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Resposta direta: A Selic de 13,75% pode virar "estacionamento".
A reunião do Copom começou com o mercado revendo a conta. Das 105 instituições ouvidas pelo Valor, 72 (cerca de 69%) esperam manutenção da Selic em 13,75% e 33 ainda projetam ao menos mais um corte de 0,25 ponto percentual. A leitura dominante é que o choque pós-eleição fechou a janela para novos cortes.
O Boletim Focus não ajudou: a mediana para o IPCA de 2026 subiu de 5,19% para 5,22%, e o mercado elevou também as projeções de IPCA e Selic para 2026, 2027 e 2028. O Valor ainda lembrou o contraste com o México, onde o Banxico decide juros sem um evento doméstico equivalente e com expectativas de inflação mais estáveis.
No pano de fundo está a pauta fiscal. O Tesouro projeta que a Dívida Bruta do Governo Geral chegue a 83,7% do PIB em dezembro (alta de 5,1 p.p. em um ano) e atinja o pico de 89,7% em 2030, antes de cair. Os riscos fiscais específicos recuaram para R$ 4,87 trilhões em 2025, queda de R$ 259,6 bilhões frente a 2024.
Impacto para o investidor brasileiro: Selic parada em patamar alto sustenta o carrego da renda fixa, mas o que pesa é a curva longa. O que acompanhar: o comunicado do Copom e a sinalização sobre o choque de câmbio, juros e Bolsa.
Esta análise faz parte do resumo do mercado de 03/11/2026, com o giro do dia e todas as fontes.
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