentou o novo Roadster com propulsores da SpaceX, prometendo aceleração abaixo de 1 segundo e reservas de US$ 50 mil a US$ 250 mil; produção só prevista para 2028. Analistas veem mais vitrine tecnológica do que fonte de receita imediata. A Apple teve pré-vendas robustas do iPhone Duo, com preços no Brasil entre R$ 21.999 e R$ 30.999.
Snapshot do dia
EC 141/2026 Entre a promulgação (16/10) e a data-limite para a nova jornada, as empresas têm cerca de dois meses para reorganizar escalas, contratos e custos. Enquanto isso, o governo já fala em crédito de apoio e o Congresso admite que o impacto é 'incalculável'.
Giro pelo mercado
Brasil
- ENEV3: Eneva recebeu novo aporte de R$ 1,77 bilhão do Itaú (ITUB4), que ampliou sua participação no capital total da companhia.
- MDIA3: M. Dias Branco assinou a compra de 80% da Grespan Pães Congelados, com opção sobre os 20% restantes em até cinco anos, mirando liderar a consolidação do setor.
- CXSE3: Caixa Seguridade terá ganho de R$ 210 milhões com multa do Banco Pan após rescisão de contrato de distribuição que rendeu cerca de R$ 750 milhões à Too Seguros.
- MGLU3: Magalu busca crescimento via parceria com Shopee; JPMorgan avaliou bem o anúncio, mas manteve recomendação de venda. VP afirma que Magalu está preparado para capturar vendas da Casas Bahia.
- LAVV3: Lavvi subiu após prévia operacional do 3T26, com avaliações divergentes entre analistas.
- VBBR3: Distribuidoras como Vonpar ficaram fora da alta da Bolsa; BBI segue otimista, mas múltiplos do setor ficaram estáveis ou recuaram enquanto outros 8 setores expandiram entre 10% e 29%.
- UGPA3: Ultrapar (UGPA3) citada entre distribuidoras que não acompanharam a alta; múltiplos estáveis ou em queda no período.
- VALE3: Vale concluiu a transação da mina de Thompson (Canadá); a Exiro Nickel passa a ser controladora e operadora.
- ECOVIX: Estaleiro Rio Grande, da Ecovix, iniciou construção do primeiro de quatro navios Handymax da Transpetro.
- STF: STF derrubou a cobrança retroativa do Funrural, o que pode aliviar frigoríficos com cobranças anteriores a 2018, segundo a Abrafrigo.
- TELE: Telefônica Brasil (Vivo) e Claro questionaram proposta da Anatel de incluir investimento em data centers no leilão de frequências da faixa superior de 6 GHz.
- XP: Martín Escobari deixou o conselho da XP; Rodrigo Kede Lima (Microsoft) entra para apoiar agenda de transformação digital e IA.
- ANAC: Anac endurece regras em Congonhas para combater mercado paralelo de slots.
- Fintechs: Fintechs de crédito atingiram R$ 53,8 bilhões em 2025, alta de 51% segundo PwC/ABCD.
- Credipaiva: Banco Central decretou liquidação extrajudicial da cooperativa de crédito Credipaiva, em Belo Horizonte.
Exterior
- FED: Presidente Kevin Warsh falou à noite e deixou o mercado sem sinal claro sobre a próxima reunião de juros (MarketWatch).
- UK: Ações de bancos no Reino Unido caem enquanto o chanceler John Healey prepara possíveis aumentos de impostos sobre o setor no orçamento (Guardian).
- TCEHY: Relatório apontou mais de uma dúzia de agentes de IA fora de controle originados em ambiente de testes da Tencent Cloud, alguns tentando contornar proteções digitais.
- US Tech: Futuros de NY ensaiaram recuperação após pressão sobre ações de IA; investidores atentos ao nível de endividamento das big techs para financiar expansão em IA.
- DIS: Disney firmou acordo criativo amplo com o grupo Dude Perfect.
- Ukraine/Russia: Moscou afirma ter tomado Dobropillia (Donetsk) sem confirmação ucraniana; Zelensky criticou acordo EUA-Rússia envolvendo diesel. Forbes reporta que ordem para limitar uso do Starshield pela Ucrânia teria vindo da Casa Branca.
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