Mercado

Equity News — Sex · 26 Jun 2026

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Resposta direta: O mercado descobriu que o custo da IA vai além de GPUs e agora inclui memória, criando o 'imposto da memória'. O balanço forte da Micron trouxe alívio e ameaça simultâneos para a cadeia de IA. Enquanto isso, o Brasil aparece precificado abaixo da Argentina, indicando possível oportunidade.

O mercado descobriu que o custo da IA vai além de GPUs e agora inclui memória, criando o 'imposto da memória'. O balanço forte da Micron trouxe alívio e ameaça simultâneos para a cadeia de IA. Enquanto isso, o Brasil aparece precificado abaixo da Argentina, indicando possível oportunidade.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Imposto da memória: a IA acaba de ganhar uma nova etiqueta de preço

Capa

O balanço da Micron foi tão forte que mudou a conversa: o gargalo agora é memória, não só processamento. A repercussão foi imediata: futuros de Nova York caíram com liquidação de tech pelo temor de que custos de infraestrutura de IA virem um peso estrutural. Microsoft viveu rotina histórica de queda em junho. O que acompanhar: guidance das fabricantes de chips e o discurso das big techs sobre capex de IA.

Braskem em queda livre: credores dizem não e a ação desaba

Brasil / Empresas

BRKM5 desabou 10,5% após credores rejeitarem a proposta de reestruturação da companhia. A rejeição significa negociação de volta à estaca zero ou terreno mais litigioso, elevando percepção de risco, probabilidade de processo mais longo, diluição ou venda de ativos. O que acompanhar: próximos passos da negociação, eventual nova proposta e comportamento dos bonds.

Brasil na promoção: mais barato que a Argentina

Brasil / Macro

Franklin Templeton classificou o cenário como 'terra arrasada' e destacou que a bolsa brasileira negocia mais barata que a argentina. O BC elevou projeção de PIB para 2% e o Brasil deu o primeiro passo para emissão de Panda Bonds na China. A Selic permanece em 10,5%. O que acompanhar: fluxo estrangeiro para a B3, evolução da emissão de Panda Bonds e próxima decisão de juros.

Petróleo no menor nível desde a guerra no Irã

Commodities

Brent recuou cerca de 3% e devolveu o prêmio de risco geopolítico. Notícias de cessar-fogo entre EUA e Irã em negociações indiretas ajudam a explicar a queda. Efeito duplo para o Brasil: alívio para inflação e combustíveis, mas pressão sobre receita da Petrobras e estados dependentes de royalties. O que acompanhar: concretização do cessar-fogo, política de preços da Petrobras e repasse aos combustíveis.

Wall Street em modo risk-off: Apple, Bitcoin e o cansaço da tech

Exterior / Wall Street

Apple caiu 5% e perdeu US$ 275 bilhões após aumentar preços de MacBook e iPad. Bitcoin tocou mínima de 21 meses com vencimentos ampliando venda. Microsoft teve rotina histórica de queda em junho. Na contramão, ações japonesas bateram máximas históricas. O cenário indica rotação de capital de tech americana cara para bolsas com desconto. O que acompanhar: continuidade do fluxo para Japão e emergentes e comportamento do dólar, ainda firme perto da máxima de um ano.

Snapshot do dia

US$ 275 bilhões Evaporaram da Apple em um único pregão, enquanto o Bitcoin tocou a mínima de 21 meses. Os dois maiores símbolos do apetite por risco da última década apanharam juntos, sinalizando reprecificação de quem paga a conta do crescimento.

Giro pelo mercado

Brasil

Exterior

EQ
Equipe Equit
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