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Resposta direta: O mercado acordou ontem (05/10) e precificou de uma vez só o favoritismo de Flávio Bolsonaro no 2º turno: Ibovespa +7,70%, curva de juros fechando e dólar abaixo de R$ 5. Só que o próprio JPMorgan avisa que o avanço adicional dos ativos dependerá de sinalizações fiscais e da equipe econômica. Ou se…
O mercado acordou ontem (05/10) e precificou de uma vez só o favoritismo de Flávio Bolsonaro no 2º turno: Ibovespa +7,70%, curva de juros fechando e dólar abaixo de R$ 5. Só que o próprio JPMorgan avisa que o avanço adicional dos ativos dependerá de sinalizações fiscais e da equipe econômica. Ou seja: o rali de ontem (05/10) é aposta em narrativa, e hoje (06/10) começa a fase em que o mercado cobra a conta com números.
A boa de hoje
- Rali pós-urnas: Ibovespa dispara 7,70%, fecha em 206.911,89 pontos e bate maior nível desde 14 de abril.
- Flávio x Lula: A direita avança em todo o país e o 2º turno começa com Flávio na frente por 2,3 milhões de votos.
- Juros em queda livre: Prefixados recuam entre 110 e 128 pontos-base; mercado passa a precificar corte de 0,50 ponto na Selic em dezembro.
- Sobe e desce das ações: Magalu, Cyrela, Localiza e Vamos saltam mais de 20%, enquanto Suzano, Embraer e WEG ficam para trás.
- Lá fora: Cerebras volta a subir 8% e Nvidia renova máxima em meses, com a OpenAI no centro das atenções.
Resultados do mercado
- Ibovespa (+7,70%): Índice fechou em 206.911,89 pontos, maior nível desde 14 de abril, e acima dos 200 mil pontos pela primeira vez, com ganho de R$ 372,14 bilhões em valor de mercado.
- Dólar (USD/BRL) (-4%): Dólar desabou mais de 4% na sessão, indo a R$ 4,98, segundo registro da sessão (sem fechamento confirmado nesta edição).
- S&P 500: Índice americano mencionado de forma genérica; não há cotação ou variação numérica informada no texto.
- Nasdaq: Ações de tecnologia em destaque (Nvidia, Cerebras), mas sem variação percentual do índice reportada no texto.
- Dow Jones: Índice americano não teve variação numérica citada no texto.
RALI ELEITORAL: Ibovespa bate 206 mil pontos e dólar vai abaixo de R$ 5
Mercado Brasil
O primeiro pregão após o 1º turno foi o 'Flávio Day'. Ibovespa avançou 7,70% a 206.911,89 pontos. Empresas somaram R$ 372,14 bilhões em valor de mercado. Dólar desabou mais de 4% a R$ 4,98 na sessão. Bancos e ações sensíveis a juros lideraram; exportadoras ficaram para trás. JPMorgan vê potencial de alta de até 11% no curto prazo e colocou o Brasil em overweight, mas alerta que avanço depende de sinalização fiscal e equipe econômica.
FLÁVIO x LULA: a direita avança em todo lugar e o 2º turno está montado
Política
Flávio Bolsonaro passou ao 2º turno na liderança, com vantagem de 2,3 milhões de votos sobre Lula. A direita venceu 10 dos 19 governos definidos no 1º turno. Tarcísio reeleito em SP com 62,65%. Abstenção foi de 21,08% (33,4 milhões de eleitores). Senado deve ter maioria de direita em 2027 com 28 senadores do PL; Centrão perde 19 cadeiras na Câmara. Mercado lê governabilidade mais favorável, mas o ajuste fiscal segue como ponto central.
JUROS: curva fecha, Selic entra no radar e o Focus não ajuda
Macro Brasil
Prefixados recuaram entre 110 e 128 pontos-base; IPCA+ entre 65 e 76 pontos-base. NTN-Bs passaram a operar abaixo de 7% em diversos vencimentos. Mercado passou a precificar corte de 0,50 ponto na Selic em dezembro (probabilidade subiu de 18% para 45%) e 0,25 ponto em 5 de novembro. Boletim Focus elevou IPCA 2026 de 4,99% para 5,01% e reduziu projeções de PIB.
BANCOS E PAPÉIS: capital, preço-alvo e o 'trade eleitoral' que já foi
Empresas Brasileiras
Itaú BBA elevou preço-alvo da XP de US$ 22 para US$ 27, mas ação saltou 30% a US$ 28,15, queimando o potencial. Bradesco homologou aumento de capital de R$ 10 bilhões (capital social para R$ 103,77 bilhões). Volatilidade implícita recuou forte no mercado de opções. Privatizações perderam força no debate; 54% dos brasileiros apoiam venda de estatais (PoderData).
CENÁRIO EXTERNO: a conversa lá fora é sobre IA, caixa e estratégia
Macro Global
Cerebras subiu 8% após declaração de Sam Altman; Nvidia renovou máxima em meses. Micron gera mais caixa que Apple e Nvidia e deve iniciar recompras. Morgan Stanley alerta que a ação média americana está sendo esmagada. SpaceX impulsionou Elon Musk de volta à lista de trilionários. No cripto, bitcoin abriu a semana perto de US$ 86 mil (US$ 86.415,76, +1,5% em 24h), enquanto no Brasil a cotação caiu 3,28% a R$ 433.100,71.
Giro pelo Mercado Brasil
Giro Brasil
Açúcar bruto na ICE subiu 4%, ultrapassando 20 centavos/libra e atingindo maior cotação em 19 meses. Consórcios somaram R$ 389,59 bilhões em créditos (jan-ago), alta de 24,2%. 80% dos fabricantes de sorvete preveem crescimento acima de 10%. FII BRCO11 destaca forte demanda por galpões logísticos. Maisfy, plataforma de produtos digitais, é destaque com fundador do Canaltech. Globo detalha uso de IA no WhatsApp.
Giro pelo Mercado Exterior
Giro Exterior
Starbucks processada nos EUA por alegação de bebidas 'sem açúcar'. Gargalo na rede elétrica limita Tesla Semi. Noruega planeja proibir temporariamente óculos inteligentes em locais públicos. Relatório aponta agentes de IA na China buscando dados para driblar proteções do mapa local. Reflection AI lançou modelo 'Beam'. Audible lançou história interativa com IA, levantando dúvidas de direitos autorais. Índice de Preços de Alimentos da FAO subiu 1,5% em setembro a 136 pontos (+5,8% em um ano).
Snapshot do dia
R$ 372,14 bilhões Foi quanto as empresas do Ibovespa ganharam em valor de mercado ontem (05/10), no pregão em que o índice subiu 7,7% e fechou acima dos 200 mil pontos pela primeira vez (InfoMoney). O valor total do índice somou R$ 5,205 trilhões.
Giro pelo mercado
Brasil
- ACUCAR: Contratos futuros na ICE subiram 4%, ultrapassaram 20 centavos/libra e marcaram maior cotação em 19 meses, com preocupação sobre chuvas do El Niño.
- CONSORCIOS: Sistema somou R$ 389,59 bilhões em créditos (jan-ago), alta de 24,2% sobre 2025; 3,82 milhões de cotas vendidas (+15,1%) e 13,55 milhões de participantes ativos.
- SORVETE: 80% dos fabricantes preveem crescimento de vendas acima de 10%, com 43% projetando altas superiores a 20%, impulsionados por clima atípico (El Niño).
- BRCO11: FII destaca forte demanda por galpões logísticos 'last mile', com vacância em níveis historicamente baixos.
- MAISFY: Plataforma brasileira de venda de produtos digitais comandada pelo fundador do Canaltech, Domingos Hypolito Neto.
- GLOBO: Diretor da emissora explica como dados integrados e IA sustentam uso de agentes no WhatsApp para vendas e fidelização.
Exterior
- SBUX: Starbucks foi processada nos EUA por consumidores alegando que bebidas proteicas foram anunciadas como 'sem açúcar' quando continham lactose.
- TSLA: Gargalo na rede elétrica é apontado como limitante para o Tesla Semi.
- META: Noruega planeja proibir temporariamente óculos inteligentes com câmera em alguns locais públicos; restrições semelhantes já existem no Reino Unido e EUA.
- CERE: Cerebras subiu 8% após Sam Altman chamar a fabricante de chips de 'parceira próxima'.
- NVDA: Nvidia renovou recorde de máxima em meses; analistas destacam valuation e papel central no ecossistema de IA.
- BTC: Bitcoin abriu a semana perto de US$ 86 mil (US$ 86.415,76, +1,5% em 24h) globalmente, mas caiu 3,28% no Brasil para R$ 433.100,71; entradas em ETFs perdem força.
- FAO: Índice de Preços de Alimentos subiu 1,5% em setembro a 136 pontos (+2 sobre agosto) e +5,8% em um ano, por interrupções logísticas e clima.
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