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Resposta direta: O mundo acordou nesta quarta (22/07) com a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros oficialmente em vigor, e a reação foi o oposto do pânico. O Ibovespa fechou em alta de 2,44%, puxado por Vale, Petrobras e WEG, enquanto o dólar recuou para R$ 5,05. A leitura dos analistas é direta: o efeit…
O mundo acordou nesta quarta (22/07) com a tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros oficialmente em vigor, e a reação foi o oposto do pânico. O Ibovespa fechou em alta de 2,44%, puxado por Vale, Petrobras e WEG, enquanto o dólar recuou para R$ 5,05. A leitura dos analistas é direta: o efeito imediato do tarifaço já estava, em grande parte, no preço desde que Trump anunciou a medida. O que sobra de risco não é o susto de manchete, é a segunda ordem: retaliação comercial, pressão cambial e revisão das perspectivas de investimento. O governo já se mexeu e estuda abrir uma nova disputa contra os EUA na OMC, um processo que começa com consulta formal ao país-alvo e costuma se arrastar por anos. Lula reforçou que o Brasil não sairá da mesa de negociação. Para o investidor brasileiro, a lição é a de sempre: evento macro amplamente antecipado raramente é o que move a carteira no dia. O que acompanhar daqui pra frente é o tom das negociações e se algum setor exportador específico (agro, siderurgia, calçados) começa a sentir o baque nas margens do segundo semestre.
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