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Resposta direta: Rali pós-1º turno deixou o juro curto para trás
O Valor resume bem: o rali dos mercados domésticos desde o primeiro turno deixou para trás os juros de curto prazo, que continuam a precificar uma Selic relativamente elevada à frente. A leitura é que um processo mais agressivo de flexibilização monetária só virá depois de desenvolvimentos na área fiscal. Na mesma linha, a ARX (Gabriel Barros, economista-chefe) estima que o próximo presidente terá um ajuste de cerca de R$ 500 bilhões, equivalente a 4 pontos percentuais do PIB, e que o esforço pode ser ainda maior por incertezas sobre o ponto de partida das contas.
Tem ainda conta chegando por outros lados: uma nota técnica da Aneel prevê que os consumidores desembolsem cerca de R$ 47,8 bilhões em 2027 para cobrir subsídios e políticas públicas embutidos na conta de luz (orçamento da CDE), e Lula editou MP com R$ 6,494 bilhões em crédito extra para o Plano Brasil Soberano, que auxilia empresas afetadas pelas tarifas extras dos EUA.
Para o investidor: renda fixa segue sensível ao noticiário eleitoral. Ontem (21/10) o Tesouro IPCA+ subiu até 2 pontos-base e os prefixados ficaram abaixo do nível de terça (20/10), segundo o InfoMoney. Quem aposta em corte de juros mais rápido está, na prática, apostando em ajuste fiscal crível.
Esta análise faz parte do resumo do mercado de 21/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.
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