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Fiscal e juros: a conta de 2027 não fecha sem ajuste

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Resposta direta: Quando o Banco Central vira a única âncora

A IFI projeta déficit primário de 0,5% do PIB em 2026 e de 1% do PIB em 2027, caso os compromissos de campanha de Lula sejam cumpridos. O Relatório de Acompanhamento Fiscal de outubro diz que seria preciso um ajuste de cerca de 3 pontos percentuais do PIB para estabilizar a relação dívida/PIB.

O Itaú reagiu cortando a projeção de PIB de 2027 de 1,2% para 0,5% e elevando o IPCA de 2027 de 4,6% para 6,1%. Traduzindo: crescimento de banho-maria com inflação de panela de pressão, o cenário que o CEO da Ouro Preto (InfoMoney) descreve como risco de estagflação em 2027, com "todas as nuvens" mostrando tempestade.

No mercado de juros, as taxas dos DIs voltaram a subir (InfoMoney) e o Tesouro IPCA+ curto devolveu 9 pontos-base do avanço de quinta (29/10). Para completar, o desemprego em 5,2% (menor nível da série desde 2012, com 103,6 milhões de ocupados) sustenta o consumo, mas pressiona a inflação de serviços e a Selic. Na semana que vem o Copom decide se interrompe ou não o ciclo de cortes, e o Valor avisa: sem rumo fiscal claro, o BC é a única âncora.

Efeito no bolso: o crédito está no limite. O endividamento das famílias passou de 50% da renda (50,1% em agosto), o comprometimento de renda foi a 29% e a inadimplência de pessoa física em recursos livres chegou a 8,1% em setembro, todos recordes, segundo o BC (via Valor). O varejo percebe: o Icec da CNC caiu 2,7% em outubro, para 96,7 pontos, quarta queda seguida e menor nível desde maio de 2021.

Esta análise faz parte do resumo do mercado de 30/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.

EQ
Equit Capital
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