Receba a Equity News no seu e-mail
Inteligência de mercado, todo dia útil de manhã. De graça.
✓ Pronto! Você vai receber a próxima edição.
Algo deu errado. Tente de novo em instantes.
Resposta direta: Domingo (12/07) não teve pregão, mas teve guerra. Enquanto a bolsa dormia, EUA e Irã trocaram mísseis, o Estreito de Ormuz virou campo de disputa retórica e o Brent disparou. A semana que abre nesta segunda (13/07) já nasce com prêmio de risco embutido no petróleo e com o investidor brasileiro tend…
Domingo (12/07) não teve pregão, mas teve guerra. Enquanto a bolsa dormia, EUA e Irã trocaram mísseis, o Estreito de Ormuz virou campo de disputa retórica e o Brent disparou. A semana que abre nesta segunda (13/07) já nasce com prêmio de risco embutido no petróleo e com o investidor brasileiro tendo que decidir se o choque de energia é ruído de fim de semana ou o começo de algo maior.
A boa de hoje
- Ormuz em chamas: EUA e Irã trocam ataques e o Brent salta 3,53%.
- Duplicata escritural: Instrumento que promete destravar R$ 11 trilhões em crédito, mas que ainda engatinha entre as empresas.
- Prévia do Ibovespa: BofA aposta em Tenda (TEND3) e Itaú ON (ITUB3) entrando na carteira teórica.
- Pix na mira global: A Economist vê o Pix brasileiro como ameaça ao duopólio Visa/Mastercard no debate sobre fragmentação financeira global.
- Temporada de balanços nos EUA: Cinco grandes bancos reportam na mesma dia; Citigroup é o nome a observar como termômetro.
Resultados do mercado
- Brent (contrato set/2026) (+3,53%): Contratos futuros do Brent para setembro abriram em alta, cotados a US$ 78,69, refletindo o prêmio de risco geopolítico após troca de ataques entre EUA e Irã no entorno do Estreito de Ormuz.
- Ibovespa: Não houve pregão em 12/07; cotações de fechamento não consolidadas.
- Dólar: Não houve fechamento consolidado em 12/07; cotações retornam com o pregão de 13/07.
- S&P 500: Sem fechamento consolidado reportado para o dia 12/07.
Choque de Petróleo: EUA e Irã transformam Ormuz num barril de pólvora
Geopolítica / Energia
O mundo acordou o domingo (12/07) no meio de uma escalada militar. Forças dos EUA e do Irã trocaram intensos ataques com mísseis e drones, com Teerã mirando instalações americanas em países do Golfo, e o Centcom informando ter iniciado a terceira ofensiva americana da semana contra alvos iranianos. O estopim: um ataque de drone iraniano contra um navio na região. O centro da disputa é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo do mundo. A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento da hidrovia 'por tempo indeterminado', enquanto Washington rebate: tanto o Centcom quanto o próprio Trump afirmaram que o estreito segue aberto à navegação internacional. O resultado apareceu no preço: os contratos futuros do Brent para setembro abriram em alta de 3,53%, a US$ 78,69. Para o investidor brasileiro, petróleo em alta significa Petrobras (PETR3/PETR4) no radar positivo no curtíssimo prazo, mas também pressão sobre inflação de combustíveis, câmbio e balança de risco do Banco Central.
Duplicata Escritural: o instrumento de R$ 11 trilhões que ninguém está usando (ainda)
Crédito / Regulação
A duplicata escritural tem potencial de 'destravar' R$ 11 trilhões em crédito para as empresas ao transformar a duplicata em papel em um registro eletrônico padronizado, mais seguro e mais fácil de negociar. O problema é a adoção: o tema ainda engatinha entre as empresas, disputando atenção com as pautas da reforma tributária. Se pegar tração, os beneficiários naturais são plataformas de crédito, fintechs de recebíveis e bancos médios com atuação em antecipação de recebíveis. Por enquanto, é promessa grande com tração pequena.
Prévia do Ibovespa: a dança das cadeiras que pode mexer na sua carteira
Mercado / Índices
Com a proximidade da primeira prévia da nova carteira teórica do Ibovespa, o Bank of America mapeou candidatos a ingressar no índice: a construtora Tenda (TEND3) e as ações ordinárias do Itaú (ITUB3). A entrada em índice gera fluxo comprador estrutural de fundos passivos e ETFs, o que pode impulsionar preço por fatores técnicos independentes dos fundamentos. O que acompanhar: confirmação da prévia oficial e o comportamento dos papéis no período que antecede a mudança de carteira.
Pix vira arma geopolítica: a Economist enxerga ameaça ao duopólio dos pagamentos
Pagamentos / Geopolítica financeira
A revista The Economist destacou o Pix como peça no debate sobre riscos à supremacia financeira dos EUA, apontando que sistemas nacionais de pagamento instantâneo — com o Pix como caso de destaque — surgem como alternativa ao domínio de Visa, Mastercard e do dólar nas transações. O avanço do Pix pressiona adquirentes e bandeiras ao esvaziar receitas de tarifas, mas valida a competência brasileira em tecnologia financeira, favorecendo fintechs nacionais com ambição internacional.
Temporada de Balanços nos EUA: cinco bancos no mesmo dia e o Citigroup como termômetro
Balanços / EUA
A semana que começa em 13/07 marca a abertura da temporada de resultados dos grandes bancos americanos, com cinco gigantes reportando no mesmo dia. O Citigroup é apontado como o nome mais importante a observar, devendo mostrar a maior melhora em uma métrica-chave de performance, ainda que longe de atingir seus alvos de reestruturação. Balanços bancários funcionam como termômetro macro: qualidade de crédito, provisões para inadimplência, trading e guidance ditarão o apetite por risco global e podem respingar em bolsas emergentes.
Snapshot do dia
Brent +3,53%, a US$ 78,69 O salto do petróleo num domingo sem pregão indica que a semana começa com prêmio de risco geopolítico embutido. Enquanto EUA e Irã divergem sobre a abertura do Estreito de Ormuz, o mercado precifica incerteza, e câmbio, inflação e Petrobras entram na conta do investidor brasileiro.
Giro pelo mercado
Brasil
- LREN3: Lojas Renner paga proventos (dividendos/JCP) entre 13 e 17 de julho; acionistas devem observar datas-com.
- VIVT3: Telefônica Brasil paga proventos (dividendos/JCP) entre 13 e 17 de julho; atenção às datas-com para garantir recebimento.
- BCB: Banco Central publica na segunda (13/07), às 8h30, o Boletim Focus; ao longo da semana divulga IBC-Br (prévia do PIB) e recursos destinados ao FGO.
- STF: STF avançou sobre Eduardo Cunha, apontando uso de deputado para direcionar emendas e aprovando bloqueio de R$ 6 milhões.
- : No campo eleitoral, Damares deixou a equipe do plano de governo de Flávio Bolsonaro após atritos internos.
Exterior
- AAPL / MU: Apple e Micron travam queda de braço sobre quem absorve o custo da alta dos preços de memória, sinalizando pressão contínua nas margens da cadeia de tecnologia.
- JPY / GPIF: A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, sinalizou maior investimento doméstico de fundos de pensão públicos como o GPIF, interrompendo a deterioração do iene e dos títulos japoneses.
- UKR: Zelensky anunciou a substituição da primeira-ministra Yulia Svyrydenko; a Alemanha financia 50 mil drones de ataque para Kiev, uma das maiores compras já feitas por um governo ocidental.
- C: Citigroup é apontado como o banco a observar na temporada de balanços dos EUA, com expectativa de melhora em métrica-chave de performance.
Quer aplicar isso ao seu caso?
Faça nosso diagnóstico em 4 minutos ou converse com um consultor Equit. Análise inicial sem compromisso.