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Resposta direta: O dinheiro grande já decidiu onde vai morar nos próximos dez anos: silício. Enquanto o mundo olhava para o Irã, Micron (US$ 250 bi) e Meta (chip próprio + 14 GW) anunciaram no mesmo dia (09/07) planos de capex que redesenham a cadeia de IA, e o Brasil apareceu na conversa com projeção de US$ 1 tri…
O dinheiro grande já decidiu onde vai morar nos próximos dez anos: silício. Enquanto o mundo olhava para o Irã, Micron (US$ 250 bi) e Meta (chip próprio + 14 GW) anunciaram no mesmo dia (09/07) planos de capex que redesenham a cadeia de IA, e o Brasil apareceu na conversa com projeção de US$ 1 tri em data centers. A guerra assusta o pregão de um dia; a corrida por infraestrutura de IA move capital por uma década.
A boa de hoje
- Capex de IA em modo bazuca: Micron promete US$ 250 bi nos EUA até 2035.
- Meta verticaliza: Chip de IA próprio começa a ser fabricado em setembro.
- Brasil no mapa dos data centers: AZ Quest projeta US$ 1 tri em 5 anos.
- Irã ainda no comando do humor: Enterro de Khamenei e juros longos pressionados.
- Petróleo travado na exportação: Camex mantém imposto de 12% por mais 60 dias.
Resultados do mercado
- Ibovespa: Subiu em pregão de menor liquidez por feriado em São Paulo
Corrida do silício: Micron aposta US$ 250 bilhões na década da IA
Capex / Semicondutores
A Micron Technology anunciou nesta quinta (09/07) que pretende investir mais de US$ 250 bilhões nos Estados Unidos até 2035. É um dos maiores compromissos de capex já colocados na mesa por uma fabricante de chips. A lógica é que a era da IA consome memória de forma insaciável, especialmente HBM, e há incentivo do governo americano para produção local (reshoring). O anúncio reforça a tese de ciclo de capex de vários anos em semicondutores e tende a manter juros longos mais altos nos EUA.
Meta verticaliza: chip próprio de IA sai do papel em setembro
Big Tech / IA
Memorando interno mostra que a Meta planeja iniciar a fabricação de seu próprio chip de IA a partir de setembro, dentro de um plano para elevar a capacidade computacional total a 14 gigawatts no próximo ano. O objetivo é depender menos de terceiros para treinar e rodar modelos, reduzir custos operacionais e ganhar controle sobre a fila de produção. O número de 14 GW evidencia a escala industrial e a fome por energia e infraestrutura.
Data centers: o "US$ 1 trilhão" que o Brasil pode capturar
Infraestrutura / Data Centers
A AZ Quest projeta que data centers podem trazer US$ 1 trilhão ao Brasil em 5 anos, com potencial de capturar cerca de 20% dos investimentos globais. O país tem matriz elétrica limpa e relativamente barata, clima e território para resfriamento e conectividade. O impacto pode respingar em energia, transmissão, construção pesada, FIIs de infraestrutura e crédito privado. Há ceticismo: trata-se de projeção de gestora, não contrato assinado.
Irã ainda dita o humor: enterro de Khamenei e juro longo pressionado
Geopolítica / Macro Global
O Irã sepultou o aiatolá Ali Khamenei em meio à escalada de tensões com os EUA. O mercado ensaiou alívio, com bolsas europeias em alta e apoio de techs, mas sem baixar a guarda. Nos EUA, as taxas de hipoteca subiram porque a tensão espantou investidores de bônus, elevando o juro longo. Para o Brasil, os canais de transmissão são o petróleo (impacto em Petrobras e inflação) e a curva global de juros (pressão sobre câmbio e juros locais).
Petróleo: Camex mantém imposto de exportação em 12%
Commodities / Fiscal
A Câmara de Comércio Exterior decidiu manter em 12% a alíquota do imposto de exportação sobre o petróleo bruto por mais 60 dias, com reavaliação prevista. A medida ajuda o caixa do governo, mas é vista pelo setor como pedágio que reduz competitividade das exportações e pressiona a margem de petroleiras.
Giro pelo Mercado (Brasil)
Giro Brasil
Ibovespa subiu em pregão de menor liquidez por feriado em São Paulo, com apoio de Wall Street e recuo do petróleo, mas recuperação ainda frágil. MP das dívidas do agro pode ter impacto fiscal adicional de até R$ 3 bi por ano, segundo Dario Durigan. Banco Central publicou a IN nº 757 sobre contas em moeda estrangeira (vigência em 1º de outubro) e norma para evitar manipulação no registro de crédito rural no Sicor.
Giro pelo Mercado (Exterior)
Giro Exterior
Anthropic nomeou o ex-presidente do Fed Ben Bernanke para seu Long-Term Benefit Trust. Google recorreu de decisão de tribunal indiano sobre uso de marca registrada em anúncios. Bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta, recuperando perdas da véspera com apoio do setor de tecnologia.
Snapshot do dia
US$ 250 bi + US$ 1 tri Num pregão dominado pelo medo do Irã, o capital de longo prazo mandou outro recado: a infraestrutura de IA é a aposta da década. Guerra move o índice hoje; silício e data centers movem o portfólio por dez anos.
Giro pelo mercado
Brasil
- IBOV: Subiu em pregão de menor liquidez por feriado em São Paulo, com apoio de Wall Street e recuo do petróleo, mas recuperação ainda descrita como frágil.
- MP AGRO: Secretário-executivo Dario Durigan afirmou que a medida terá impacto fiscal adicional de até R$ 3 bi por ano, com inclusão de produtores não atingidos por tragédia climática.
- BCB: Publicou a IN nº 757 definindo procedimentos mensais para contas de depósito em moeda estrangeira (em vigor em 1º de outubro) e norma contra manipulação no registro de crédito rural no Sicor.
Exterior
- Anthropic: Nomeou o ex-presidente do Fed Ben Bernanke para o seu Long-Term Benefit Trust, órgão de supervisão da empresa de IA.
- Google: Recorreu de decisão de tribunal indiano que o responsabilizou por permitir uso de marca registrada de terceiros como palavra-chave em anúncios.
- EURO STOXX: Bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta, recuperando perdas da véspera com apoio do setor de tecnologia.
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