Receba a Equity News no seu e-mail
Inteligência de mercado, todo dia útil de manhã. De graça.
✓ Pronto! Você vai receber a próxima edição.
Algo deu errado. Tente de novo em instantes.
Resposta direta: Câmbio pressiona inflação e a Selic pode ficar mais cautelosa
Economistas ouvidos pela InfoMoney avaliam que a alta do dólar pós-eleição pode levar o Copom a adotar mais cautela nos cortes de juros, com risco de interromper o ciclo de redução da Selic. A política fiscal também estará no radar. Há efeitos já visíveis no crédito: o Bradesco subiu os juros do crédito imobiliário, leitura atribuída a um ambiente momentâneo de incerteza e não a uma mudança definitiva do cenário.
No front de custos, o Valor aponta que o petróleo em nível elevado (Brent a US$ 113,8, queda de 1,67% em 27/10) e o câmbio podem levar a Petrobras a reajustar o diesel ainda em outubro. Uma correção do Valor fixou a defasagem: o diesel nas refinarias estava 55,03% abaixo do preço importado. Já a InfoMoney lembra que a prorrogação dos subsídios reduziu a urgência de reajustes, mas os bancos veem preços ainda distantes das referências internacionais. A produção da estatal bateu recorde no 3T26 (ver Giro), e a importação de diesel disparou, segundo a Exame.
Impacto prático: diesel mais caro significa pressão em frete e inflação de alimentos, exatamente o que o Copom não quer ver com câmbio depreciado. O Banco Mundial, ontem (28/10), previu alta de 23% nos preços globais de commodities em 2026, citando energia, interrupções no transporte marítimo na guerra no Oriente Médio, problemas no embarque de grãos no Mar Negro e demanda por ouro como ativo seguro. Para o exportador brasileiro de commodities é vento a favor; para a inflação doméstica, o oposto. Acompanhe: eventual reajuste do diesel e o tom do Copom.
Esta análise faz parte do resumo do mercado de 28/10/2026, com o giro do dia e todas as fontes.
Quer aplicar isso ao seu caso?
Faça nosso diagnóstico em 4 minutos ou converse com um consultor Equit. Análise inicial sem compromisso.