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Resposta direta: o Brasil corta juro hoje (16/09) enquanto o mundo aperta o cinto lá fora: Treasuries de 10 anos na máxima desde 2007 e petróleo flertando com US$ 110. Alívio monetário por aqui convive com ruído externo, e ainda tem STF emperrado e eleição embolada pra completar o coquetel.
o Brasil corta juro hoje (16/09) enquanto o mundo aperta o cinto lá fora: Treasuries de 10 anos na máxima desde 2007 e petróleo flertando com US$ 110. Alívio monetário por aqui convive com ruído externo, e ainda tem STF emperrado e eleição embolada pra completar o coquetel.
A boa de hoje
- Copom na mira: Selic pode cair para 13,75% hoje (16/09), mas o 'quanto ainda falta' divide os bancos.
- STF trava: Julgamento sobre Moraes-Vorcaro parou no meio, com bate-boca e ministro impedido.
- Petróleo nas alturas: Brent quase bate US$ 110 e derruba Wall Street, mas turbina Petrobras e Ibovespa.
- Freio ou acelerador: Anthropic e Nvidia discordam publicamente sobre desacelerar o desenvolvimento da IA.
- Corrida eleitoral vira: Quaest mostra Flávio à frente de Lula pela primeira vez na campanha.
Resultados do mercado
- Ibovespa (+0,54%): Ibovespa fechou em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, puxado por ações ligadas a commodities.
- Dólar (USD/BRL) (+0,14%): Dólar à vista fechou a R$ 5,1551, em alta de 0,14%.
- Treasury 10 anos (EUA): Rendimento superou os 5%, atingindo o maior patamar desde 2007, pressionando bolsas globais.
- Dow Jones: Fechou em queda firme, pressionado pela alta do petróleo e dos Treasuries de 10 anos.
- S&P 500: Fechou em queda firme, seguindo o movimento negativo de Wall Street.
- Nasdaq: Fechou em queda firme, impactada pelo ambiente de juros e petróleo em alta.
- Brent (petróleo) (+1%): Brent fechou em US$ 105,68, após tocar máximas próximas a US$ 110 devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio.
- Petrobras (PETR3/PETR4) (+3%): Ações subiram mais de 3% no pregão, refletindo a alta do petróleo e dados positivos sobre a produção.
- Oracle (ORCL): Ações caíram pelo 5º pregão seguido, ficando de fora do repique das ações de chips ligadas à OpenAI.
Copom decide hoje (16/09) se corta a Selic para 13,75%
Política Monetária
Terceiro corte seguido — mas o 'até onde vai' divide os bancos. O Copom iniciou reunião com a Selic em 14% ao ano e a expectativa é de corte de 0,25 p.p., levando a taxa a 13,75%. Enquanto o mercado precifica o corte, as projeções para dezembro divergem. Dados fracos do varejo (queda de 0,8% em julho) reforçam a desaceleração e a tese de continuidade dos cortes, mas a política fiscal e o risco eleitoral seguem como limitadores. Bancos recomendam aumentar exposição a 'bond proxies'.
STF trava julgamento sobre Moraes-Vorcaro, e a crise vira ativo de risco político
Judiciário / Política
Sessão foi de bate-boca a ministro impedido, e o mérito nem foi votado. Nunes Marques se declarou impedido, houve bate-boca entre Fachin e Dino, e o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Dino. O caso gerou ruído político, mas não provocou grande oscilação nos ativos locais no pregão. Há um novo front envolvendo André Mendonça, com análise prevista para 23/09.
Petróleo perto de US$ 110 derruba Wall Street e turbina Petrobras e Ibovespa
Commodities / Global
Juro de 10 anos nos EUA no maior nível desde 2007 tira o sono do mercado global. Brent chegou a US$ 110 e fechou em US$ 105,68 (+1%). A oferta apertada (1,6 milhão de b/d fora do mercado em agosto) e tensões no Oriente Médio pressionaram preços. Nos EUA, Dow, S&P 500 e Nasdaq caíram. No Brasil, Ibovespa subiu 0,54% e Petrobras avançou mais de 3%. Dólar fechou em R$ 5,1551 (+0,14%).
Hora de frear ou acelerar? Anthropic e Nvidia discordam sobre o futuro da IA
Tecnologia / IA
No mesmo palco do Dreamforce, os CEOs divergiram sobre segurança x velocidade. Dario Amodei (Anthropic) propôs desaceleração coordenada, apoiada por Sam Altman e Elon Musk. Jensen Huang (Nvidia) e Mark Zuckerberg defenderam manter o ritmo acelerado, apostando nas forças de mercado. A repercussão pressionou ações de empresas de IA, como Nvidia, Broadcom, Intel e AMD.
Corrida eleitoral 2026: Flávio aparece à frente de Lula pela primeira vez
Eleições / Política
Pesquisas Quaest e CNT/MDA mostram disputa apertada. Quaest mostrou Flávio numericamente à frente de Lula pela primeira vez. CNT/MDA apontou Lula com 47,3% no 2º turno e Flávio entre 39,1% e 40%. O resultado influenciou o tom mais contido nos mercados. Pimco avalia que o real pode se destacar se o vencedor promover ajuste fiscal.
Snapshot do Dia
Resumo do Dia
Juro do Treasury de 10 anos nos EUA no maior patamar desde 2007. Enquanto o Brasil prepara corte da Selic para 13,75%, o rendimento dos Treasuries superou 5%, derrubando bolsas de NY junto com a alta do petróleo. Dois mercados, duas direções opostas no mesmo dia.
Snapshot do dia
Juro do Treasury de 10 anos nos EUA no maior patamar desde 2007 Enquanto o Brasil se prepara para cortar a Selic hoje (16/09), lá fora o rendimento dos Treasuries de 10 anos superou os 5% — o maior nível desde 2007 — derrubando Dow, S&P 500 e Nasdaq junto com a disparada do petróleo. Dois mercados, duas direções opostas no mesmo dia.
Giro pelo mercado
Brasil
- WEGE3: Conselho aprovou pagamento de R$ 450 milhões em Juros sobre Capital Próprio, com crédito previsto para 10 de março de 2027.
- JBSS32: Assinou acordo definitivo com a Viva Holding para unir operações de couro na 'JBS Viva', com 50% de participação para cada sócia.
- VALE3: Ministério Público Federal moveu ação civil pública contra a mineradora por extravasamento na Mina de Viga (Congonhas), pedindo auditoria independente.
- HYPE3: Itaú BBA e XP veem espaço de valorização com o medicamento Semavy; a ação negocia a cerca de 8 vezes o lucro projetado para 2027.
- MARISA: B3 estendeu até 30 de abril de 2027 o prazo para a varejista reenquadrar o valor de suas ações ao mínimo de R$ 1.
- Indústria: Produção brasileira de aço bruto caiu 6,2% em agosto ante o mesmo mês do ano anterior, para 2,693 milhões de toneladas.
- Crédito: Serasa Experian registrou recorde de 9,2 milhões de empresas negativadas em julho, com R$ 238,6 bilhões em dívidas vencidas.
- Fluxo estrangeiro: Investidores estrangeiros retiraram R$ 100,8 milhões da B3 em 11/09; saldo do mês segue positivo em R$ 7,3 bilhões e do ano em R$ 25,6 bilhões.
Exterior
- DJI / S&P 500 / IXIC: Wall Street fechou em queda firme, pressionada pela alta do petróleo e por Treasuries de 10 anos no maior nível desde 2007.
- ORCL: Oracle caiu pelo 5º pregão seguido, ficando de fora do repique das ações de chips ligadas à OpenAI.
- AAPL: Órgão de defesa do consumidor da Índia ampliou investigação sobre termos de garantia de software da Apple após alegações de falhas no iOS 18.
- EL: Herdeiro Leonardo Maria Del Vecchio atacou o CEO Francesco Milleri após queda de 50% nas ações da EssilorLuxottica; cúpula defende o executivo.
- Cripto: Democratas do Senado dos EUA bloquearam o avanço do 'Clarity Act', projeto de regulação de criptomoedas, em votação apertada de 49 a 50.
- CVM (Brasil): Diretor João Accioly defendeu entrada livre para testes com tokenização no Brasil durante painel na B3 Week.
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