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Petróleo e geopolítica: Brent a US$ 111 e o Brasil como beneficiário

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Resposta direta: Ataques dos houthis à Arábia Saudita sacodem o barril, e a balança comercial brasileira agradece

O Brent bateu US$ 111 ontem (20/10) e virou para queda, em meio a ataques dos houthis, alinhados ao Irã, que afirmaram ter atingido alvos energéticos, aeroportuários e militares da Arábia Saudita na segunda-feira (19/10). O Reino Unido ampliou o apoio militar à Arábia Saudita, enviando uma aeronave de transporte militar e conselheiros.

Para o Brasil, a guerra no Irã tem um efeito colateral lucrativo: o superávit da balança de petróleo e derivados chegou a US$ 31,22 bilhões de janeiro a setembro, alta de 40% sobre 2025 e recorde da série, valor equivalente à metade do superávit comercial total e ligeiramente superior ao saldo dos demais produtos (US$ 31,18 bi). O petróleo bruto virou, desde setembro, o principal item exportado do país, desbancando a soja que liderava até agosto.

Esse pano de fundo ajuda a explicar a Petrobras: segundo o InfoMoney, a ação saltou 100% no ano e bateu máximas históricas na última sexta (16/10), com valor de mercado de R$ 820 bilhões, e analistas discutem se ela vai além dos R$ 900 bi. Ontem (20/10), a alta do petróleo no exterior foi um dos suportes do Ibovespa. A contrapartida é a volatilidade: a commodity que sobe nas manchetes de guerra também vira rápido, como mostrou o recuo do Brent no mesmo dia.

Esta análise faz parte do resumo do mercado de 20/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.

EQ
Equit Capital
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