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Equity News — Ter · 30 Jun 2026

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Resposta direta: O dia (29/06) foi de risco-ON global com a trégua entre Irã e EUA, mas o investidor brasileiro segue refém de um roteiro velho: curva de juros inclinada, ruído fiscal e a sombra do "voo de galinha". Lá fora, a Suprema Corte americana decidiu o que mais importa pro seu bolso: o Fed continua independ…

O dia (29/06) foi de risco-ON global com a trégua entre Irã e EUA, mas o investidor brasileiro segue refém de um roteiro velho: curva de juros inclinada, ruído fiscal e a sombra do "voo de galinha". Lá fora, a Suprema Corte americana decidiu o que mais importa pro seu bolso: o Fed continua independente, mas o resto dos reguladores agora dança conforme a Casa Branca.

A boa de hoje

Resultados do mercado

Suprema Corte dos EUA: o Fed escapa, os reguladores não

Editorial

A Corte preserva a independência do banco central, mas derruba uma blindagem de 90 anos do resto das agências. O recado mais importante de ontem (29/06) pro investidor veio do Judiciário americano, não do mercado. A Suprema Corte decidiu que Trump não pode demitir Lisa Cook, diretora do Federal Reserve. Na prática, a independência do Fed saiu reforçada. No mesmo pacote, a Corte ampliou os poderes de Trump para demitir membros de conselhos independentes, derrubando um precedente de 90 anos. Traduzindo: o Fed continua blindado, mas o restante do aparato regulatório americano passa a operar mais perto do humor da Casa Branca. O que acompanhar: qualquer sinal de que a blindagem do Fed seja testada de novo.

Trégua Irã x EUA reacende o apetite por risco (mas o petróleo não recuou)

Geopolítica / Commodities

Bolsas globais em alta e tech se recuperando em Nova York, com o barril teimando em subir. Irã e EUA suspenderam as hostilidades e mediadores passaram a trabalhar canais para reduzir tensões. O resultado imediato foi risco-ON: bolsas globais em alta e tech em recuperação em NY. A curiosidade fica por conta do petróleo, que subiu mesmo com a redução das tensões. O mercado de energia segue precificando prêmio de risco geopolítico, ainda mais com Putin reconhecendo escassez de combustíveis na Rússia. Para o Brasil, barril firme tem dois gumes: ajuda nas contas da Petrobras e na arrecadação, mas é alívio fiscal de prazo curto, não estrutural.

"Voo de galinha" volta ao vocabulário do Brasil

Brasil / Macro

Franklin Templeton acende o alerta enquanto a curva de juros inclinada continua pressionando os ativos locais. A gestora Franklin Templeton alertou que o Brasil está flertando de novo com o "voo de galinha". O PIB em alta vira dilema para o Banco Central, que precisa segurar a inflação sem matar a atividade. O principal fator de pressão é a inclinação da curva de juros, que tende a castigar os ativos locais. No micro das famílias, dívida e inflação pesam mais que o emprego e travam a melhora no bem-estar. O consumidor voltou às lojas, mas segura o gasto. Enquanto a curva não desinclinar, renda fixa segue mandando no jogo. A poupança continua sangrando.

Crédito no centro da agenda: Desenrola 2.0 e FGTS como garantia

Brasil / Política Econômica

Governo injeta R$ 4 bilhões para reanimar o consumo e jura que não mexe na inflação. O Desenrola 2.0 chega com aporte de R$ 4 bilhões, mirando também trabalhadores informais. A Fazenda negou qualquer efeito inflacionário, argumentando que a nova linha para adimplentes não compromete a política monetária. Em paralelo, ganhou tração a possibilidade de usar o FGTS como garantia em crédito consignado. A intenção é dar fôlego ao consumo, mas o risco é injetar crédito com a inflação ainda no radar do BC. Soma-se a isso a sinalização de um eventual 4º mandato de Lula com agenda de gasto (educação em tempo integral, tarifa zero e aumento de imposto).

Boom de IA turbina os chips, mas o crédito privado dá sinais de cansaço

Global / Tecnologia

Semicondutores disparam no 1º semestre enquanto os bonds da SpaceX apanham no mercado. As ações de fabricantes de semicondutores dispararam no primeiro semestre de 2026, sustentadas pela demanda firme por chips de IA. A Mitsubishi Heavy vai dobrar a capacidade de produção de turbinas a gás até 2030, lendo a demanda por infraestrutura energética (data centers). Mas nem tudo é euforia: os bonds da SpaceX sofreram venda em massa, sinal de que o investidor está mais seletivo com risco de dívida. No Brasil, gigantes globais de tecnologia deram tração à negociação de BDRs na B3.

Giro pelo Mercado — Brasil

Giro Brasil

Resumo dos principais movimentos no mercado brasileiro em 29/06: Oi / V.tal / BTG: Justiça barrou a venda da fatia da Oi na V.tal para o BTG. Amil: Advent e Bain entraram na disputa para comprar uma fatia da Amil. Agro: Agricultores estão segurando o pagamento de dívidas à espera de renegociação. Air France-KLM: Vê o Brasil forte e vai reforçar a oferta de voos. Duplicata digital: O novo instrumento estreia no início de julho.

Giro pelo Mercado — Exterior

Giro Exterior

Resumo dos principais movimentos internacionais em 29/06: BT e Verizon fecharam acordo para criar uma joint venture global avaliada em US$ 625 milhões. China incluiu 20 empresas e institutos japoneses na lista de controle de exportações. Governo da primeira-ministra do Japão tem 68% de aprovação. Shinsegae: presidente da operadora de lojas de luxo entrou para o clube dos bilionários.

Snapshot do dia

90 anos A Suprema Corte dos EUA preservou a independência do Fed (Lisa Cook fica), mas abriu a porta para que o presidente demita reguladores de conselhos independentes. É o tipo de mudança institucional que redefine o prêmio de risco dos ativos americanos pelos próximos anos.

Giro pelo mercado

Brasil

Exterior

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