Mercado

Equity News — Seg · 13 Jul 2026

Voltar para Publicações

Resposta direta: Domingo (12/07) não teve pregão, mas teve guerra. Enquanto a bolsa dormia, EUA e Irã trocaram mísseis, o Estreito de Ormuz virou campo de disputa retórica e o Brent disparou. A semana que abre nesta segunda (13/07) já nasce com prêmio de risco embutido no petróleo e com o investidor brasileiro tend…

Domingo (12/07) não teve pregão, mas teve guerra. Enquanto a bolsa dormia, EUA e Irã trocaram mísseis, o Estreito de Ormuz virou campo de disputa retórica e o Brent disparou. A semana que abre nesta segunda (13/07) já nasce com prêmio de risco embutido no petróleo e com o investidor brasileiro tendo que decidir se o choque de energia é ruído de fim de semana ou o começo de algo maior.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Choque de Petróleo: EUA e Irã transformam Ormuz num barril de pólvora

Geopolítica / Energia

O mundo acordou o domingo (12/07) no meio de uma escalada militar. Forças dos EUA e do Irã trocaram intensos ataques com mísseis e drones, com Teerã mirando instalações americanas em países do Golfo, e o Centcom informando ter iniciado a terceira ofensiva americana da semana contra alvos iranianos. O estopim: um ataque de drone iraniano contra um navio na região. O centro da disputa é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da hidrovia 'por tempo indeterminado', enquanto Washington rebate: tanto o Centcom quanto o próprio Trump afirmaram que o estreito segue aberto à navegação internacional. O resultado apareceu no preço: os contratos futuros do Brent para setembro abriram em alta de 3,53%, a US$ 78,69. Para o investidor brasileiro, petróleo em alta significa Petrobras (PETR3/PETR4) no radar positivo no curtíssimo prazo, mas também pressão sobre inflação de combustíveis, câmbio e balança de risco do Banco Central.

Duplicata Escritural: o instrumento de R$ 11 trilhões que ninguém está usando (ainda)

Crédito / Regulação

A duplicata escritural tem potencial de 'destravar' R$ 11 trilhões em crédito para as empresas ao transformar a duplicata em papel em um registro eletrônico padronizado, mais seguro e mais fácil de negociar. O problema é a adoção: o tema ainda engatinha entre as empresas, disputando atenção com as pautas da reforma tributária. Se pegar tração, os beneficiários naturais são plataformas de crédito, fintechs de recebíveis e bancos médios com atuação em antecipação de recebíveis. Por enquanto, é promessa grande com tração pequena.

Prévia do Ibovespa: a dança das cadeiras que pode mexer na sua carteira

Mercado / Índices

Com a proximidade da primeira prévia da nova carteira teórica do Ibovespa, o Bank of America mapeou candidatos a ingressar no índice: a construtora Tenda (TEND3) e as ações ordinárias do Itaú (ITUB3). A entrada em índice gera fluxo comprador estrutural de fundos passivos e ETFs, o que pode impulsionar preço por fatores técnicos independentes dos fundamentos. O que acompanhar: confirmação da prévia oficial e o comportamento dos papéis no período que antecede a mudança de carteira.

Pix vira arma geopolítica: a Economist enxerga ameaça ao duopólio dos pagamentos

Pagamentos / Geopolítica financeira

A revista The Economist destacou o Pix como peça no debate sobre riscos à supremacia financeira dos EUA, apontando que sistemas nacionais de pagamento instantâneo — com o Pix como caso de destaque — surgem como alternativa ao domínio de Visa, Mastercard e do dólar nas transações. O avanço do Pix pressiona adquirentes e bandeiras ao esvaziar receitas de tarifas, mas valida a competência brasileira em tecnologia financeira, favorecendo fintechs nacionais com ambição internacional.

Temporada de Balanços nos EUA: cinco bancos no mesmo dia e o Citigroup como termômetro

Balanços / EUA

A semana que começa em 13/07 marca a abertura da temporada de resultados dos grandes bancos americanos, com cinco gigantes reportando no mesmo dia. O Citigroup é apontado como o nome mais importante a observar, devendo mostrar a maior melhora em uma métrica-chave de performance, ainda que longe de atingir seus alvos de reestruturação. Balanços bancários funcionam como termômetro macro: qualidade de crédito, provisões para inadimplência, trading e guidance ditarão o apetite por risco global e podem respingar em bolsas emergentes.

Snapshot do dia

Brent +3,53%, a US$ 78,69 O salto do petróleo num domingo sem pregão indica que a semana começa com prêmio de risco geopolítico embutido. Enquanto EUA e Irã divergem sobre a abertura do Estreito de Ormuz, o mercado precifica incerteza, e câmbio, inflação e Petrobras entram na conta do investidor brasileiro.

Giro pelo mercado

Brasil

Exterior

EQ
Equipe Equit
Equit Capital · Safra Invest

Quer aplicar isso ao seu caso?

Faça nosso diagnóstico em 4 minutos ou converse com um consultor Equit. Análise inicial sem compromisso.

Fazer diagnóstico Falar com consultor
Voltar para Publicações