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Resposta direta: O mercado descobriu que o custo da IA vai além de GPUs e agora inclui memória, criando o 'imposto da memória'. O balanço forte da Micron trouxe alívio e ameaça simultâneos para a cadeia de IA. Enquanto isso, o Brasil aparece precificado abaixo da Argentina, indicando possível oportunidade.
O mercado descobriu que o custo da IA vai além de GPUs e agora inclui memória, criando o 'imposto da memória'. O balanço forte da Micron trouxe alívio e ameaça simultâneos para a cadeia de IA. Enquanto isso, o Brasil aparece precificado abaixo da Argentina, indicando possível oportunidade.
A boa de hoje
- Imposto da memória: O balanço da Micron redefine como o mercado precifica o custo real da IA, colocando a memória como novo gargalo estrutural.
- Braskem despenca: BRKM5 cai 10,5% depois que credores rejeitam a proposta de reestruturação, reacendendo risco de crédito da petroquímica.
- Brasil na promoção: Franklin Templeton aponta bolsa brasileira mais barata que a argentina, sinalizando oportunidade em múltiplos comprimidos.
- PIB e Panda Bonds: BC eleva projeção de crescimento para 2% e país ensaia primeira emissão de títulos na China (Panda Bonds).
- Petróleo no chão: Brent recua cerca de 3% e atinge o menor nível de preços desde o início da guerra no Irã.
Resultados do mercado
- Dólar (USD/BRL): estável / real em leve apreciação
- Ibovespa: em alta (em linha com emergentes)
- Petróleo Brent (-3%): recua e atinge menor nível desde o início da guerra no Irã
- Selic: mantida em 10,5%
- Apple (-5%): caiu 5% e apagou US$ 275 bilhões em valor de mercado
- Bitcoin: tocou mínima de 21 meses, acumulando perda de mais da metade do valor desde o pico
- Microsoft: viveu uma das piores rotinas de junho de sua história, com investidores reticentes ao ciclo de gastos pesados em IA
- Ações japonesas: seguem em alta, batendo máximas históricas em ritmo não visto desde 1989
Imposto da memória: a IA acaba de ganhar uma nova etiqueta de preço
Capa
O balanço da Micron foi tão forte que mudou a conversa: o gargalo agora é memória, não só processamento. A repercussão foi imediata: futuros de Nova York caíram com liquidação de tech pelo temor de que custos de infraestrutura de IA virem um peso estrutural. Microsoft viveu rotina histórica de queda em junho. O que acompanhar: guidance das fabricantes de chips e o discurso das big techs sobre capex de IA.
Braskem em queda livre: credores dizem não e a ação desaba
Brasil / Empresas
BRKM5 desabou 10,5% após credores rejeitarem a proposta de reestruturação da companhia. A rejeição significa negociação de volta à estaca zero ou terreno mais litigioso, elevando percepção de risco, probabilidade de processo mais longo, diluição ou venda de ativos. O que acompanhar: próximos passos da negociação, eventual nova proposta e comportamento dos bonds.
Brasil na promoção: mais barato que a Argentina
Brasil / Macro
Franklin Templeton classificou o cenário como 'terra arrasada' e destacou que a bolsa brasileira negocia mais barata que a argentina. O BC elevou projeção de PIB para 2% e o Brasil deu o primeiro passo para emissão de Panda Bonds na China. A Selic permanece em 10,5%. O que acompanhar: fluxo estrangeiro para a B3, evolução da emissão de Panda Bonds e próxima decisão de juros.
Petróleo no menor nível desde a guerra no Irã
Commodities
Brent recuou cerca de 3% e devolveu o prêmio de risco geopolítico. Notícias de cessar-fogo entre EUA e Irã em negociações indiretas ajudam a explicar a queda. Efeito duplo para o Brasil: alívio para inflação e combustíveis, mas pressão sobre receita da Petrobras e estados dependentes de royalties. O que acompanhar: concretização do cessar-fogo, política de preços da Petrobras e repasse aos combustíveis.
Wall Street em modo risk-off: Apple, Bitcoin e o cansaço da tech
Exterior / Wall Street
Apple caiu 5% e perdeu US$ 275 bilhões após aumentar preços de MacBook e iPad. Bitcoin tocou mínima de 21 meses com vencimentos ampliando venda. Microsoft teve rotina histórica de queda em junho. Na contramão, ações japonesas bateram máximas históricas. O cenário indica rotação de capital de tech americana cara para bolsas com desconto. O que acompanhar: continuidade do fluxo para Japão e emergentes e comportamento do dólar, ainda firme perto da máxima de um ano.
Snapshot do dia
US$ 275 bilhões Evaporaram da Apple em um único pregão, enquanto o Bitcoin tocou a mínima de 21 meses. Os dois maiores símbolos do apetite por risco da última década apanharam juntos, sinalizando reprecificação de quem paga a conta do crescimento.
Giro pelo mercado
Brasil
- MULT3: Multiplan paga JCP de R$ 0,25 por ação nesta sexta (26/06). Verificar data-base para saber quem tem direito.
- ASAI: Assaí libera cerca de R$ 140 milhões em JCP nesta sexta (26/06). Conferir data-base para elegibilidade.
- FIIs: Levantamento aponta fundos imobiliários que pagaram dividendos de quase 9% no semestre, reforçando apelo de renda passiva isenta com Selic alta.
- : Inteligência artificial começa a impactar resultados das redes de franquias, com mudança no papel das franqueadoras e migração de marcas para o interior.
Exterior
- MU: Micron: balanço considerado divisor de águas para o setor de chips, colocando a memória no centro da equação de custos da IA.
- MSFT: Microsoft: uma das piores rotinas de junho da história da ação, com investidores reticentes diante do ciclo de gastos pesados em IA.
- AAPL: Apple: queda de 5% após anunciar aumentos de preço em MacBook e iPad, com MacBook Pro mais barato passando a custar US$ 2.000.
- BTC: Bitcoin: tocou mínima de 21 meses com vencimentos de apostas ameaçando ampliar a venda.
- KALSHI: Kalshi: plataforma de mercados de previsão busca aporte para alcançar avaliação de US$ 40 bilhões.
- BAYN: Bayer: vitória jurídica em caso ligado ao Roundup, alívio pontual no longo passivo de litígios.
- : Ações japonesas: seguem em alta, batendo máximas históricas em ritmo não visto desde 1989.
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