Mercado

Equity News — Seg · 29 Jun 2026

Voltar para Publicações

Resposta direta: Domingo (28/06) sem pregão é aquele dia em que o mercado fica de bobeira e a geopolítica assume o microfone. E ela aproveitou: trégua negociada entre EUA e Irã, drones ucranianos incendiando refinarias russas e helicóptero da Saudi Aramco caindo perto de Ormuz. No fim do dia, a conta de tudo isso c…

Domingo (28/06) sem pregão é aquele dia em que o mercado fica de bobeira e a geopolítica assume o microfone. E ela aproveitou: trégua negociada entre EUA e Irã, drones ucranianos incendiando refinarias russas e helicóptero da Saudi Aramco caindo perto de Ormuz. No fim do dia, a conta de tudo isso chega via um lugar só: o preço do barril. Quem investe no Brasil que se prepare, porque petróleo caro mexe com inflação, câmbio e Petrobras antes de mexer com qualquer outra coisa.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Oriente Médio: a trégua que ninguém garante e o petróleo que já subiu

Geopolítica / Oriente Médio

O domingo (28/06) começou tenso e terminou com um respiro. Segundo a Axios, EUA e Irã teriam acertado encerrar as hostilidades, com reunião marcada em Doha para tratar do Estreito de Ormuz. A reação imediata foi de alívio: preços do petróleo em alta e futuros acionários americanos avançando. No mesmo dia, um helicóptero da Saudi Aramco caiu em Ras Tanura, matando 14 pessoas, apenas dois dias após a Arábia Saudita retomar embarques no terminal. Além disso, drones ucranianos atingiram duas refinarias russas (Slavyansk em Krasnodar e outra em Yaroslavl), com incêndio e mortes. Para o investidor brasileiro, petróleo caro pressiona Petrobras no curto prazo, mas também eleva risco inflacionário via combustíveis, afetando Selic e curva de juros.

"Sell America" desmentida: o dinheiro continua indo para os EUA

Macro Global

A tese do 'vende América' levou mais uma rasteira: reportagem da MarketWatch aponta que investidores estrangeiros seguem despejando capital em ativos americanos e que o dólar continua sendo a moeda de reserva global incontestável. Isso reduz fluxo para emergentes e pressiona o real. Em renda fixa nos EUA, CDs e poupanças de alto rendimento chegavam a 4,10% de APY no fim de semana, mostrando que o investidor americano não precisa correr risco para ganhar decentemente. A continuidade desse fluxo definirá se o dólar mantém força e quanto o BC brasileiro precisa segurar de juros.

Superciclo de IA: Micron, Anthropic e a fome de memória (e energia)

Tecnologia / IA

O fim de semana reforçou que o dinheiro grande está na infraestrutura de IA. A Micron está prestes a se tornar a empresa americana mais lucrativa atrás apenas de Nvidia e Google, segundo a MarketWatch, com big techs pagando preços astronômicos por memória para IA. A Sandisk lidera o S&P 500 em 2026 puxada pela mesma demanda. A Anthropic, dona do Claude, é apontada como candidata a empresa de software mais valiosa da história pela trajetória de valuation. Um estudo sobre os melhores investimentos dos últimos 100 anos mostra que quase todos os maiores retornos vieram de empresas de tecnologia (Apple, Nvidia, Microsoft). O consumo de energia deve dobrar até 2050 (+129%) puxado por data centers, beneficiando empresas de energia como NextEra e Vistra e tornando geração/transmissão teses estruturais no Brasil.

Brasil corporativo: justiça trava a V.tal e Domino's vira franquia

Brasil / Empresas

Um desembargador do Rio suspendeu a homologação da proposta de R$ 4,5 bilhões do BTG Pactual pela fatia da Oi na V.tal, alegando que o valor seria 'menos de 40% do previsto' e poderia prejudicar empresas em recuperação judicial e credores. Gestoras como UMB, SC Lowy e Pimco também recorreram. A Domino's Brasil obteve aval do conselho para migrar 100% para modelo de franquias; hoje são 220 unidades, 22 próprias, que devem passar a franqueados — decisão motivada pelo custo de capital elevado no Brasil. Na saúde, a Amil está em conversas com Advent e Bain para uma participação relevante no negócio.

Macro Brasil: turismo recorde de um lado, consumidor endividado do outro

Macro Brasil

Estrangeiros gastaram R$ 25 bilhões no Brasil de janeiro a maio de 2026, alta de 11% sobre os R$ 22,6 bilhões de 2025. Maio foi recorde com R$ 4,08 bilhões (+19% anual). Chineses cresceram 75% em maio (efeito da isenção de visto desde 11 de maio). Por outro lado, o varejo fechou o primeiro semestre com faturamento alto mas volume em queda real, e o consumidor brasileiro tem 29,3% da renda comprometida com dívidas. A greve de motoristas de ônibus no Rio está prevista para segunda-feira (29/06), com multa de R$ 50 mil por frota abaixo do mínimo. O setor petroquímico enfrenta nova compressão de margens.

Snapshot do dia

R$ 25 bilhões o tanto que turistas estrangeiros gastaram no Brasil em apenas cinco meses, 11% acima de 2025. Num domingo dominado por guerra e petróleo, o dado mais concreto para a economia brasileira foi a entrada de divisas via turismo, com o chinês liderando (+75% em maio) após a isenção de visto.

Giro pelo mercado

Brasil

Exterior

EQ
Equipe Equit
Equit Capital · Safra Invest

Quer aplicar isso ao seu caso?

Faça nosso diagnóstico em 4 minutos ou converse com um consultor Equit. Análise inicial sem compromisso.

Fazer diagnóstico Falar com consultor
Voltar para Publicações