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Equity News — Seg · 24 Ago 2026

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Resposta direta: Domingo (23/08) foi daqueles dias em que a B3 ficou de portas fechadas, mas o mercado não tirou folga: o bitcoin voou para perto de US$ 80 mil, o petróleo já reage a sanções dos EUA contra o Irã que devem ser anunciadas hoje (24/08), e Wall Street passa a semana toda de olho no relatório da Nvidia,…

Domingo (23/08) foi daqueles dias em que a B3 ficou de portas fechadas, mas o mercado não tirou folga: o bitcoin voou para perto de US$ 80 mil, o petróleo já reage a sanções dos EUA contra o Irã que devem ser anunciadas hoje (24/08), e Wall Street passa a semana toda de olho no relatório da Nvidia, que sai na quarta (26/08). Enquanto isso, o noticiário nacional de ontem (23/08) foi tomado pelo primeiro debate presidencial da corrida de outubro — esvaziado, sem Lula e sem Flávio Bolsonaro, mas ainda assim um termômetro de volatilidade que todo investidor de renda variável brasileira devia estar acompanhando.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Bitcoin mira os US$ 80 mil: a euforia cripto que ninguém viu no fim de semana

cripto

Enquanto a atenção do país estava grudada na TV assistindo ao debate da Band ontem à noite (23/08), o bitcoin fazia a festa sozinho. Segundo o Money Times, por volta das 10h20 (horário de Brasília) de ontem (23/08) o BTC operava a US$ 77.458,43, alta de 0,39% em 24 horas — mas o dado que importa é o acumulado da semana: avanço de mais de 22%, o maior ganho semanal em anos, segundo o InfoMoney. O rali "ressuscitou a euforia" no mercado cripto, eliminou apostas pessimistas que se acumulavam desde a correção do meio do ano e voltou a puxar recursos para os ETFs de bitcoin. Para quem segura BTC ou ETF cripto na carteira, o ponto de atenção não é só o preço — é a sustentabilidade. O próprio InfoMoney levanta a dúvida que separa rali de bolha: a demanda sustentada (leia-se, fluxo contínuo para ETFs, não só cobertura de posições vendidas) é a chave para saber se o "rumo aos US$ 80 mil" vira novo patamar ou vira pavio curto. Vale acompanhar o fluxo diário de ETFs de bitcoin nos EUA nesta semana — é o proxy mais confiável de demanda institucional real.

Nvidia é o teste da semana para toda a bolsa americana

mercados / tech

A Nvidia reporta resultados na quarta-feira (26/08), e segundo o MarketWatch, ela é hoje "o coração pulsante" tanto do boom de inteligência artificial quanto do mercado acionário como um todo — "um universo muito amplo de empresas" está atrelado aos temas que a fabricante de chips representa. A Goldman Sachs já aponta uma "reviravolta" para os resultados — sem detalhar números, o mercado se posiciona para volatilidade em torno do release. O pano de fundo não ajuda a acalmar os ânimos: a Amazon reportou fluxo de caixa livre negativo em US$ 7,6 bilhões, mesmo com o fluxo de caixa operacional subindo 33% — a diferença é o capex de IA. A Nvidia também anunciou parceria com a Cloverleaf para avançar em desenvolvimento de data centers, reforçando a tese de que o gargalo da IA migrou do chip para a energia e infraestrutura física. Para o investidor brasileiro exposto a BDRs de tech ou fundos internacionais, a régua da semana é clara: Nvidia na quarta (26/08) dita o tom, e o mercado já entra tenso, com futuros do Dow Jones citando tanto Nvidia quanto as tarifas ao Canadá como fatores de atenção.

Petróleo recua com sanções dos EUA contra o Irã no radar

energia / geopolitica

Segundo o Valor Econômico, os contratos futuros de petróleo bruto recuaram já no início das negociações na Ásia nesta madrugada, antecipando a coletiva do secretário do Tesouro americano sobre as sanções planejadas dos EUA contra o Irã — anúncio previsto para hoje, segunda-feira (24/08). O chanceler iraniano classificou as novas sanções como "sinal de desespero" dos EUA. O pano de fundo doméstico iraniano é duro: famílias em Teerã enfrentam dificuldade para comprar o básico, com desemprego em alta e moeda perdendo metade do poder de compra em um ano. Para o investidor brasileiro, petróleo em queda no início de semana é notícia mista para a Petrobras — pressiona a receita do lado do preço do barril, mas alivia a pressão inflacionária doméstica via combustíveis.

Debate presidencial esvaziado: o que ficou para o mercado

politica / brasil

O primeiro debate presidencial da corrida de outubro aconteceu ontem à noite (23/08), promovido pela Band, mas sem Lula e sem Flávio Bolsonaro. Romeu Zema desistiu de última hora citando a ausência de Lula. Augusto Cury ameaçou sair, chamou o encontro de "teatro", recuou e participou. Renan Santos protagonizou o momento mais viral ao levar fraldas geriátricas com os nomes de Lula e Flávio para a coletiva. A análise do Valor foi direta: "é até difícil caracterizar como debate" o encontro, o mais esvaziado desde a redemocratização. Do lado institucional, o ministro Flávio Dino seguiu na ofensiva contra o uso de emendas parlamentares, anulando emendas com interferência de ex-congressistas e ameaçando Podemos e Solidariedade com multa de R$ 100 mil. Pesquisa Datafolha mostrou que 50% dos brasileiros veem chance de interferência estrangeira nas eleições. O InfoMoney alertou que proteger o patrimônio nas eleições via volatilidade implícita das opções exige atenção ao preço dessas opções ao montar hedge.

Giro pelo Mercado Brasil

giro / brasil

Farmácias: o BTG reafirmou visão construtiva depois que o Sindusfarma divulgou dados de julho — vendas consolidadas subiram 9,3% na comparação anual e ficaram estáveis frente a junho, puxadas por genéricos e GLP-1. BNDES: aprovou R$ 42,8 milhões para a cooperativa Coasul ampliar armazenagem de grãos no Paraná via PCA, beneficiando 16,7 mil cooperados. Petrobras: ao lado da Pemex, aposta em perfuração de alto risco no Golfo do México, fora do pré-sal. Construção civil / data centers: a Ribeiro Caram, sob novo CEO, está migrando foco de galpões logísticos para data centers em busca de maior rentabilidade.

Giro pelo Mercado Exterior

giro / exterior

Tesla: montadora e fabricantes chinesas fizeram recall de mais de 4 milhões de carros por falha nas maçanetas das portas — o maior recall do ano. Amazon: fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 7,6 bilhões, mesmo com fluxo de caixa operacional subindo 33%, evidenciando o peso do capex em IA. Trump: segue operando ações em ritmo acelerado, comprando Berkshire Hathaway e vendendo Meta. Tarifas ao Canadá: grande parte das importações canadenses agora está sujeita a tarifa de 50% por parte dos EUA, em escalada descrita como "guerra comercial".

Snapshot do dia

+22% Bitcoin sobe mais de 22% na semana e mira os US$ 80 mil. Enquanto o país estava de olho no debate presidencial esvaziado de ontem (23/08), o BTC fez o próprio show à parte: maior ganho semanal em anos, ETFs voltando a captar e apostas pessimistas zeradas. A pergunta que fica para esta semana é se a demanda vai se sustentar — ou se é só o entusiasmo de sempre antes da realidade bater.

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