Mercado

Equity News — Sáb · 25 Jul 2026

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Resposta direta: O petróleo furou os US$ 100 e, com ele, furou também a paciência de quem achava que 2026 seria um ano de juros caindo mundo afora. Quando o barril sobe, ele não sobe sozinho: arrasta inflação, empurra o juro global pra cima e cutuca o câmbio de todo emergente — inclusive o nosso.

O petróleo furou os US$ 100 e, com ele, furou também a paciência de quem achava que 2026 seria um ano de juros caindo mundo afora. Quando o barril sobe, ele não sobe sozinho: arrasta inflação, empurra o juro global pra cima e cutuca o câmbio de todo emergente — inclusive o nosso.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Petróleo acima de US$ 100 — o número que reescreve o resto do tabuleiro

Petróleo

O destaque do dia de ontem (24/07) foi o petróleo passando de US$ 100 o barril, um patamar psicológico que o mercado não cruzava com naturalidade fazia tempo. A reação foi de manual: bolsas em queda e juros globais sob pressão. Petróleo caro empurra a inflação pra cima, o que trava os cortes de juro, e juro global mais firme aperta o custo de capital. Para o investidor brasileiro, o choque ramifica em petroleiras (vento a favor nas receitas, mas risco de política de preços), inflação e Selic (repasse em combustíveis contamina cadeia), e câmbio (aversão a risco fortalece dólar contra emergentes). O que acompanhar: se o rompimento dos US$ 100 é pico pontual ou novo patamar, e a próxima leva de dados de inflação.

Bruxelas cobra a conta do Google — US$ 1,02 bilhão de multa antitruste

Tecnologia / Regulação

A União Europeia aplicou ao Google, da Alphabet, uma multa de US$ 1,02 bilhão por favorecer os próprios serviços nas buscas (self‑preferencing). Embora o valor seja pesado em manchete, é relativamente modesto frente ao caixa da Alphabet; o que realmente importa é o precedente regulatório, que reforça o cerco europeu ao modelo de negócio das big techs. Para o investidor brasileiro com exposição a Alphabet (direta, BDR ou ETFs), o risco regulatório é estrutural e contínuo. Vale acompanhar eventual recurso e possíveis exigências adicionais de Bruxelas.

Agro brasileiro na mira do capital japonês — Zen-Noh compra 30% do Grupo Cereal

Agro / M&A

A japonesa Zen-Noh acertou a aquisição de 30% do Grupo Cereal, empresa de Goiás. A movimenta reforça a tendência de o agro brasileiro atrair capital estrangeiro, especialmente asiático interessado em segurança alimentar e acesso a grãos. M&A no setor é termômetro de valor de longo prazo e costuma valorizar ativos correlatos (fertilizantes, tradings, logística). O que acompanhar: valores do negócio e se essa aquisição sinaliza uma leva maior de entrantes estrangeiros.

Nestlé aposta no consumo latino — e Brasil aparece na dianteira

Consumo / Empresas

No balanço do 1º semestre, a Nestlé apontou Brasil e México como os principais mercados por trás do crescimento nas Américas. Na América Latina, o crescimento orgânico foi de 5,8% no 2º trimestre, com RIG (Crescimento Interno Real) de 4,2%. A CFO Anna Manz destacou que a desaceleração dos reajustes de preço contribuiu para o resultado, indicando que o avanço vem mais de volume e mix do que de repasse de preço — sinal de demanda mais saudável. Para o investidor, é um recado positivo sobre a resiliência do consumo doméstico brasileiro.

Terras raras: a corrida silenciosa que decide o futuro da tecnologia

Geopolítica / Commodities

O Japão recuperou elementos de terras raras em teste de perfuração a 6.000 metros perto de Minamitorishima, no Pacífico, extraindo cerca de 50 toneladas de lama. O objetivo é reduzir a dependência da China nas cadeias de suprimento de minerais críticos para semicondutores, veículos elétricos e defesa. Para o Brasil, o tema acende um radar: o país tem grandes reservas pouco exploradas, e uma corrida global pode transformar o subsolo nacional em ativo estratégico. O que acompanhar: viabilidade comercial da mineração em águas ultraprofundas e potenciais desdobramentos para projetos brasileiros.

Snapshot do dia

US$ 100 o barril Foi a marca que definiu o humor de ontem (24/07): petróleo cruzando os três dígitos, bolsas no vermelho e juros globais sob pressão, reabrindo a conversa sobre inflação e adiando o roteiro de cortes de juro que o mercado já dava como certo.

Giro pelo mercado

Brasil

Exterior

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