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Resposta direta: Enquanto o Copom cortava a Selic a 13,75% dizendo que "o corte é a parte fácil", o Federal Reserve subia os juros americanos pela primeira vez em três anos, para 3,75%-4%. Na mesma "Super Quarta", os dois maiores bancos centrais das Américas andaram em direções opostas — e isso, mais do que qualque…
Enquanto o Copom cortava a Selic a 13,75% dizendo que "o corte é a parte fácil", o Federal Reserve subia os juros americanos pela primeira vez em três anos, para 3,75%-4%. Na mesma "Super Quarta", os dois maiores bancos centrais das Américas andaram em direções opostas — e isso, mais do que qualquer notícia isolada, é o resumo do tabuleiro que o investidor brasileiro herda hoje. No fundo do quadro, o Supremo ainda fumega: a sessão de terça-feira que discutiu investigar Alexandre de Moraes e André Mendonça foi adiada, mas o estrago político já entrou de vez na campanha eleitoral.
A boa de hoje
- Super Quarta ao contrário: Copom corta, Fed sobe — o mundo trocou de sentido
- STF em chamas: Investigação contra Moraes adiada virou munição de campanha
- Braskem no fundo do poço: UBS BB corta preço-alvo em 64% e ação desaba 13%
- Guilhotina nos bancos: Itaú BBA reduz recomendação do Nubank, só Bradesco escapa
- IA sob suspeita: OpenAI mira US$ 1,5 tri de valuation enquanto Burry aposta contra a festa
Resultados do mercado
- Selic (-0,25 p.p.): Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, sem forward guidance.
- Federal Funds Rate (+0,25 p.p.): Fed elevou a taxa para a faixa de 3,75%-4%, primeira alta em três anos.
- Dólar (USD/BRL) (-0,07%): Fechou o pregão de ontem a R$ 5,1514, em dia volátil marcado pelas decisões de Fed e Copom.
- Braskem (BRKM5) (-13%): UBS BB rebaixou recomendação para venda e cortou preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 3,75 (queda de 64%).
- Ibovespa: O texto cita que o Ibovespa caiu 0,91% na sessão de 14/09 devido a fluxo estrangeiro negativo, mas não há variação reportada para o pregão de 16/09.
- S&P 500: Índice americano mencionado na lista de ativos omitidos por falha do webhook; sem dados reportados.
- Nasdaq: Índice americano mencionado na lista de ativos omitidos por falha do webhook; sem dados reportados.
- Dow Jones: Índice americano mencionado na lista de ativos omitidos por falha do webhook; sem dados reportados.
COPOM CORTA A SELIC A 13,75%, FED SOBE JUROS PELA PRIMEIRA VEZ EM 3 ANOS
COPOM / Federal Reserve
A "Super Quarta" entregou decisões opostas: o Copom cortou a Selic em 0,25 p.p. para 13,75% ao ano, sem dar pista sobre o próximo passo (sem forward guidance), mantendo a projeção de IPCA em 3,2% no horizonte relevante. O Fed, por sua vez, subiu os juros em 0,25 p.p. para a faixa de 3,75%-4%, primeira alta em três anos, motivada em parte pela disparada do petróleo. O Brasil segue com o maior juro real do mundo, atraindo carry trade, mas aumentando a dependência da comunicação do Copom sobre os próximos passos.
CRISE NO STF VIRA MUNIÇÃO DE CAMPANHA ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO
Política / STF
A sessão que discutiria investigação contra Moraes e Mendonça foi adiada, mas o dano à imagem do STF já está consolidado e virou munição na campanha eleitoral. A campanha de Flávio Bolsonaro usa o caso contra Lula, enquanto o PT tenta descolar a imagem de Moraes da de Lula. A próxima pesquisa Quaest (21/09) será termômetro para medir o impacto eleitoral.
BRASKEM APANHA NA B3: UBS BB CORTA PREÇO-ALVO EM 64% E AÇÃO DESABA 13%
Empresas / Braskem
O UBS BB rebaixou a recomendação da Braskem para venda e cortou o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 3,75 (redução de 64%), afirmando que a companhia não tem uma 'saída fácil'. A reação do mercado foi imediata, com a ação caindo 13% na sessão. A XP também cortou recomendação da Sanepar para neutra, vendo privatização mais distante.
GUILHOTINA NOS BANCOS: ITAÚ BBA REDUZ RECOMENDAÇÃO DO NUBANK, SÓ BRADESCO ESCAPA
Setor Bancário
Itaú BBA revisou projeções para 2026-2027 e cortou recomendação do Nubank, deixando Bradesco como único banco com recomendação positiva. O BofA iniciou cobertura da Bradsaúde com recomendação de compra. O fluxo estrangeiro na B3 teve saída de R$ 324,7 milhões em 14/09, mas setembro ainda acumula superávit de R$ 7 bilhões e o ano segue positivo em R$ 25,2 bilhões.
OPENAI MIRA US$ 1,5 TRI DE VALUATION ENQUANTO MICHAEL BURRY APOSTA CONTRA NVIDIA E PALANTIR
Tecnologia / IA
A OpenAI estaria avaliando rodada a valuation de até US$ 1,5 trilhão, sem IPO previsto para este ano. Em contrapartida, Michael Burry prevê queda no estilo de 1987 e apostou contra Nvidia e Palantir. No Dreamforce, CEOs divergiram sobre segurança e ritmo da IA, enquanto Zuckerberg e Jensen Huang defenderam a inovação impulsionada pelo mercado.
GIRO PELO MERCADO (BRASIL), 16/09/2026
Giro pelo Mercado - Brasil
iFood projeta investimento de R$ 24 bilhões no ano fiscal (+41%). Casas Bahia foi enquadrada pela B3 por penny stock e tem até 1º de março de 2027 para regularizar cotação. JBS e Viva Holding formarão nova empresa de couros com 50% para cada. Cielo aprovou emissão de debêntures de R$ 2,5 bilhões. Renault e Geely investirão R$ 2 bilhões no PR para carro híbrido. WEG anunciou R$ 500 milhões em JCP. Petrobras reajustará diesel com neutralização por subsídio. Dólar fechou a R$ 5,1514, leve queda de 0,07%.
GIRO PELO MERCADO (EXTERIOR), 16/09/2026
Giro pelo Mercado - Exterior
Federal Reserve elevou juros para 3,75%-4%. CEO do Goldman alertou para desempenho fraco em renda fixa e custos mais altos. Amazon elevou salário inicial para US$ 20/h e ofereceu desconto na Whole Foods. Grab comprará 60% da Atome por US$ 1,49 bilhão. Reino Unido registrou inflação de 3,1% ao ano em agosto.
SNAPSHOT DO DIA
Snapshot
Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil tem o maior juro real do mundo, segundo cálculo do InfoMoney que desconta a inflação projetada para 12 meses. O juro real recorde atrai carry trade, mas reprime crédito e consumo internos em ano eleitoral.
Snapshot do dia
13,75% Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil tem o maior juro real do mundo, atraindo capital estrangeiro via carry trade, mas represando crédito e consumo internos às vésperas da eleição.
Giro pelo mercado
Brasil
- IFOOD: Projeta investimento de R$ 24 bilhões para o ano fiscal, alta de 41% frente ao ciclo anterior.
- BHIA3: Enquadrada pela B3 por cotação abaixo de R$ 1; deve apresentar cronograma de regularização até 1º de março de 2027.
- JBSS32: JBS e Viva Holding unirão operações de couros em nova empresa com participação de 50% para cada grupo.
- Cielo: Aprovou 10ª emissão de debêntures no valor de R$ 2,5 bilhões.
- Renault / Geely: Vão investir R$ 2 bilhões no Paraná para produzir o primeiro carro híbrido desenvolvido em conjunto pelas duas montadoras.
- WEG: Anunciou R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio (JCP).
- Petrobras: Vai reajustar o preço do diesel, mas o aumento será neutralizado por subsídio; Abicom estima 870 mil m³ de importações de diesel em setembro.
- USD/BRL: Dólar fechou o pregão a R$ 5,1514, com leve queda de 0,07%, em dia volátil pelas decisões de Fed e Copom.
Exterior
- Federal Reserve: Subiu os juros americanos em 0,25 p.p., para a faixa de 3,75%-4%, primeira alta em três anos.
- Goldman Sachs: CEO David Solomon alertou que a área de renda fixa vem performando abaixo de trimestres anteriores, com despesas mais elevadas.
- Amazon: Elevou o salário mínimo inicial para US$ 20 por hora nos EUA e adicionou desconto na Whole Foods como benefício.
- Grab / Atome: Grab vai comprar 60% da Atome Financial por US$ 1,49 bilhão para reforçar crédito ao consumidor no Sudeste Asiático.
- Reino Unido (CPI): Inflação acelerou para 3,1% ao ano em agosto, pressionando o Banco da Inglaterra antes da decisão de juros.
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