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Resposta direta: Ontem (24/08) o Ibovespa fechou em alta pelo 4º pregão seguido, destoando das bolsas americanas e da maioria dos emergentes — só que embaixo do capô, o crédito corporativo brasileiro está rangendo. Braskem protocolou recuperação extrajudicial com aval de Petrobras e IG4 pra reestruturar quase US$ 1…
Ontem (24/08) o Ibovespa fechou em alta pelo 4º pregão seguido, destoando das bolsas americanas e da maioria dos emergentes — só que embaixo do capô, o crédito corporativo brasileiro está rangendo. Braskem protocolou recuperação extrajudicial com aval de Petrobras e IG4 pra reestruturar quase US$ 11 bilhões em dívida, e a crise da Casas Bahia virou munição de campanha eleitoral. O fio que conecta os dois: Selic nas alturas segurando o índice de preços, mas também apertando o pescoço de quem tomou dívida cara demais. Bolsa sobe, balanço de empresas específicas sofre — é bom lembrar que índice não é a mesma coisa que economia real.
A boa de hoje
- Braskem pede recuperação extrajudicial: Com aval de Petrobras e IG4 para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas; ação já foi expulsa dos índices da B3.
- Yduqs e Afya avançam nas conversas de fusão: Ação da Yduqs disparou entre 9% e 12% após confirmação de negociações preliminares; Itaú BBA vê racional estratégico.
- Focus mantém IPCA 2026, eleva 2027: Mediana para IPCA 2026 ficou em 5,02%; projeção para 2027 foi elevada. Tesouro IPCA+ voltou aos 8% ao ano.
- Casas Bahia vira arma de campanha: Oposição usa a recuperação judicial da varejista (dívidas de R$ 17 bilhões) para atacar política de juros do governo.
- Semana decisiva para Nvidia: Ação cai há sete pregões seguidos; balanço sai na quarta (26/08) e Jackson Hole na sexta com estreia de Kevin Warsh.
Resultados do mercado
- Ibovespa: Fechou em alta pelo 4º pregão seguido, indo aos 172 mil pontos, puxado por Vale e bancos; na sexta anterior (21/08) havia avançado 1,85% a 171.031,73 pontos.
- Dólar: Cotações indisponíveis nesta edição — serviço de preços não pôde ser consultado.
- S&P 500: Bolsas americanas fecharam sem sinal único; cotações indisponíveis nesta edição.
- Nasdaq: Bolsas americanas fecharam sem sinal único; cotações indisponíveis nesta edição.
- Dow Jones: Bolsas americanas fecharam sem sinal único; cotações indisponíveis nesta edição.
- Braskem (ações) (-6,5%): Ação caiu 6,5% no pregão após protocolo de recuperação extrajudicial; empresa foi expulsa dos principais índices da B3.
- Nvidia (-2%): Caiu mais 2% ontem, marcando o sétimo pregão seguido de queda às vésperas do balanço trimestral.
Braskem pede recuperação extrajudicial: a petroquímica tenta se reinventar
Braskem
A Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial com aval de Petrobras e IG4 para reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras. A ação caiu 6,5% e a empresa foi removida dos principais índices da B3. A companhia tem R$ 3,21 bilhões em debêntures e CRAs, sendo R$ 914,1 milhões em dois CRAs cuja maior parte (95,5% e 91,8% das séries) está nas mãos de pessoas físicas, totalizando quase 10 mil subscritores. Paralelamente, negocia com a Petrobras ampliar limite de crédito comercial de R$ 2,35 bilhões.
Ibovespa sobe pelo 4º pregão seguido, mas caminha sozinho
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta pelo 4º pregão consecutivo, atingindo 172 mil pontos, puxado por Vale e bancos, enquanto petroleiras caíram. As bolsas americanas fecharam sem direção única e a maior parte dos emergentes não acompanhou o rali. Na sexta anterior (21/08) o índice avançara 1,85% a 171.031,73 pontos, com alta acumulada semanal de 2,45%. Estrangeiros retiraram R$ 1,1 bilhão em 20/08; saldo no mês é -R$ 23,2 bilhões, mas no ano ainda positivo em R$ 13,2 bilhões.
Focus mantém IPCA de 2026, mas já mira 2027 com desconfiança
Macro Brasil
O Boletim Focus manteve a mediana das projeções para o IPCA de 2026 em 5,02% (sexta semana sem alteração), mas elevou a estimativa para 2027 e reduziu a projeção de crescimento do PIB de 2026. O Tesouro IPCA+ voltou a render 8% ao ano após a divulgação. Com a Selic em 14%, o cenário de crédito se deteriorou, aumentando inadimplência e provisões bancárias. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, alertou que inclusão financeira precisa evoluir para 'cidadania financeira'.
Casas Bahia sai do balanço e entra na campanha eleitoral
Política / Empresas
A crise da Casas Bahia, que pediu recuperação judicial em 16/08 com dívidas de R$ 17 bilhões, virou munição política. Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas atribuem a situação aos juros altos do governo. A oposição acionou o TSE contra o ministro da Fazenda por suposto uso da máquina pública. Pesquisas mostram Lula à frente no 1º turno, com disputa mais acirrada no 2º. A recuperação judicial segue seu curso independente da narrativa eleitoral.
Nvidia: semana decisiva antes do balanço de quarta
Tecnologia / Mercados
A Nvidia caiu mais 2% ontem, completando sete pregões consecutivos de queda antes do balanço que sai na quarta (26/08). A empresa negocia investir na startup Perplexity em rodada que pode avaliá-la em mais de US$ 30 bilhões. A divisão de IA da SpaceX adotará chips Vera da Nvidia para aplicações autônomas e planeja satélites com IA em órbita no próximo ano. O SoftBank captará US$ 6,3 bilhões em títulos para financiar investimentos em IA. A semana tem dois eventos-chave: balanço da Nvidia e Jackson Hole com Kevin Warsh.
Snapshot do dia
R$ 914,1 milhões É o tamanho dos dois CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) da Braskem hoje em recuperação extrajudicial — e mais de 90% desse volume, em ambas as séries, está nas mãos de pessoas físicas, quase 10 mil investidores no total. Reestruturação de dívida corporativa de gigante não é assunto só de banco: tem gente comum no meio.
Giro pelo mercado
Brasil
- YDUQ3: Ação da Yduqs disparou entre 9% e 12% após confirmar negociações preliminares sobre possível fusão com a Afya; Itaú BBA vê racional estratégico.
- ONCO3: Ação disparou mais de 40%, com o mercado precificando expectativa de decisão favorável à OPA pelo colegiado da CVM.
- FINVEIC: Financiamento de veículos teve melhor julho desde 2008, com 675 mil unidades financiadas — alta de 8,9% frente a junho e 5,5% sobre julho de 2025.
- BRB: Acionistas do Banco de Brasília aprovaram autorização para processar ex-administradores suspeitos de operações irregulares ligadas ao Master e à Reag.
- VVEO3: Enquadrada pela B3 por preço baixo (ação abaixo de R$ 1 desde junho), a Viveo sinalizou possibilidade de grupamento de ações até fevereiro de 2027 para recolocar o papel acima de R$ 1.
Exterior
- USDCAD: Negociações comerciais entre EUA e Canadá fracassaram; Trump ameaçou elevar tarifas sobre veículos e aço canadenses a 50% a partir de 2027.
- US Supreme Court: A Suprema Corte dos EUA deu vitória a Trump em disputa sobre voto por correspondência, autorizando avanço de decreto que endurece regras para votação pelo correio.
- IRAN: EUA sinalizaram que podem impor sanções econômicas contra parceiros comerciais do Irã, descritas como 'a maior ofensiva financeira de todos os tempos', contribuindo para bolsas de NY sem direção única.
- UKR: Zelensky afirmou que a Ucrânia quer paz, mas descarta se render à Rússia 'a qualquer preço'. O Kremlin criticou o Reino Unido por compartilhar informações confidenciais sobre componentes de mísseis Scalp.
- NVDA: Além das quedas em série, Nvidia negocia investimento na startup Perplexity em rodada que pode avaliá-la em mais de US$ 30 bilhões; divisão de IA da SpaceX adotará chips Vera da Nvidia.
- SOFTB: SoftBank vai captar US$ 6,3 bilhões em títulos para financiar investimentos em inteligência artificial, incluindo compromissos com a OpenAI.
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