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Resposta direta: Kevin Warsh, o novo chair do Fed, decidiu que Jackson Hole não era palco para papo mole: discurso duro, inflação "ainda muito alta" e recado de que o mercado não deveria mais olhar só para o Fed em busca do próximo trade. O dólar disparou, o Ibovespa que ia rumo à oitava alta seguida perdeu o gás,…
Kevin Warsh, o novo chair do Fed, decidiu que Jackson Hole não era palco para papo mole: discurso duro, inflação "ainda muito alta" e recado de que o mercado não deveria mais olhar só para o Fed em busca do próximo trade. O dólar disparou, o Ibovespa que ia rumo à oitava alta seguida perdeu o gás, e o petróleo afundou mais de 4% na semana com o Irã dizendo ter "controle total" do Estreito de Ormuz. No corporativo brasileiro, dois extremos: a Petrobras carregando sozinha mais da metade do lucro das dez maiores empresas da B3, e a Casas Bahia admitindo, sem rodeios, uma corrida de credores.
A boa de hoje
- Jackson Hole vira arena: Warsh crava discurso duro, dólar sobe a R$ 5,20 e Ibovespa perde o gás depois de flertar com a 8ª alta seguida.
- Petrobras carrega a B3 nas costas: Estatal responde por mais da metade do lucro das dez empresas mais lucrativas da bolsa no 2T26.
- Casas Bahia admite a corrida dos credores: R$ 17,3 bi em dívidas e Justiça já antecipa efeitos da recuperação judicial.
- Irã diz ter 'controle total' de Ormuz: Petróleo cai mais de 4% na semana com a guerra completando 6 meses.
- Urna também mexe com pregão: Horário eleitoral estreia, Quaest mede Lula x Flávio a um mês do 1º turno.
Resultados do mercado
- Ibovespa: Perdeu força e passou a oscilar após o discurso de Kevin Warsh em Jackson Hole, interrompendo a aproximação de uma possível oitava alta consecutiva.
- Dólar (USD/BRL): O dólar subiu a R$ 5,20 logo após a fala de Kevin Warsh.
- S&P 500: Fechou em baixa após o chair do Fed reafirmar o combate à inflação e adotar tom mais duro.
- Nasdaq: Fechou em baixa junto com o S&P 500; ações de chips recuaram após a alta do dia anterior puxada pela Nvidia.
- Petróleo (-4%): Petróleo fechou em queda e perdeu mais de 4% na semana com o Irã afirmando ter 'controle total' do Estreito de Ormuz e o impasse diplomático em curso.
Jackson Hole azedou o clima: Warsh crava discurso duro e tira a festa da bolsa
Mercado
Kevin Warsh fez seu primeiro discurso como chair do Federal Reserve em Jackson Hole e não veio para agradar. Disse que a inflação "ainda está muito alta" e pediu um Fed "mais quieto". O dólar subiu a R$ 5,20. O Ibovespa perdeu força e passou a oscilar. Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq fecharam em baixa. A curva de DI no Brasil fechou majoritariamente em alta.
Petrobras carrega a B3 nas costas: mais da metade do lucro das dez maiores veio dela no 2T26
Empresas
A Petrobras respondeu por mais da metade do lucro das dez empresas mais lucrativas da B3 no 2T26. Os bancos preservaram força estrutural, mas perderam participação relativa. O Bradesco BBI elevou a recomendação para a Petrobras após a queda recente nos papéis.
Casas Bahia admite a corrida dos credores — R$ 17,3 bi em dívidas
Empresas
A Casas Bahia admitiu publicamente uma "corrida de credores" e a Justiça antecipou efeitos da recuperação judicial pedida pela companhia. O volume de dívidas chega a R$ 17,3 bilhões. A situação reflete indicadores recordes de inadimplência no setor privado.
Irã diz ter "controle total" de Ormuz: petróleo cai mais de 4% na semana, guerra completa 6 meses
Geopolítica
A Marinha do Irã afirmou ter "controle total" sobre o Estreito de Ormuz. Os EUA impuseram novas sanções relacionadas ao Irã. O petróleo fechou em queda e perdeu mais de 4% na semana. O cenário afeta tanto a tese da Petrobras quanto a inflação de combustíveis no Brasil, dependendo da dinâmica do câmbio.
Urna também mexe com o pregão: horário eleitoral estreia, Quaest mede Lula x Flávio a um mês do 1º turno
Política
O horário eleitoral gratuito estreou com concentração de tempo entre Lula e Flávio Bolsonaro. A pesquisa Quaest testará a força dos candidatos a um mês do primeiro turno. O noticiário de mercado atribuiu parte do fôlego recente do Ibovespa à disputa presidencial mais acirrada.
Suzano (SUZB3): aumento de preço para celulose
Giro Brasil
Anunciou aumento de US$ 20 por tonelada para celulose de eucalipto vendida à Ásia, válido a partir de setembro. O Bradesco BBI viu "surpresa positiva" e reiterou recomendação de compra.
Fluxo estrangeiro na B3
Giro Brasil
Investidores estrangeiros aportaram R$ 1,3 bilhão na B3 em 26 de agosto, acumulando 4 sessões consecutivas de entradas no segmento secundário. Ainda assim, o déficit mensal é de R$ 18,7 bilhões, com saldo anual positivo de R$ 17,7 bilhões.
Vale
Giro Brasil
O CEO mostrou-se otimista com o decreto sobre cavidades que pode destravar investimentos ao acelerar o licenciamento ambiental, mas admitiu escassez de engenheiros enquanto a companhia foca novos projetos.
Minerva (BEEF3)
Giro Brasil
O Bradesco BBI mantém recomendação neutra mesmo enxergando potencial de valorização de 70,43% até o preço-alvo de R$ 6,80, devido ao balanço pressionado e à demora na conversão de resultados.
Tesouro Nacional
Giro Brasil
Elevou as reservas a recorde de R$ 1,37 trilhão, de olho em 2027, o que deve reduzir o risco de refinanciamento da dívida no próximo ano.
Nvidia
Giro Exterior
Disparou e impulsionou as techs em Nova York. Circulam rumores de que a empresa estaria perto de comprar a Hugging Face por US$ 12,9 bilhões.
Japão
Giro Exterior
Gastou US$ 96 bilhões em menos de um mês para defender o iene, batendo recorde de intervenção, após a moeda atingir o menor nível em 40 anos, com apoio dos EUA.
Marvell Technology
Giro Exterior
As ações caíram com investidores questionando a parceria recente da empresa com o Google, em meio a expectativas que ficaram aquém do esperado.
Microsoft
Giro Exterior
As ações emendaram sua maior sequência de ganhos do ano, à medida que os temores sobre o software de IA da empresa perderam força.
Snapshot do dia
Mais da metade Mais da metade do lucro das dez maiores empresas da B3 veio de uma só companhia. A Petrobras concentrou, sozinha, mais da metade do lucro das dez empresas mais lucrativas da bolsa brasileira no 2T26.
Giro pelo mercado
Brasil
- SUZB3: Anunciou aumento de US$ 20 por tonelada para celulose de eucalipto vendida à Ásia, válido a partir de setembro; BBI reiterou recomendação de compra.
- B3: Investidores estrangeiros aportaram R$ 1,3 bilhão na B3 em 26 de agosto, com 4 sessões consecutivas de entradas, mas o déficit mensal ainda é de R$ 18,7 bilhões.
- VALE: CEO está otimista com decreto sobre cavidades para destravar investimentos, mas admite escassez de engenheiros para novos projetos.
- BEEF3: Bradesco BBI mantém recomendação neutra, apesar de potencial de valorização de 70,43% até o preço-alvo de R$ 6,80.
- Tesouro: Tesouro Nacional elevou reservas a recorde de R$ 1,37 trilhão, visando reduzir o risco de refinanciamento em 2027.
Exterior
- NVDA: Nvidia disparou em NY e há especulação de compra da Hugging Face por US$ 12,9 bilhões.
- JPY: Japão gastou US$ 96 bilhões em menos de um mês para defender o iene, recorde de intervenção para conter desvalorização.
- MRVL: Marvell Technology caiu após investidores questionarem parceria recente com o Google.
- MSFT: Microsoft emendou sua maior sequência de ganhos do ano à medida que temores sobre IA diminuíram.
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