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Resposta direta: Rali eleitoral desfeito, e o mercado cobra a fatura fiscal
Quem comprou títulos longos na euforia viu o filme virar. Segundo o InfoMoney, os títulos do Tesouro perderam até 17% na semana após o 2º turno, apagando o rali eleitoral. Os prefixados foram a até 15,36% e os IPCA+ a 7,89%, patamares acima dos que vigoravam antes do 1º turno. Ponto de atenção: a perda só se concretiza em caso de venda antecipada; quem segue até o vencimento carrega a taxa contratada.
O pano de fundo é fiscal. Um relatório de agência de classificação de risco, citado pela Exame, avalia que, sem ajuste fiscal no "Lula 4", a Selic deve ficar alta por mais tempo, com pressão sobre investimentos e dificuldade de estabilizar a dívida pública. E o Money Times mostra que o debate já esbarra em resistências: menos de uma semana após a reeleição, integrantes do governo e do PT começam a traçar linhas vermelhas para qualquer ajuste, expondo a dificuldade de conter o avanço da dívida sem atritar a própria base.
Para o investidor brasileiro, a leitura é direta: juro longo alto significa marcação a mercado dolorosa em prefixados e IPCA+ longos, mas também taxas de entrada mais generosas para quem tem horizonte. O que acompanhar: a escolha do próximo ministro da Fazenda e qualquer sinalização concreta de corte de gasto.
Esta análise faz parte do resumo do mercado de 31/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.
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