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Selic: depois de cinco cortes, o freio de mão

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Resposta direta: Opções de Copom passam a precificar manutenção.

Segundo o Money Times, as apostas mudaram: após cinco cortes consecutivos, o mercado vê uma pausa como cenário mais provável na reunião do Copom da próxima semana, com chance já acima de 60%. O dólar, por sua vez, interrompeu a sequência de perdas e fechou a R$ 5,3878 (+0,89%) com incertezas fiscais e a precificação do fim dos cortes.

O quadro fiscal não ajuda. A dívida pública federal subiu 0,97% em setembro, para R$ 9,383 trilhões, sob pressão do gasto com juros. O déficit das estatais federais em setembro, de R$ 2,014 bilhões, foi o maior da série para o mês, segundo o BC. O ex-presidente do BC Gustavo Loyola avisa que "não há como fugir da situação fiscal no próximo ano" e que ajuste focado só em receita não resolve. O governo estuda incluir, no PLP de ajuste fiscal, a possibilidade de contingenciar despesas com proteção legal, como as do FNDCT.

Nos EUA, o PCE de setembro subiu 0,5% no mês, em linha, com o núcleo em 3,1% em 12 meses (acima da meta de 2% do Fed), e o PIB do 3T veio acima do esperado, o que fortaleceu o dólar contra emergentes.

Esta análise faz parte do resumo do mercado de 29/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.

EQ
Equit Capital
Assessoria de investimentos · Safra Invest

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